http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Abril 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Séries diferentes que valem a pena conferir

Olá,

primeiramente, a revoltadinha, em parceria com sua grande amiga, elaborou uma lista de Coisas que broxam uma mulher com mais dicas para estes homens perdidos. De nada!

Embora muitos possam pensar que só escrevo abobrinhas e é verdade, neste mês a Revista On traz duas matérias minhas mostrando que eu também sei escrever sobre coisas sérias e clicando aqui, vocês acessam o portal da revista que eu atualizo diariamente.

Ahh e só p/ lembrar que o Acontece em Petrópolis está sorteando uma bolsa da City Shoes para o dia das mães. Olha aí uma ótima oportunidade de dar um bom presente sem gastar nada ;D

Ok, já fiz merchan de tudo o que tinha que fazer, agora vamos ao post.

Vou falar de séries hoje. Sim, de novo. Mas como estão sempre saindo coisas novas, eis mais boas sugestões p/ vocês ;D


Recentemente descobri uma série francesa chamada "Les Revenants". A princípio eu só baixei porque como não sou fã de filmes franceses, achei que um seriado seria uma boa forma de treinar o idioma e voilà, c'est très intèressante!

A série se passa em uma pequena cidade da França, onde milhares de pessoas mortas, de diferentes classes sociais, gêneros ou idades, deixaram o cemitério e ocuparam a cidade. Repentinamente, o fenômeno para, como se as portas do mundo dos mortos fossem fechadas novamente. Agora, a fase mais difícil: a reintegração dos mortos junto às suas famílias, após anos da separação.

Se a morte de um ente querido desestabiliza qualquer um, imagina o súbito retorno do mesmo? Depois de anos tentando superar e seguir em frente, a volta inesperada abala não só psicologicamente, como os relacionamentos construídos desde então. Um novo amor para substituir o noivo morto, a separação de um casal após a morte da filha, o aparecimento de uma criança na vida de uma muhler solteira, um assassino que volta a atacar na cidade... A cada episódio vamos sabendo como cada personagem morreu e entendendo um pouco da estranha relação entre todos eles.

É diferente e muito interessante. Acho que vale muito a pena dar uma conferida ;D

PS: o garotinho que faz o Victor me dá medo.


Uma das melhores séries passando atualmente, em The Following, um notório assassino em série, chamado Joe Carroll, escapa do corredor da morte e começa a matar novamente, o que faz com que o FBI entre em contato com o ex-agente Ryan Hardy para dar consultoria no caso. Aposentado, Hardy foi o responsável por capturar Carroll nove anos antes, portanto, sabe exatamente como o criminoso age, conhecendo-o melhor do que qualquer um. Entretanto, o ex-agente não é a mesma pessoa de anos atrás, já que traz feridas físicas e psicológicas ligadas ao caso.

Apesar de seu grande conhecimento, Hardy é visto como um problema para o time encarregado do caso, entre eles os agentes Mike Weston e Jennifer Mason. Entretanto, o Hardy prova ser de grande valia quando descobre que Carroll está se comunicando com uma rede de criminosos em todo o mundo. Fica claro que escapar da prisão era apenas o primeiro passo de algo muito maior, envolvendo assassinos diversos e desconhecidos. Carroll está focado em terminar aquilo que começou nove anos antes, colocando Hardy como uma peça importante de seu tabuleiro. Enquanto isso, Hardy terá uma segunda chance de capturar seu grande inimigo, enquanto lida com um culto de serial killers.

Primeiro, a série já vale a pena por ouvir o James Purefoy falando com sotaque inglês e sendo um serial killer carismático e charmoso.

Segundo, na história, Joe Carroll, que é um professor de literatura, cria uma seita que mata inspirada em contos de Edgar Allan Poe.

Preciso falar mais? Acho esse adjetivo meio sessão da tarde, mas The Following é "eletrizante".


Sabe aquelas séries que causam um certo mal-estar, mas que você não consegue parar de ver porque é genial demais? Provavelmente não, porque é muito difícil algo parecido, mas Black Mirror é assim.

Cada episódio traz uma história diferente, sempre fazendo uso de tecnologias avançadas, que dão um clima futurista e incomodamente palpável, pois retrata como estes meios afetam as pessoas. O roteiro é de Charlie Brooker, que é um dos mais mordazes e cínicos observadores da mídia.

Imagine poder gravar e arquivar cada momento, podendo revivê-los a qualquer hora, percebendo detalhes que na hora não foram captados? Agora imagine poder se "conectar" com um ente querido que morreu e até "ressuscitá-lo" num boneco perfeito? Cada episódio é um "sacode" que rendem alta reflexões e até teses de comunicação sobre o assunto.

O melhor de tudo é que são só 3 episódios por temporada e não há aquela obrigação de ver na ordem. Ideal p/ gente que está sempre na correria e não consegue acompanhar metade das séries da watchlist...

Citei as que mais me agradaram recentemente e estão entre as minhas queridinhas no momento, mas recomendo também:

- Hannibal: o Mads Mikkelsen tá dando medo e roteiro está ótimo até o momento. Oremos p/ que não seja cancelada!

- Rizzoli & Isles: baseado nos livros da Tess Gerritsen, as historinhas, que seguem a linha de um assassinato por episódio, tem um toque de humor, mostrando que a dinâmica entre a Jane e a Maura está dando muito certo.

- Awkward: pode parecer bobinha por ser da MTV e até é, mas arranca boas risadas.

Qual série que vocês me recomendam?

Beijins

domingo, 7 de abril de 2013

Garota Exemplar - Gillian Flynn

Olá,

voltando a falar um pouquinho de livros por aqui, hoje vou comentar sobre "Garota Exemplar", o novo fenômeno editorial da vez...


Se você procura um romance com uma mocinha indefesa à procura do príncipe encantando que vai amá-la para sempre, com trechos que arrancarão "owwwwns" e te farão criar expectativas completamente irreais, te deixando frustrada quando cair a ficha, passe longe de "Garota Exemplar".

Amy e Nick estão longe de ser um casal perfeito, a cada página vamos descobrindo cada vez mais falhas em seus caráteres, o que de certa forma contribuiu com os problemas no relacionamento dos dois. Muitos casamentos não dão certo porque a pessoa se apaixona por uma projeção que faz do melhor da outra, uma certa idealização comum aos apaixonados e quando o outro mostra quem verdadeiramente é, deixando de ser aquela pessoa cheia de qualidades, perde o encanto. Embora racionalmente saibamos que ninguém é perfeito, parece que a paixão nos deixa cegos a isso e pela intolerância para fazer dar certo quando o outro se mostra "imperfeito", o relacionamento acaba. Acho que o segredo está em encontrar alguém cujos defeitos você consiga tolerar, pois há uma afeição que o motive a ter tal dedicação e isso deve ser recíproco. Mas isso aqui não é terapia de casal, então voltemos ao livro...

Na história de Gillian Flynn, Amy Dunne desaparece no dia do seu quinto aniversário de casamento, aparentemente em circunstâncias violentas e seu marido, Nick, é o principal suspeito.

O livro todo é intercalado por capítulos que ora são narrados por Nick e ora por Amy. Na primeira parte, acompanhamos a investigação da polícia sobre o caso e trechos do diário de Amy contando um pouco sobre o relacionamento dos dois, onde somos levados a acreditar que Amy é uma "Amélia": esposa dedicada, que faz tudo para agradar ao marido e está tão cega de paixão, que fecha os olhos para supostas "agressões" dele com ela.

Já na segunda parte do livro, conhecemos uma outra faceta de Amy e nos surpreendemos com sua inteligência. De boba, ingênua e submissa ela não tem nada, muito pelo contrário...

Nossa "torcida" para quem deve se dar bem e quem deve ser punido no final, vai mudando o tempo todo, levando o leitor a uma dúvida constante e conduzindo a leitura para um final surpreendente, completamente diferente do convencional, onde o "feliz" ou não, é bem subjetivo. Tudo vai depender de como você interpretar a história, por isso, muitos amaram e outros odiaram o desfecho.

Os personagens, embora falhos e movidos pelos sentimentos mais mundanos, conquistam o leitor com suas motivações, que por mais questionáveis que sejam, são muito bem executadas.

Acho que fundo o livro acaba contribuindo com a velha máxima de que "não há nada mais perigoso que a fúria de uma mulher rejeitada". Será? Acho que nenhum homem gostaria de pagar p/ ver...

Em suma, o livro é excelente e se minha opinião é válida para algum de vocês, recomendo que o leiam!

Hasta

:*