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sábado, 21 de dezembro de 2013

Coisas que me irritam - parte II



Ai ai... Mais um ano está chegando ao fim e de novo o dinheiro não veio e as gordurinhas se acumularam. As pessoas que tentaram te ferrar o ano inteiro, te abraçam e te desejam coisas boas nas confraternizações naquele restaurante lotado onde também acontecem os amigos-ocultos, que você dá o que a pessoa pediu e ganha uma porcaria abaixo do valor de uma loja que você nem sabe onde fica p/ poder trocar..

Gostaria de te dizer que 2014 será diferente, mas a única coisa que consigo prever é que se já tá chato o povo falando "Imagina na Copa", IMAGINA NO ANO QUE VEM! E ainda  posso te adiantar mais algumas coisas:

-A patrulha de pseudointelectuais anti-BBB vai começar a falar o quanto assistir ao Big Bródis é coisa de burro, que Mulheres Ricas é coisa de gente fútil, e mimimi.

-Mais personalidades irão morrer e as redes sociais vão pipocar de fãs incondicionais que nem lembravam do falecido até o dia anterior;

-Alguma dupla de sertanojo e alguma cantora de funk vão emplacar mais sucessos, com cada vez menos palavras, que não vão sair da sua cabeça e vão tocar direto na Americana, Casa & Vídeo e em aonde você for;

-Algum candidato vai soltar alguma pérola num debate que virará um novo bordão;

-Você não vai começar aquela dieta;

Estas não são só "previsões",como também coisas que me irritam profundamente. Como são muitas, desde a primeira vez que falei sobre isso (leia aqui), lembrei de outras que aqui compartilho com vocês:


-pessoas que ao passar, levam sua bolsa e sacolas junto com elas. Ou aquelas que vão andando e o braço vai fazendo um vai e vem que acerta todo mundo, principalmente o seu relógio;

-pessoas que vem querer pagar de intelectuais e NÃO SABEM escrever direito. Antes de vir citar Marx, leia o Aurélio, por favor;

-as citadas acima normalmente são as mesmas que falam da mídia manipuladora (#FORAGLOBO #VEJAÉUMLIXO #ISSOAMÍDIANÃOMOSTRA) e sustentam seus argumentos repetindo velhos discursos de autores que só devem ter lido um texto, uma vez, para uma prova na faculdade...;

-gente que compartilha "frases do Charlie Sheen" (homens retardados) / imagens de paisagens e/ou pessoas com frases de impactos (normalmente mulheres, com mais de 40 anos) O DIA INTEIRO;

-gente que envia solicitações de jogos no Facebook, sendo que dá p/ pular a opção de "enviar solicitação para todos os seus amigos" e no entanto, a pessoa INSISTE. VAI TRABALHAR, FDP!

-pessoas que riem com KKKK (retardadas e/ou velhas e/ou ambas) e rs que é o riso amarelo on-line. Ri igual gente, po**a!

-confraternização alheia em restaurante;

-locução de futebol no rádio;

-mensagem visualizada (e ignorada com sucesso). Custa responder na hora, seu puto?

-gente que senta na cadeira atrás da minha em restaurante e é espaçosa!

-o comercial da Sky com o Jota Quest e a Cláudia Leitte;

-Carlinhos Brown no The Voice Br;

-gente que tira foto sem você ver e depois fica mostrando p/ todo mundo e rindo da sua cara. MORRA!

-flamenguistas, ativistas, feministas, machistas e "istas", em geral;

-mocinhas de novela;

-pessoa que fica na sua frente na fila e fica parada quando a fila anda / pessoas que decidem que justamente você tem que dar passagem p/s outros quando está numa fila quilométrica;

-pessoas que fumam e cumprimentam abraçando (quase sufoco na chaminé);

-ônibus e carros que passam na poça só p/ sacanear quem tá na calçada;

-guarda-chuva aberto debaixo de marquise;

-Nicholas Cage, Meg Ryan e Nicole Kidman e suas respectivas caras de c* em todo filme;

-cachorro da vizinha que late o dia inteiro;

-pessoas que preferem animais aos seres humanos;

-quem fica mexendo no celular quando à mesa com os amigos;

-assessores de imprensa que não leem o que enviam e depois lotam nossas caixas com os malditos "VALE ESTE"; (beijo p/s amigos jornalistas, tamo junto!)

-musicais onde TODOS os diálogos são cantados, TODOS (tipo Os Miseráveis);


Como vocês puderam perceber, eu sou uma pessoa extremamente chata irritadiça. Mas me digam vocês, tô nessa sozinha? São irritações muito específicas?

Até o ano que vem!

E maneirem nos panetones ;*


domingo, 1 de dezembro de 2013

Desculpe-me, mas sou fã de....



Há um tempo atrás, falei dos Guilty Pleasures, ao relembrar coisas que aprendemos a gostar na infância, mas que ainda curtimos e temos vergonha de admitir, mas hoje gostaria de falar do "olho torto" que os so called intelectuais te lançam quando você fala que gosta de algo que é muito popular, ou que acham um lixo, ou ambos.

Entendam que uma coisa é sacanear um amigo ou colega por ela ler "50 tons de cinza" ou achar que Anitta é uma grande cantora. Outra coisa é você usar isso como argumento para subestimá-la. Todos nós, no fundo, fazemos isso; temos esses "pré-conceitos" (ô terminho pedante, mas encaixou aqui).

Com um medo receio do que estes bostinhas vão pensar de nós, a gente acaba sentindo vergonha e até se achando inferior por comentar a novela / ter curtido uma música brega / ter lido um livro best-seller / achar graça de tal humorista / assistir a tal programa, e por aí vai. É como se tivéssemos que nos desculpar por gostar de algo!

Assistir a um reality show não torna uma pessoa burra. Assim como ler Guimarães Rosa não torna ninguém intelectual. Também tenho verdadeiro horror de quem fala que a mídia emburrece e manipula, justamente porque estes "intelectuais" pressupõem que a maioria é estúpida e incapaz de ter um senso crítico ao receber uma informação. Esse pensamento é tão retrógrado quanto a teoria hipodérmica. Segundo essa teoria da comunicação, muito resumidamente, a ideia é que o receptor responde aos estímulos (uma mensagem da mídia) passivamente, ou seja, quando há um estímulo, esta adentraria o indivíduo sem encontrar resistências, como uma agulha penetra a pele (também é conhecida como "Teoria da Bala Mágica", já que a bala também não encontraria uma resistência ao atingir um corpo).

Quem realmente pensa desta maneira, ao invés de falar tanta besteira infundada nas redes sociais, poderia ler um livro já que é tão culto, né? Isso que estou falando é tão óbvio, há tantas outras opções, que eu não entendo essa escolha em ser uma "patrulha do conhecimento", do tipo "ó, BBB não vai te acrescentar em nada!". JURA? Achei que fosse ficar mais culta! POXA!

E o mais interessante é que tem pessoas que são fanáticas por futebol e reproduzem o mesmo discursinho. Responda-me, por favor, o que você aprende ao ver caras correndo atrás de uma bola mirando um gol? Provavelmente, o mesmo que aprenderia com os discursos do Bial no paredão...

O único cuidado que devemos ter é o de não termos apenas esses interesses para não nos tornarmos pessoas limitadas. É essencial ter uma boa noção de tudo, por mais que achemos alguns assuntos chatos....

No mais, assista / leia / ouça o que você gosta sem culpas e f***-se o resto!

Agora, me deem licença que vou ouvir Raça Negra enquanto leio "A Cabana". (Fui irônica em apenas uma das opções)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Nostalgiando

Hello, is there anybody in there?

[tô com Pink Floyd na cabeça]

Dizem que o chamado "inferno astral" é o mês que antecede seu aniversário e todas as coisas negativas que acontecem neste período estariam relacionadas a isso. Embora eu seja cética em relação a tudo, acho o assunto muito interessante e tenho forte tendência a me identificar com essas coisas mais "místicas" (?), como personalidades de signos, período sabático e esses blablablás. Podem me julgar, mas aposto que vocês também são assim.

Hoje na aula de francês, minha amiga, que gosta de numerologia, comentava que o aniversário é um marco de um novo ano pessoal, que vai do 1 ao 9, e fazendo umas contas lá, ela me disse que nesse ano eu entro no ciclo 7 que seria o "ano da introspecção". Eu que já sou introspectiva, devo chegar ao nível Clarice Lispector então (pena que não na genialidade)!

Então, quando cheguei em casa me peguei lendo uns textos que fiz há um tempão e outros mais recentes, e me deparei com a tentativa totalmente fail de poesia que se encontra abaixo, mas que sei lá porquê quis postar porque o blog é meu e não tenho que dar satisfações do que posto.



Ainda hoje lembrei de você.
Não sei dizer precisamente quando
Nem porquê
Mas imerso nos meus pensamentos
Lá estava você.

Revi fotos, textos, mensagens
Revivi sensações.
E também lembrei
Do abraço que não dei,
Das palavras que não disse.
Nostalgiei.

Tentei mergulhar na caixa de lembranças,
Essa boia de memórias,
E deixa-las no passado, pois agora
Só restam histórias.

É isso... Sabe-se lá quando volto, mas não abandonarei esse blog amado por mim e por vocês hahaha

sábado, 19 de outubro de 2013

Whitesnake e Aerosmith na Apoteose

Olá para você que ainda me lê (sobrou algum leitor? Espero que sim...),

Quanto tempo! Esse blog anda mais parado que a vida noturna em Petrópolis... Falando nisso, olha só minha crônica sobre esta pacata e amada cidade que habito. (Um jeito sutil de fazer propaganda...)

Na verdade, tenho me aventurado a escrever sobre a minha cidade, e além da vida noturna daqui, já falei também sobre O que é ser petropolitano,  Andar de ônibus e Cinema dublado. Se você é petropolitano, pode ser que se identifique; e caso não seja e tenha curiosidade, ou esteja sem o que fazer e quer ler um texto ótimo, leia =D

Nesse tempinho escrevi duas resenhas literárias para o Indique um livro, que é um site bem legal e com visões diferentes dos leitores sobre diversas obras. Falei sobre Morte Súbita da J.K. Rowling e A vingança veste Prada, da Lauren Weisberger.

A Revoltadinha comentou sobre a nova temporada de American Horror Story, falou sobre o Politicamente correto e a geração bundona e palpitou sobre essa obrigação chata das pessoas quererem opinar sobre tudo e acabarem falando besteira...

Mas vamos ao assunto de hoje que é: mais shows.



Nesse final de semana, finalmente consegui ver meu babuíno querido. Depois de um tempinho só vindo ao Brasil para shows em outros estados, o Aerosmith finalmente se apresentou no Rio, após quase 20 anos, com direito a um setlist recheado de sucessos (aprende com quem sabe, Bon Jovi!), muitas caras e bocas, mostrar a genitália, dar beijões (se bem que com aquela boca, ele a engoliu praticamente) numa fã que subiu no palco (Billie Joe, Bon Jovi, Steven Tyler... e nunca sou eu no palco #chateada) e se enrolar com a bandeira do Brasil (mas não disse "eu te amo", pelo menos é sincero!), Steven Tyler é definitivamente o melhor frontman que já tive a chance de ver ao vivo.

Com óculos a la "diva que não quer ser fotografada quando sai na rua", uma calça justa e estampada, uma regata preta de babados, um sobretudo espalhafatoso, brincos e unhas pintadas, Steven poderia muito bem ser aquela tia maluca e perua que as pessoas apontam na rua, mas ele é simplesmente o vocalista de uma das melhores bandas de rock ainda em atividade. Eles sobem no palco e esculacham. Tentar definir um show do Aerosmith é reunir todos os clichês, porque eu vou ter que falar que é eletrizante, que ninguém fica parado, que você "lava a alma", e blábláblá.

Ao ouvir Cryin', Jaded, I don't wanna miss a thing, What it takes e Crazy, dá até vontade de se apaixonar e/ou levar um pé no bunda só p/ compartilhar do sentimento que ele coloca em cada nota. U-A-U, acabo de me superar na pieguice e rasgação de seda!  Essas derrubam até os rockeiros mais badasses que só faltam fazer coraçõezinhos com as mãos de emoção.

Dude (looks like a lady), Love in an elevator, Livin' on the edge e Janie's got a gun foram um show à parte, que ajudaram a equilibrar muito bem a playlist com as baladas mencionadas. E claro, não posso deixar de mencionar a amada Dream On, com Tyler no piano.

Também não poderia deixar de falar que o tio David Coverdale sensualizou com a camisa aberta até o meio do peito e que mesmo com o temporal, não teve medo de pegar uma pneumonia, que é perigosa nessa idade fez um breve show de uma hora só com sucessos do Whitesnake. Assim como Steven Tyler, ele mantém o visual de tia maluca dos anos 70, além de mostrar que os sessentões estão em melhor forma do que muitos novinhos por aí.

Enquanto essas bandas estiverem em atividade, o ROCK não vai morrer. Então, vida longa a eles! Voltem sempre!

Até a próxima ;*



sábado, 21 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013


Dizem que a segunda vez é melhor do que a primeira. Você já sabe o que esperar, está mais ou menos preparada para o que pode vir a dar errado e até aproveita mais. Pelo menos foi assim a minha segunda vez no Rock in Rio.

O dia 20, para mim, estava imperdível: Matchbox Twenty, Nickelback, Bon Jovi e, ainda de quebra, Frejat como atração nacional. Só poderia ser incrível, e foi (tirando o último e principal show, mas já falo sobre isso).

Shows de festivais são diferentes de shows individuais e o motivo é óbvio: nem todo mundo que está ali foi para ver o mesmo show, portanto, os artistas tem que se esforçar para montar um setlist que agrade tanto aos fãs quanto aqueles que nem conhecem muitas músicas da banda. Logo, priorizar os sucessos é a melhor saída. Afinal, excetuando os críticos, eu nunca ouvi alguém sair de um show reclamando que só tinha hits.

Frejat iniciou os shows no Palco Mundo com sucessos do início ao fim, tocando Tim Maia (Não quero dinheiro), Jorge Ben Jor (A minha menina); além de suas composições ao lado de Cazuza como: Malandragem, Bete Balanço, Exagerado, Maior abandonado; e seus sucessos já em carreira solo: Amor para recomeçar, Por você, e a recente O amor é quente. 

Não sei, mas Frejat me lembra de como o rock brasileiro costumava ser, e chega a bater uma saudade de uma época que nem vivi... Mas ainda bem que ele ainda está na ativa, nos proporcionando momentos como esse...

Ao contrário do que vinha fazendo até então, o Matchbox Twenty não abriu seu show com “Parade”, de seu último álbum, eles também aproveitaram o pouco tempo e resolveram emendar um hit atrás do outro, optando por começar com Bent. Disease veio logo em seguida, animando até quem estava meio descrente com “aquela banda que está no line-up e que eu acho que não conheço nada”. O ponto alto do show, acredito que tenha sido em Unwell, que é uma das mais conhecidas da banda aqui e foi recebida com bastante entusiasmo. Definitivamente eles deixaram um gostinho de "quero mais" e espero que eles retornem ao Brasil!

Após o Matchbox, foi a vez da banda mais criticada dos últimos tempos (e até hoje não sei o porquê de tanto ódio) e que, no entanto, eu sempre curti muito: o Nickelback, que já chegou mandando Animals e botando a galera p/ pular. Depois de Something in your mouth, Chad pegou o violão, e como havia prometido, tocou tudo o que os fãs queriam ouvir: Photograph, Far away, Stand together, Savin me, Too bad, Someday, Gotta be somebody, Rockstar, Figured you out, How you remind me e Burn it to the ground.  De longe, o melhor show da noite!

Lá para meia noite e pouca, o cinquentão cobiçado subiu ao palco. Com mais de 30 anos de carreira e inúmeros sucessos, Bon Jovi escolhe What the water made me, do último álbum horroroso deles, que só empolgou a galera por ser a primeira. Em seguida veio a aclamada You give love a bad name que já é boa, e cantada por 85 mil ainda por cima, ficou ainda melhor. Na terceira música, Jon já mostrou a segunda música totalmente dispensável do repertório, a chata e repetitiva Raise your hand. A partir daí, o público vai ter que aguardar três músicas até se empolgar de novo, porque Jon canta Runaway, e as também chatinhas (e parecidas), Lost Highway e Whole lot of leavin. Na sequência, vem a animada It’s my life que promete um up no repertório morno, mas mero engano... Depois de It’s my life, o show se arrasta numa sucessão de músicas dispensáveis que a muita gente nem conhecia como: Because we can, What about now, We've got it going on, Keep the Faith, You wanna make a memory, Captain crash and the beauty queen from mars e We weren't born to follow. Então, em Who says you can’t go home, para dar uma animada no show (não pela música, mas pela vergonha alheia), a tal mulher sobe no palco e dá o bendito selinho no Jon (até aí, beleza. Todas morrem de inveja, inclusive eu hahahaha), mas ela fica que nem uma pateta no palco tirando fotos descontroladamente, virando motivo de riso e avacalhando ainda mais o show que já não estava lá essas coisas...

Antes do bis, ele canta ainda I'll sleep when I'm dead, e o público dá uma animada com Bad Medicine e a dobradinha com Shout. Na volta, Jon parece que lembra como agradar e emenda três grandes sucessos: Dead or alive, Have a nice day e Livin’ on a prayer. Atendendo ao público, ele fez o favor de tocar Always, para compensar umas 15 músicas totalmente dispensáveis, de um repertório de 20 (21 com Always). 

Obs: os arranjos das músicas, para completar, estavam mais devagar. 

Obs2: Richie Sambora faz MUITA falta.


Algum desavisado pode falar que eu não curti o show porque não conhecia as músicas, e já falo que você está errado porque conhecia todas, e por isso mesmo achei uma escolha infeliz, principalmente em se tratando de um festival.

Por exemplo, eu olhava ao redor, e via as pessoas já extremamente cansadas e DE SACO CHEIO, sem cantar nenhuma música. Uma menina na minha frente ficou tão entediada que sentou no chão.

Quando ele perguntava “are you having fun?” ou algo do tipo, eu ouvi gente vaiando e fazendo o sinal de “mais ou menos” com a mão.

Vi muita gente indo embora quando viu que o repertório parecia ser uma causa perdida.

Claro que na TV não dá p/ ver isso, e não é “porque a Globo ou o Multishow não mostram” é simplesmente porque no meio de 85 mil, não dá p/ ver. Só estando no meio da galera.

Eu já tinha tido uma experiência frustrante com um show deles em 2010, quando eles foram na Apoteose, e mesmo com expectativas zero, eles conseguiram me decepcionar de novo. E de novo eu não ouvi Blaze of Glory ao vivo.

E minha indignação só aumentou quando eu li as “audibles” do setlist deles que foi divulgado pelo Multishow.

Seu Walter Mercado que abusou do Corega e que daqui há 100 anos vai estar a cara do Mick Jagger (p/ não chamar de puto), por que você não cantou Born to be my baby, Someday I’ll be Saturday night, Bed of roses, IN THESE ARMS e THESE DAYS???

Eu não tenho dúvidas de que o público teria saído muito mais satisfeito, ao invés de cansados e (SIM) decepcionados.

Ironicamente, na peregrinação até o ônibus, num dos bares tocava Blaze of Glory, e me restou apenas cantar sozinha “I wake up in the morning and I raise my weary head...”, enquanto voltava para a casa exausta, mas feliz por 3 showzaços e meio. 

Saldo positivo, afinal. 




domingo, 1 de setembro de 2013

A culpa é do John Green

Há tempos que o Nicholas Sparks vem desentupindo as glândulas lacrimais das mulheres com suas histórias de amor melosíssimas, que sempre contam com uma morte trágica (de uns tempos p/ cá, as vítimas tem sido os personagens secundários ao invés de um dos protagonistas) e um final agridoce. Tais livros rapidamente viram filmes e as novas edições das histórias são lançadas com os atores nas capas sempre na mesma posição: um de frente p/ outro se olhando prestes a se beijar ou se abraçando.



A fórmula é a mesma desde sempre, e não estou aqui p/ criticá-la, afinal eu mesma já solucei lendo “Uma carta de amor” ou vendo “Um amor para recordar” e “O diário de uma paixão”, mas me parece que a popularidade do escritor aumentou expressivamente de uns tempos para cá. Nunca vi tantos livros dele em destaques nas livrarias, e o “rebuliço” que ele causou na Bienal corrobora para tal observação.  Mas por que comecei falando dele?

Porque me parece que John Green vai para o mesmo caminho, só que trazendo protagonistas adolescentes inclinados à melancolia e à reflexão. Seus personagens apaixonados costumam usar metáforas para expressarem seus medos, angústias, incertezas e reflexões quanto a morte. Provavelmente por isso que, por serem jovens e dispostos a viver intensamente, suas histórias também trazem um pouco da inconsequência típica da idade, remetendo aquela ideia de “carpe diem”, com viagens com amigos e coragem para fazer certas coisas das quais os protagonistas não fariam senão estivessem motivados por suas paixões e a vontade de criar momentos inesquecíveis. Pelo menos foram esses os pontos comuns que notei nos três livros que li.

Mas vou acabar sendo obrigada a apelar para os clichês e dizer que vocês vão rir e se emocionar com suas histórias. E provavelmente muitos vão chorar também... E é tudo culpa do John Green!

Para quem ainda não conhece, eis os livros do autor:


Quando o personagem de uma história tem câncer, normalmente o desenrolar da história mostra as dificuldades impostas pela doença além da associação da velha ideia, difundida exaustivamente, de “carpe diem” (como disse acima). Assim, ao receber um diagnóstico que lhe dá pouco tempo de vida, ele começa a “viver pela primeira vez” e a dar valor às pequenas coisas, etc.

Embora no fundo, "A culpa é das estrelas" mostre isso também, o livro é melancólico beirando ao pessimismo em muitas partes, dando um “choque de realidade” de vez em quando, como neste pedaço:
"Vai chegar um dia em que todos vamos estar mortos. Todos nós. Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pensamos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. Houve um tempo antes do surgimento da consciência nos organismos vivos, e vai haver outro depois. E se a inevitabilidade do esquecimento humano preocupa você, sugiro que deixe esse assunto para lá. Deus sabe que é isso que todo mundo faz.”

Embora o tema não seja leve, John Green não apela para um dramalhão e no decorrer da leitura, faz referências a poemas como Nothing gold can stay de Robert Frost até à hierarquização de necessidades de Maslow, tornando a leitura rica.

O livro fictício "Uma aflição imperial" dá um toque especial e gera as reflexões mais belas dentro da história. Fiquei até com vontade de lê-lo.

E a história de Hazel e Gus vai virar filme. Preparem os lencinhos!


Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

-> Achei o mais fraco de Green até o momento, mas é interessante a construção do Teorema e a tentativa de matematizar as relações, ou seja, procurar uma lógica em questões emocionais, o que não deixa de ser um paradoxo, né?


Sensível e cativante, como suas obras anteriores, em Cidade de Papel vemos novamente adolescentes reflexivos, apaixonados e melancólicos que tentam encontrar seu lugar no mundo e tem que lidar com as perdas da transição da adolescência para a fase adulta, da formatura no colégio para o que vem a seguir, que às vezes é algo muito incerto.

Na história, Quentin procura por Margo, sua vizinha e amor de infância, que após uma noite de aventuras com ele (ou seja, de novo aquela ideia de que o "carpe diem" é uma noite de inconsequências como invadir um parque a noite, a casa dos outros, etc), foge de casa, mas como não é a primeira vez que ela faz isso, ninguém sabe quando ela volta e desta vez, se ela vai voltar.

Encontrando pistas deixadas por ela, Quentin sai a procura de Margo numa viagem de carros com os amigos, algo que remete à "On the road" de Kerouac, na esperança de encontrá-la (viva ou morta).

Embora isso possa soar um tanto piegas (e é), às vezes é procurando o outro que nos encontramos e se fica alguma lição para o personagem (e quem sabe, para o leitor) é a percepção que nada acontece como a gente acha que vai acontecer e é preciso se colocar no lugar do outro para entender que, às vezes, mesmo não sendo o ideal (para nós), as coisas são como devem ser e isso significa saber "deixá-las partir".



É isso, até a próxima!



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Não faz sentido - Felipe Neto


Foto: Humberto Souza

Como qualquer pessoa que tenha um mínimo de discernimento e uma opinião mais crítica a respeito de qualquer assunto, principalmente quando se zoa personalidades queridas por uma maioria jovem histérica ou se fala de assuntos polêmicos, a disseminação do ódio e as críticas costumam ser duras, mas o talento e o número de visualizações num vídeo falam mais alto.

Aliás, acredito que grande parte do sucesso de canais como o do Felipe Neto, PC Siqueira e Porta dos Fundos se dá não só pela “cara de pau” (no bom sentido) em falar abertamente e sem papas na língua sobre tudo, como também pela tentativa sempre frustrada de boicote pela parte dos haters. É aquela velha história, “falem mal, mas falem de mim” e esses vídeos que tentam boicotar, sempre acabam sendo os maiores sucessos do canal. Fica a dica,Feliciano!

Voltando ao tema... Falar o que muita gente pensa de forma enfática e repleta de palavrões em um vlog pode ter desagradado alguns falso-moralistas conservadores, mas felizmente Felipe Neto insistiu em seus vídeos e em seu potencial, e o Não Faz Sentido se tornou o primeiro canal em português a ultrapassar a marca de 1 milhão de inscritos.

Eu não lembro qual foi o primeiro vídeo dele que assisti, só lembro que dei muitas risadas e a identificação foi imediata. Logo, no último sábado (17), quando rolou uma tarde de autógrafo lá no Rio Sul, fui lá garantir o meu livro autografado.

Foi a segunda vez que encontrei o Felipe Neto, a primeira havia sido no YouPix do ano passado, e novamente pude perceber um rapaz tímido, porém muito simpático, diferente de seu personagem dos vídeos que parece marrento.

Mas vamos ao livro de sua autoria que acabei de ler...

Embora o livro não tenha a pretensão de ser engraçado, eu dei algumas risadas com a linguagem bem despojada e os comentários entre parênteses ao narrar sua trajetória. Talvez por ser da mesma geração que ele, ter a idade que ele tinha quando começou o Não Faz Sentido há três anos e se encontrava perdido, o livro acaba sendo uma motivação para nós, eternos insatisfeitos com nossas vidas (leia-se profissões) para arriscar.

É interessante que nas aulas (pelo menos nas minhas da faculdade) sempre ouvia sobre a importância de ser pró-ativo, planejar, inovar, enfim, ser um empreendedor e em “Não faz sentido – por trás da câmera”, vemos isso na prática, acompanhando as dores e os dissabores da caminhada para o sucesso.


Fãs ou não do trabalho de Felipe, o livro é muito legal e serve de exemplo para todo mundo que tá cheio de ideias legais na cabeça, mas falta coragem p/ por em prática (e não, não é auto-ajuda). Quem sabe você não acaba criando um novo nicho e novas oportunidades de trabalho como o garoto de 22 anos, que só queria ser ator e que acabou revolucionando o youtube? 

P/ quem não conhece o trabalho dele (provavelmente não tem internet e nem está lendo isso), eis um Top 5 dos melhores vídeos dele (na minha opinião):

Obs: Não tô conseguindo inserir os vídeos aqui, então cliquem nos links.

Crepúsculo 

Carnaval e micareta  -> Porque é o período mais abominável do ano e eu inclusive já falei disso aqui.




domingo, 11 de agosto de 2013

Contos de fada: o que a Disney não mostra

Olá,



Estava pesquisando um tema para postar, quando me lembrei de umas versões que eu li sobre os contos de fada, e pegando a onda de “isso a mídia não mostra”, hoje vou contar O QUE A DISNEY NÃO MOSTROU!

É engraçado que como menina, é inevitável fugir dessas historinhas quando criança. Os temas das festinhas das amigas da escola são das princesas, as mochilas, cadernos, lápis, estojos... O mundo criado pela Disney gerou e gera um fascínio com aqueles belos desenhos, cantados, onde a pobre mocinha encontra um príncipe e vive feliz para sempre. Eu particularmente gostava muito mais de Power Rangers e sempre achei esses desenhos um saco, mas obviamente que tinha meus livrinhos também.  Porém, poucas pessoas conhecem as outras versões destas histórias, em que os finais beiram ao trágico.


Comecemos com A Bela Adormecida. Aliás, se tem uma parada que eu nunca entendi é por que o nome do golpe é “boa noite Cinderela” se quem dorme é a Bela Adormecida, mas whatever.  Na versão do escritor italiano Giambattista Basile, a Bela, chamada Tália, foi violentada pelo rei enquanto estava adormecida, engravidando de gêmeos. Após o nascimento do Sol e da Lua (assim batizados), um dos babys chupa acidentalmente o dedo dela, e retira a farpa enfeitiçada que havia a colocado p/ hibernar.


Já na história de Charles Perrault, Aurora (a Bela) se apaixona, casa e tem filhos com o príncipe que é convocado para ir à guerra. Então, Aurora e seus filhos ficam sob os cuidados da rainha que é canibal e queria comer os três. O cozinheiro, então engana a rainha com carnes de animais e o príncipe, quando chega e descobre as tentativas de destruir a sua família, a rainha se mata ao saltar para um tanque repleto de sapos, serpentes e víboras que tinha preparado para a princesa.


Em a Branca de Neve, não é a madrinha que tenta matá-la, e sim a própria mãe que ordena que um caçador leve os pulmões, o fígado, o coração e o sangue da menina, pois ela acreditava que se os consumisse, ganharia sua beleza.

Na história dos Irmãos Grimm, ela tem apenas sete anos e ao invés de um beijo para despertá-la, o príncipe carrega o corpo dela para seu palácio para que ela ficasse com ele para sempre. Além de pedófilo, era necrófilo também? Oo Depois de um tempo, um dos servos, cansado de carregar o caixão p/ lá e p/ cá, resolve descontar na menina e dá uma porrada nela e com um golpe na barriga, ela acaba vomitando a maçã envenenada e voltando à vida.

E no final, a rainha é obrigada a dançar usando sapatos de ferro em brasa até morrer.

Bem família e light essa versão!


Na história do dinamarquês Hans Christian Andersen, a pequena sereia se apaixona por um mortal e quer se tornar humana para poder ficar com ele. Então procura a Bruxa do Mar, que a ajuda com as pernas humanas, em troca de sua imortalidade e de sua voz. Ela não consegue conquistá-lo, ele se casa com outra e para desfazer a maldição, a sereia precisaria cravar um punhal no homem que ama. Não conseguindo matá-lo, ela se mata. 


Em Cinderela, ou A Gata Borralheira, ela decide matar a madrasta para que seu pai casasse com a empregada, que viria a se tornar a “madrasta má”. Então, um dia, quando a madrasta se agacha para pegar roupas num baú, a menina fecha a tampa na cabeça da megera.

Na versão dos Irmãos Grimm, suas irmãs fazem de tudo p/ conquistar o príncipe, até mutilam seus pés para caberem no sapatinho de cristal. Não é muito diferente do que a gente faz hoje para caber naquele bico fino com salto 15. Diante da falsidade delas, uns passarinhos entram pela janela e bicam seus olhos, até elas ficarem cegas.

Vou parar de destruir a infância de vocês e vou ficando por aqui, recomendo este vídeo do Porta dos Fundos sobre as Princesas que tem a ver com o post.

É isso, 

até a próxima ;D

Obs: Depois de problemas técnicos, o PMD recomeça do zero, mas a boa notícia é que a Revoltadinha continua com seu espacinho para destilar veneno. Alguns posts antigos foram repostados, mas confira o novo aqui. Curta a página no facebook!



domingo, 21 de julho de 2013

Quando a moda pega, fuja dela!

Olá,

enquanto o PMD está passando por problemas técnicos, a Revoltadinha ficou sem seu espaço para destilar veneno, por isso estou cedendo este post à ela, que há um tempo está se coçando para falar de um assunto que ela entende muito sóquenão: moda.


Não sou nenhuma entendida em moda. Não leio a Vogue e nem revistas do tipo, e por mais que goste de fazer umas comprinhas e olhar vitrines, não me baseio nisso na hora de comprar. Porém, contudo, entretanto, todavia, um fato é que a moda não é feita para todos e no caso dessas calças listradas, não foram feitas para ninguém.  

Mas tem o grupo daquelas que por mais que a roupa seja escrota, acaba não vestindo tão mal e àquelas que compram essas calças. Nas mais gordas curvilíneas, as listras retas se transformam num andar de bêbado, que de tão tortas causam labirintite em quem vê.

As mulheres que usam esses código de barras ambulantes provavelmente são as mesmas que acharam que as saias mais compridas atrás eram chiquérrimas. Por que alguém usa aquilo? A pessoa tem algum complexo com a própria panturrilha, mas sente orgulho do joelho? Pensem comigo, se o Superman amarrasse a capa na cintura não seria ridículo? Então, a “lógica” é a mesma.


E aquelas saias com o forro curto, mas que são compridas e transparentes? A dualidade em forma de pano: a mulher quer usar uma saia curta e mostrar as pernas, mas pensa que seria indecente, então joga uma maria-mijona transparente por cima que fica ok. Não, não fica.

Mas tudo bem, enquanto a pessoa vestir essas coisas, demonstra que ela guardou a latinha da coca-zero com o seu nome, assiste ao Zorra Total, está tentando ficar “bonita”. O problema é quando a pessoa começa a usar Crocs, aí sim ela não só está levantando a bandeira de que caga p/ moda, como também a de que perdeu o emprego e desistiu da vida.

Obs: se alguém se sentiu ofendida com esse post, dane-se fica a dica!

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Neste último sábado (20), o Hanson fez show no Rio e eu fui conferir. Frustrante! Péssima escolha do set-list! Músicas como If Only e Lost without each other ficaram de fora. A gente entende que tem que divulgar o CD novo, mas não dá p/ equilibrar e escolher melhor o repertório? E só depois de implorarem que cantaram Save me numa versão acústica, bem morna =/ Não curti!

Mudando de assunto de novo...
Com o Festival de Inverno rolando em Petrópolis, tive a chance de cobrir eventos maneiríssimos, deem uma conferida:

Show da Zizi Possi no Theatro Dom Pedro.  E ainda tem um vídeo com trechos de alguns sucessos que ela cantou. 

Entrevista com Fábio Porchat onde ele fala sobre o Porta dos Fundos, como foi viver uma drag queen no cinema, e muito mais. Também tem vídeo com alguns extras. 

Outra entrevista divertida, desta vez com o Comédia em Pé. E com o Danilo de Moura, que incorpora o Tim Maia no musical e ainda cantou Réu Confesso à capela

Fui ao Túnel do Tempo pela quarta vez, reviver a Beatlemania. Confira trechos de alguns sucessos do FabFour.

Conferi o monólogo O Cara, que além de divertido, faz uma crítica à sociedade de consumo. 

Nessa semana tem mais!