http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Abril 2014

domingo, 20 de abril de 2014

Divergente



Eu já fui menos relapsa com esse blog... Mas cá estou eu para meter o pau mais uma crítica construtiva sobre a história que tá fazendo a cabeça da mocidade: Jogos Vorazes Divergente.

Eu não li os livros, portanto, os comentários são baseados apenas na minha primeira impressão da história através do filme. 

Um futuro distópico.Pessoas divididas em determinados grupos. Uma menina habilidosa e determinada a lutar pela moral e os bons costumes justiça. Romance. Não, não estou falando de Jogos Vorazes.



Neste caso, a menina em questão é Beatrice (a protagonista de “A culpa é das estrelas” Shailene Woodley) que ao completar 16 anos, tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. São elas:

Abnegação – facção dos pais de Beatrice. São altruístas, o importante é ajudar os outrosZzZ e por isso não são vaidosos, e andam como uns maltrapilhos. 



Amizade – aquela galera irritante que já acorda de bom-humor de manhã e estão sempre felizes. Trabalham nas plantações.




Sinceridade – falam somente a verdade doa a quem doer, ou seja, grossos.


Audácia – uns masoquistas que ficam fazendo parkour, pulam de prédios, de trem em movimento, escalam tudo o que veem pela frente...



Erudição – são os que sabem de tudo. Como conhecimento é poder, adivinha qual facção é a vilã na história?



Antes de escolherem qual facção vão pertencer, eles passam por um teste que indica para qual delas eles tem vocação. Porém, os testes de Beatrice são inconclusivos, pois ela estaria apta tanto para a abnegação, quanto para a erudição e a audácia. Como este resultado é raro, ela é uma Divergente, mas não pode contar este resultado a ninguém, pois os divergentes são vistos como uma ameaça aos eruditos, que querem tomar o poder dos abnegados.



Dividida entre essas três opções, Beatrice opta pela Audácia. Então, boa parte do filme vai focar na adaptação dela nesta facção, (apanhando muito basicamente) que é onde ela conhece a Alicia Keys
e o Quatro, o cara que vai ajudá-la a se manter na facção (pois caso ela não tivesse o resultado desejado, ela seria expulsa e se tornaria uma sem facção, que são tipo os mendigos da sociedade) e ser o par romântico dela. 



Aí ele tira a camisa....


... e eu meio que perdi o fio da meada.

Mas o filme é legalzinho... Dá p/ ver sem morrer de tédio, o que já acho uma grande coisa hoje em dia.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Porque o final de How I Met Your Mother fez total sentido


É óbvio, mas mesmo assim vou avisar: O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS.

Nesta semana, fiquei órfã de mais uma série que me divertiu durante um bom tempo e também arrancou algumas lágrimas pelo caminho, que foi um ombro amigo para enfrentar a depressão pós-Friends, e que foi a minha válvula de escape quando eu precisava de algo para distrair a minha cabecinha preocupada.

Durante nove temporadas, vimos um Ted completamente apaixonado pela Robin, que mesmo entre muitas namoradas, nunca deixou de amá-la. E uma Robin que nunca correspondeu aos sentimentos de Ted até o seu casamento.

Bom, a história vocês também acompanharam, então por que tanta revolta com o final?

O fato da 9ª temporada ter se passado toda nos dois dias que antecedem o casamento de Robin e Barney não fez nenhuma diferença. Já o fato deles terem se divorciado fez muito sentido, porque eles mostraram que nem sempre só o amor é suficiente.

No fundo, a Robin é uma romântica que esperava por um sinal, mostrando que o Barney, galinha incorrigível e mentiroso, fosse mesmo o homem da vida dela. O sinal seria o homem que encontrasse o cordão que ela enterrou.  E foi naquele momento que ela percebeu que o Ted era o cara que ela deveria ter ficado, mas ele nunca a deixaria magoar o seu melhor amigo, que ela amava, só não era o cara certo p/ ela.

O casamento do Barney e da Robin foi o empurrão que o Ted precisava naquele momento para seguir de vez com a sua vida, e foi o que ele fez: casou-se com a Tracy, teve filhos com ela e a amou até o fim de sua vida.

O fato de ter amado a Tracy não acaba automaticamente com o amor que ele sempre sentiu pela Robin.  Assim como isso também não significa que ele amou menos a Tracy por isso.

A revolta se deu pelo fato de terem matado a Tracy e, anos depois, ele chamar a Robin p/ sair. Porém, o principal da série foi mostrar como podemos amar (verdadeiramente) várias pessoas ao longo da vida, mas que somente uma ocupa a posição de “The One”, e esse lugar, esteve óbvio desde o início: sempre foi da Robin.

Já a Robin teve que ver o Ted casar com outra para se dar conta de quem ela realmente gostava. O velho “só dá valor depois que perde”.

Talvez, para os indignados, o maior pecado dos roteiristas tenha sido o de trocar o clichê “felizes para sempre” ao antecipar o “até que a morte os separe”.  Mas a vida é assim, cheia de reviravoltas e um tanto agridoce.

Afinal, "o importante não é o destino, mas sim a jornada".