http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Dezembro 2012

domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz Ano Velho


Obs 1: essa figura cafona que peguei no google é só p/ ter alguma imagem no post.

Obs 2: o Acontece em Petrópolis foi indicado ao Prêmio Guerra-Peixe na categoria "Comunicação". Já vou treinando os agradecimentos com o shampoo a la Kate Winslet, porque vai que a gente ganha, né? hahahaahhaa Valeu, gente!

Arrancar a folha de dezembro do calendário é um processo significativo na ilusão de um recomeço. É necessário para nosso equilíbrio interno: recarregar as energias, fazer novos planos, traçar novas metas e ter novas atitudes. Pena que insistimos em esperar até o ano seguinte para fazer esse balanço de nossas vidas. O ideal é que fosse um exercício diário.

Mesmo sendo extremamente pessimista, quando o relógio bate meia-noite e ouço os fogos, permito-me sentir revigorada para um novo ano que se inicia e que consigo traz 365 novas oportunidades. Que sejamos sábios para reconhecê-las e corajosos para aproveitá-las.

Que zeremos as frustrações e desafetos. Que esqueçamos quem saiu de nossas vidas (uns não deviam nem ter entrado) e saibamos apreciar aqueles que desde que surgiram, estão sempre presentes. Que venha 2013!

Obs 3: ok, sem mais palavras de auto-ajuda clichês de final de ano. Mas meus votos para um ano maneiríssimo para todos que eu gosto e que me leem são sinceros =D

Obs 4: Eu sei que tô longe de ser Marcelo Rubens Paiva, mas é que acho esse título "Feliz ano velho" genial e inspirou o humilde texto que se segue.

O texto... Esse não é o título, é p/ vocês entenderem que o abaixo segue o texto. Não, não tô subestimando sua capacidade para entender isso, anyway...

Branco pelo simbolismo e tradição, mas o que desejo mesmo é dinheiro para poder fazer todas as coisas que quero e que me dão alegria. Não vou ser hipócrita, então irei de amarelo. É um bom começo: não começar o ano mentindo para mim mesma.

Antes de sair de casa, faço uma lista com todas as coisas que não pretendo cumprir. Mas por um momento, sinto-me revigorada para fazê-la e sinto minhas energias recarregadas para enfrentar o mundo e alcançar tudo que desejo. Novo ano, portanto, 365 novas oportunidades que provavelmente não vou saber aproveitar, mas só vou me tocar disso em dezembro ao fazer o balanço interno anual...

Chego na casa de parentes. A TV já está ligada no Show da Virada. Sinto minha energia vital se esvair aos poucos enquanto vejo aqueles cantores que eu não gosto nem remotamente naquela falsa alegria de um show gravado bem antes do réveillon.

Os ponteiros estão quase se encontrando. Começa a contagem regressiva. 10,9,8...

Já preparam a sidra e os copos.

7,6,5...

Alguns fogos que só fazem barulho já começam na vizinhança com relógio adiantado.

4,3,2,1...

Vejo pela TV o céu de Copacabana explodir em diferentes cores e formas.

00:00.

Feliz ano velho!

Até 2013 ;*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Aquilo que fica


Faltando quase uma semana para acabar o mundo, o Boulevard está em clima apocalíptico e traz um texto para acalentar suas almas aflitas. Na verdade, sou só eu pensando sobre a vida, a morte, etc.

Aquilo que fica

A cada ano o pó se acumula mais e mais debaixo da terra. Milhares de pessoas surgem. Dos mais diferentes tipos, tamanhos e raças, mas todos com algo em comum: a busca. Todos buscam algo. Ou alguém. Um sentido. Uma pergunta. Uma resposta. Buscam pelo simples ato de buscar.

Livros são escritos. Árvores são plantadas. Nomes são gravados no cimento. Todos buscam deixar sua marca.

Esperança.

Fantasmas de uma época que não vivemos, mas que nos assombra. Saudades do que não fomos. Saudades do que já não somos mais. Saudades dos que já se foram. Nostalgia que nos prende ao passado e nos impede de viver o presente.

Saudosismo.

Crenças diferentes. Santos. Divindades. Deus(es). Não há uma verdade absoluta. Ao olhar para o céu, cada um vê uma coisa. Um enxerga desenho em nuvens, o outro vê o infinito e um outro admira as estrelas.

Estrelas que já não existem, mas que ainda brilham.

Assim como nós, que mesmo ao deixar de existirmos, continuaremos brilhando.

Dentro daqueles que ficam.

Perduramos, então.

Até a próxima! (ou não)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Madonna in Rio


No último domingo (1), like a virgin fui até o parque dos atletas para ver a rainha do pop pela primeira vez.


Consegui vê-la de perto, sem maquiagem, trajando um boné, lenço, luva e todos os acessórios que ela encontrou pela frente descontraída e perguntando ao público: "sou cadela? sou perigueti?", após ser chamada de gostosa pelos fãs, que estavam eufóricos por ver a Rainha do Pop tão de perto.

Depois de uma longa espera, às 23h o palco se converte numa igreja com direito a canto gregoriano anunciando a entrada da cantora, que suspensa num confessionário começa a cantar "Oh my God,I'm heartly sorry for having offended Thee", abrindo assim, com Girl Gone Wild de seu último álbum, MDNA.

Revolver e Gang Bang vem na sequência, com direito à lutas e tiros. Então, a famosa introdução de "Papa don't preach" começa e o público se empolga ao relembrar um sucesso antigo, mas para tristeza coletiva, a música é editada para vir Hung Up logo em seguida, num Medley. Fiquei CHATIADA. Essa primeira parte do show é concluída com "I don't give A" e enquanto muda de roupa, os bailarinos dançam ao som de Best Friend.


Vestida como uma paquita, Madonna chega com Express Yourself, onde aproveita para dar uma alfinetada em Lady Gaga ao cantar o refrão de Born this way, seguida de She's not me. Com uma banda suspensa no ar e no melhor estilo 'desfile de 7 de setembro', é a vez do primeiro single de seu último trabalho, Give me all your luvin'.

Após Turn up the radio, é o momento 'latino' do show onde a cantora começa a arranhar um portunhol e manda um 'Estan listos?'. P***, Madonna! Mesmo tendo namorado um brasileiro, você manda uma dessas? Logo ela se corrige e pede para que o público cante com ela Open your heart. Com um arranjo diferente, o público se empolga mais uma vez e levanta balões em formato de coração, os quais ela agradece depois.

Depois de um discurso meia-boca sobre a paz e "que para mudar o mundo, devemos começar mudando nós mesmos" e a totalmente dispensável Sagarra Jo, ela canta Masterpiece e encerra o "segundo ato".


Novamente, os dançarinos ocupam o palco ao som de Justify my love enquanto ela se prepara para Vogue, um dos pontos altos do show que é seguida de Candy Shop e Human Nature.

Um piano surge no palco, Madonna se deita "sensualizando" e interagindo com o público que estava perto das passarelas e assassina canta Like a virgin, que muita gente demorou a reconhecer, já que estava num versão "recitada sexualmente". Com dinheiro pendurado em seu top, um de seus dançarinos aperta seu colete quase quebrando suas costelas enquanto ela canta Love spent. Fim do terceiro ato.

Madonna volta com I'm addicted, I'm a sinner e a melhor de seu repertório, a que mais empolgou os presentes (não falo só pór mim, mas foi nítido isso): Like a prayer. Felizmente, em versão original com direito ao coral e tudo, foi sem dúvidas a melhor música da noite, seguida por Celebration, que encerra o espetáculo.

Não restam dúvidas de quem é rainha, nunca perde a majestade. Isso foi breeeega, mas é a verdade!