http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Julho 2013

domingo, 21 de julho de 2013

Quando a moda pega, fuja dela!

Olá,

enquanto o PMD está passando por problemas técnicos, a Revoltadinha ficou sem seu espaço para destilar veneno, por isso estou cedendo este post à ela, que há um tempo está se coçando para falar de um assunto que ela entende muito sóquenão: moda.


Não sou nenhuma entendida em moda. Não leio a Vogue e nem revistas do tipo, e por mais que goste de fazer umas comprinhas e olhar vitrines, não me baseio nisso na hora de comprar. Porém, contudo, entretanto, todavia, um fato é que a moda não é feita para todos e no caso dessas calças listradas, não foram feitas para ninguém.  

Mas tem o grupo daquelas que por mais que a roupa seja escrota, acaba não vestindo tão mal e àquelas que compram essas calças. Nas mais gordas curvilíneas, as listras retas se transformam num andar de bêbado, que de tão tortas causam labirintite em quem vê.

As mulheres que usam esses código de barras ambulantes provavelmente são as mesmas que acharam que as saias mais compridas atrás eram chiquérrimas. Por que alguém usa aquilo? A pessoa tem algum complexo com a própria panturrilha, mas sente orgulho do joelho? Pensem comigo, se o Superman amarrasse a capa na cintura não seria ridículo? Então, a “lógica” é a mesma.


E aquelas saias com o forro curto, mas que são compridas e transparentes? A dualidade em forma de pano: a mulher quer usar uma saia curta e mostrar as pernas, mas pensa que seria indecente, então joga uma maria-mijona transparente por cima que fica ok. Não, não fica.

Mas tudo bem, enquanto a pessoa vestir essas coisas, demonstra que ela guardou a latinha da coca-zero com o seu nome, assiste ao Zorra Total, está tentando ficar “bonita”. O problema é quando a pessoa começa a usar Crocs, aí sim ela não só está levantando a bandeira de que caga p/ moda, como também a de que perdeu o emprego e desistiu da vida.

Obs: se alguém se sentiu ofendida com esse post, dane-se fica a dica!

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Neste último sábado (20), o Hanson fez show no Rio e eu fui conferir. Frustrante! Péssima escolha do set-list! Músicas como If Only e Lost without each other ficaram de fora. A gente entende que tem que divulgar o CD novo, mas não dá p/ equilibrar e escolher melhor o repertório? E só depois de implorarem que cantaram Save me numa versão acústica, bem morna =/ Não curti!

Mudando de assunto de novo...
Com o Festival de Inverno rolando em Petrópolis, tive a chance de cobrir eventos maneiríssimos, deem uma conferida:

Show da Zizi Possi no Theatro Dom Pedro.  E ainda tem um vídeo com trechos de alguns sucessos que ela cantou. 

Entrevista com Fábio Porchat onde ele fala sobre o Porta dos Fundos, como foi viver uma drag queen no cinema, e muito mais. Também tem vídeo com alguns extras. 

Outra entrevista divertida, desta vez com o Comédia em Pé. E com o Danilo de Moura, que incorpora o Tim Maia no musical e ainda cantou Réu Confesso à capela

Fui ao Túnel do Tempo pela quarta vez, reviver a Beatlemania. Confira trechos de alguns sucessos do FabFour.

Conferi o monólogo O Cara, que além de divertido, faz uma crítica à sociedade de consumo. 

Nessa semana tem mais!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O taxista das cinco filhas

São as pequenas coisas que nos fazem sentir que pertencemos a algum lugar. Em Petrópolis, eu poderia dizer que é a brisa fria quando anoitece, não importando a estação. Andar pelo Centro da cidade e sempre ter a sensação de que a cada passo, se pisa e respira história. Sentar nos bancos do Museu e observar os turistas e crianças em seus passeios escolares. Entrar num café, ser reconhecida e já saberem de antemão o que você vai pedir. E no meu caso, pegar um táxi sempre no mesmo ponto quando já é tarde da noite. E é para este "amigo" que eu nem sei o nome, mas que sempre me leva em segurança para casa que eu dedico a singela crônica (?) abaixo.



O taxista das cinco filhas

Na fila de táxis brancos em frente ao teatro da cidade, um táxi se destaca pela quantidade de adesivos na parte traseira. São aqueles que vendem em bancas de jornal e que, aparentemente, viraram tendência entre as classes mais humildes, onde se coloca cada membro da família em versão de boneco palito. Na traseira de seu táxi, há cinco bonequinhas.

Entro no carro tarde da noite, querendo ficar na minha e chegar em casa o mais rápido possível, mas o carro mal anda, ele acende a luz para mostrar 5 fotos 3x4 e começa a me contar sobre cada uma de suas filhas. Eu sei que a mais velha tem 19 anos e vai noivar, é muito inteligente e trabalhadora. As outras tem pouca diferença de idade entre si e até o mais novo membro da família era uma fêmea, uma cachorrinha. Ele era minoria em sua casa.

No curto trajeto, ele discursa e ocasionalmente faz uma pergunta a qual eu respondo com monossilábicos, já que depois de um determinado horário da noite, não consigo ser mais prolífica com as palavras. Ele parece satisfeito e ouve educadamente, ansiando para continuar o monólogo que ele tenta fazer parecer um diálogo.

Ele nem pergunta mais o meu endereço, já me reconhece e mal eu entro no carro, começa a tagarelar. Desta vez, fala sobre os perigos de se andar de moto, no que ele assume um tom paternal, pois já que tenho a idade aproximada de suas filhas, de uma certa forma ,ele sente que deve me aconselhar também. É reconfortante.

São 2h da manhã, encaminho-me ao ponto e procuro pelos adesivos familiares. Ele não está lá. Este taxista não abre a boca. Reina, enfim, o silêncio que sempre busquei a esta hora da noite.

A volta para casa nunca foi tão longa.