http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: 2015

sábado, 26 de setembro de 2015

Novo endereço!

Olá, galera!

Fiquei muuuuitos meses sem atualizar, mas resolvi voltar num novo endereço, de cara nova, como se fosse começando do zero, então visitem o: revoltadinha.com 

Aguardo vocês lá!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A hora do Adeus



A morte é a única certeza da vida. Mas quando ela vem de supetão, a tristeza inerente ao ocorrido se soma ao choque e o baque é ainda maior. É inexplicável. Nem todas as lágrimas do mundo são suficientes para aliviar o peso que se instaura em nosso coração. Nenhuma palavra conforta. A saudade sufoca.

Você tenta lembrar nos mínimos detalhes aquele último momento, agarrando-se às últimas lembranças para não deixar nada passar. Você fica com raiva, tenta achar um culpado, e se frusta com a banal explicação de que simplesmente a vida é assim.

Seu sofrimento se reflete nos olhos dos que sofreram a mesma perda e você se pergunta se sua aparência também é tão desoladora.

Você erroneamente se engana achando que a idade e as experiências vão te deixando mais calejado, mas a verdade é que ninguém nunca está verdadeiramente preparado para lidar com a presença constante da ausência.

O tempo se torna um paradoxo. Ao mesmo tempo que você quer que ele passe mais rápido para amenizar a dor, você teme que muitas memórias também fiquem pelo caminho.

Mais do que a palavra morte, a que dói mais acaba sendo "nunca". O definitivo me apavora. E a saudade também.

Então, como desabafo, fica aqui o texto que fiz há quase dois anos.

Adeus

Por mais que seja página virada, é necessário que algumas coisas sejam registradas, pois assim se tornam fatos palpáveis ao invés de meros frutos da imaginação.

É necessário para o tempo. É necessário para a incerta ação deste sobre a minha memória para que eu não te esqueça.

Para que quando sua imagem ficar nebulosa e começar a desaparecer como uma nuvem que se esvai, mesmo que meu cérebro falhe, você ainda exista nessas páginas. Sobreviva em mim e à mim.

O registro também se faz necessário para que quando a dor da lembrança for insuportável, eu possa rasgar a página literalmente num gesto simbólico, tentando apagar do papel o que de certa forma já se tatuou em mim.

Mas sobretudo, o que é mais do que necessário é não te ver sofrer. Mesmo que eu tenha que te deixar ir. Porque é melhor morrer aos poucos todos os dias, do que se contentar com overdoses homeopáticas de alegria.