http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Maio 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Se existe um Deus

Olá,

em mais uma de minhas incursões pseudo-filosóficas (isso ficou bonito, mas não sei se fez muito sentido), escrevi mais um textinho tentando entender o que chamam de Deus. Fiquem à vontade p/ meter o pau comentar ;D


Se existe um Deus



Ao olhar no espelho não me vejo. Só consigo me enxergar refletida nos olhos dos outros, porque é através da ótica alheia que me percebo. 

Se existe um Deus, Ele está presente é nessa troca. É quando uma pupila fita a outra e percebemos um semelhante. É nesta fração que existimos.

Embora o revestimento seja diferente, a essência é feita da mesma matéria que chora, que sofre, que sorri e que morre, mas que ama.

E se existe um Deus, Ele está presente nessa capacidade de desenvolver esse sentimento imutável pelo outro. 

Tudo perece, o corpo envelhece e os momentos passam. Vivemos horas intermináveis de rotinas iguais e cansativas diariamente, mas sobrevivemos pelos breves instantes inesperados que se eternizam na gente.

Se existe um Deus, Ele está presente nesses segundos que às vezes valem por uma vida. Que faz com que não nos questionemos tanto e que fiquemos felizes apenas por estar e sentir. Sem porquê, mas por ser.  

Pessoas se vão antes da hora, deixando sonhos a serem realizados, espaços inocupados e marcas de lágrimas nas fotos. 

Se existe um Deus, Ele está presente na saudade. Na capacidade de olhar p/ trás sem sufocar com as lembranças. 

Nesse morrer aos poucos e no entanto, continuar vivendo.


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Obs1: Há um tempinho, entrevistamos o Fernando Ceylão e depois de muito fuçar no movie maker, consegui montar o vídeo p/ colocar no youtube, portanto, venho através deste pedir que deem uma forcinha e assistam aqui. Ele foi super simpático e ainda deu algumas prévias de piadas em potencial exclusivamente para nós ;D

Obs2: A revoltadinha viu "Meu namorado é um zumbi" e comentou o que achou do filme. Além disso, ela deu dicas de Como ser irritante no facebook.

Obs3: Além do Fernando Ceylão, como cobri o festival Rei do Riso em Petrópolis, entrevistei todos os comediantes que participaram. Confiram: Ragi Abib, Nizo Neto e Gabriel Louchard.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Adeus, por enquanto

Olá,

Antes de mais nada, tem mais besteirol da revoltadinha p/ vocês. Dessa vez, sobre Como ser irritante no facebook. Fica a dica, folks!

Falemos de literatura hoje, e o quanto estou ficando farta da mesmice da literatura direcionada a nós, mulheres. Tomemos, Adeus, por enquanto, como exemplo.


A velha máxima que “hoje em dia nada se cria, tudo se copia” pode ser atribuída perfeitamente ao mercado editorial, principalmente no que tange aos livros direcionados ao público feminino.

Aqueles que inovam, seja recaracterizando personagens conhecidos (como Crepúsculo),  ou seja com sacanagem aliado ao romantismo (50 tons de cinza), sem entrar no mérito de bom ou mau, acabam criando um filão para muitos outros autores. É só perceber quantos livros com romances sobrenaturais surgiram depois da saga de Stephenie Meyer, quantos prometendo doses cavalares de sexo e romance ocupam as prateleiras dos best-sellers, e quantos surgiram depois de “O segredo”, “O Código da Vinci”, tentando decifrá-los, e por aí vai.

Outros autores, buscando ser um pouco mais criativos, pegam um pouquinho daqui e dali para criarem suas histórias, como é o caso de “Adeus, por enquanto” de Laurie Frankel, cuja própria contracapa já menciona “Um dia”,de David Nichols. Mas não é só o fenômeno de Nichols que influencia fortemente a história; “Uma carta de amor”, de Nicholas Sparks, reforça a melancolia como um xeque-mate para arrematar lágrimas dos leitores.

O que pode ser o diferencial na proposta de Frankel,  é a parte tecnológica, que tenta dar um aspecto modernizado a uma história de amor que senão fosse esse detalhe, seria tão clichê quanto as outras.  No romance, Sam trabalha como programador em uma empresa de relacionamentos e desenvolve o algoritmo perfeito, programado para ligar a pessoa a sua alma gêmea, e é assim que conhece Meredith. O relacionamento está indo muito bem, eles são a prova que o algoritmo funciona, até que Meredith perde sua avó, Livvie, e fica devastada. 

Para tentar ajuda-la com a perda, Sam desenvolve um novo programa que permite a Meredith ter uma última conversa com Livvie, e para isso, cria uma projeção dela, programada para agir e responder exatamente do modo que ela costumava em vida. Mais uma vez, o programa funciona perfeitamente e então eles abrem um negócio para ajudar as pessoas enlutadas. 

Interessante, não? Teria achado até genial senão tivesse visto a mesma coisa num episódio de Black Mirror, cuja premissa é exatamente a mesma. 

O livro não é exatamente ruim,  dá p/ ler tranquilamente e passa bem o tempo, mas falta autenticidade. Apelar para o sentimentalismo exacerbado e uma crítica velada ao “isolamento causado pelas redes sociais”, para mim, já são assuntos muito batidos e não é a junção de ambos na mesma narrativa que faz a diferença.

Também não pude deixar de ter a impressão, que não sabendo como concluir a história, porque não havia mais o que ser dito, Laurie Frankel simplesmente apela para chavões típicos de auto-ajuda, com pretensões filosóficas ao falar do sentido da vida, e encerra até com uma “moral da história”, do tipo: saia da internet e viva sua vida. 

Em suma, acho que a pretensão de ser profundo teve o efeito justamente contrário. 

Até logo, por enquanto.
 


segunda-feira, 6 de maio de 2013

10 músicas que você cantou e tem vergonha de admitir

Olá,

depois de ver umas postagens sobre 'como se sentir velho num clipe' do Não Salvo, acabei relembrando de outros hits que não saíam da minha cabeça há muuuitos anos e gostaria de compartilhá-los para que vocês se peguem cantando esses grandes sucessos do passado, ao invés de ahhh leleklekleklek... 

Se essas músicas fossem cantadas num barzinho com um violão, seriam consideradas grandes músicas da MPB...

Obs: as letras das músicas estão vindo da minha memória, então se eu errar.. Dane-se!

1) Xô Satanás - Asa de Águia

"Eu era um bêêêêbado, que vivia drogaaaado, hoje estou curaaaado, encontrei Jesus, encontrei Jesus. Na casa do Senhor não existe Satanás, Xô Satanás, Xô Satanás..."

Essa bela de história de superação, que deve ter sido plagiada no sermão de muitos pastores, não parava de tocar nas rádios em meados da década de 90.








 

2) Bomba - Braga Boys

"Sensual, o movimento é sensual. Sensual. O movimento é sexy. O movimento é sexy. Já tá chegando os Braga Boys com essa dança que é uma bomba..."

Um dos precursores do Rebolation, esse hit dos Braga Boys era acompanhado de uma coreografia que todo mundo dançava, assim como Macarena e Ragatanga. Simples e não precisava ser contorcionista para arrasar na pista, como o tal do quadradinho de oito exige hoje em dia..

 

3) Raimunda - Gang do Samba

"Essa menina tá de brincadeira, vai acabar alguém passando a mão..."

Que mané Kuduro que nada, nos anos 90, o canal era rebolar que nem a Raimunda, ou pelo menos se encalacrar toda tentando...



4) Psiu, psiu - Companhia do Pagode

"Psiu, psiu, coisinha linda do bumbum empinadinho..."

Homens, aprendam o que é uma cantada!

 

 5) Tic Bom - Bom Balanço

"Bate na palma prá saber que cê tá aí! Bate na palma prá saber que cê tá aí!
Bate na palma prá saber que cê tá aí... Cante o Tic Bom, Tic Tic Bom Tic Bom Tic Bom..."

Tic ou chiqui bom?


6) Tic Tic Tac - Carrapicho

"Bate forte o tambor, eu quero é tic tic tic tic ta..."

Quem não lembra desse clipe que passava todo domingo no Gugu com o Carrapicho mostrando as belezas do Amazonas fazendo a coreografia de quem tá recebendo santo?

 

7) O pinto - Raça Pura

"O pinto, o pinto do meu pai fugiu com a galinha da vizinha. Já procurei de noite, já procurei de noite e dia..."

O Raça Pura também tinha um outro grande sucesso que era "A Juliana não quer sambar, samba juliana, samba Juliana, samba Juliana, sambaaa"


                                  

8) Vem neném - Harmonia do Samba

"Vem neném neném, vem neném neném, veeem"

Tipo o Ahh lekleklekleklek da época.. Chamar de neném, consegue ser mais broxante que chamar de princesa em voz tatibitate, né não?

CLIQUEM NESSE VÍDEO PARA VER ESSA MÚSICA COM BACKING VOCALS!


                               

9) Carrinho de Mão - Terra Samba


“Com jeitinho eu seguro a sua mãozinha. Depois aliso com carinho a sua cinturinha. Empine o corpinho p/ frente e os braços p/ trás. A onda do Carrinho de Mão é assim que se faz: a mocinha vai na frente, o mocinho vai atrás, empurrando a mocinha p/ frente, p/ trás. Que dança é essa, meu rapaz...”

É putaria! É o equivalente ao Põe Põe do É O Tchan... Oo


10) Segure o Tchan - É O Tchan

"Segure o tchan, amarre o tchan, segure o tchan tchan tchan tchan tchan..."

É muito difícil escolher apenas uma música desse grupo de tantos sucessos, por isso resolvi encerrar com chave de ouro, com o hit que consagrou o grupo.