http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Abril 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Coisas que me irritam

Estava assistindo a um programa do Multishow (o Até que faz sentido), em que o Felipe Neto perguntava às pessoas o quê as irritavam. Enquanto eu assistia, não conseguia pensar em nada específico, mas quando o programa acabou, me veio uma porrada de coisas a cabeça, que eu tenho que compartilhar, porque não é possível que sejam coisas que só irritem a mim.

Internet. Pode ser uma benção nas horas do tédio, mas às vezes desperta uma ira profunda em mim. Sabe aquelas horas que você está conversando com muita gente, o papo tá bom e a conexão cai? Até aí, super normal quando se tem compuland em casa, mas o problema é quando a conexão NÃO VOLTA! Eu sempre penso que vão achar que eu sou uma mal educada em sair sem me despedir, mas a culpa não é minha! O pior é que isso sempre acontece quando o download tá quase no final, normalmente com 98%! E a interatividade? Sim, é maravilhoso que todos possam se expressar, mas tem gente que só comenta p/ alfinetar e encher o saco, né? Senão gosta, p/ que perder tempo comentando? Seus malas!

Impossível falar da internet sem falar das redes sociais (twitter e facebook). Já falei disso aqui mas esqueci de mencionar outras coisas que são extremamente irritantes. Na boa, compartilhar fotos de abortos, mutilações e crianças doentes NÃO VAI AJUDAR EM NADA. A única coisa que você, seu falso moralista que não vai mudar o mundo enquanto não levantar a bunda da cadeira do computador, vai conseguir é que cancelem sua assinatura. O mesmo é válido p/ quem posta coisas do seu cotidiano, tipo: o que comprou, o que vai fazer, o que quer comer, o que tá sentindo. F***-se! Ninguém quer saber disso, seu exibicionista!

Não vou nem falar das pessoas QUE SÓ ESCREVEM COM CAPS LOCK E NÃO USAM PONTUAÇÃO. Vocês estão no topo da minha escala de ódio hahahahahaahahahahahaha

E gente que acorda feliz? Não devia ser permitido que um ser humano esteja com um sorriso na cara, às 7h de uma manhã fria! What’s wrong with you, people? Você acabou de acordar da sua cama quentinha, pegou um ônibus lotado com um bando de gente fedida que mal usa o desodorante (quiçá tomam banho a essa hora) e vem falar “Bom dia” feliz da vida? Só pode ser p/ irritar os outros. SÓ PODE! Isso sem falar das pessoas mega-felizes 24h por dia. Isso é Prozac nas ideias. Ninguém é feliz o tempo todo. P/ que forçar a barra? MALAS!

Ônibus. Já não basta você ter que andar nessas latas velhas, que vivem quebrando e ainda por cima são sujas (tem baratas), além de estarem sempre lotadas, você ainda tem que estar muito próximo de pessoas que vc nunca viu na vida. Quando o busão tá muito lotado, tem aquele momento em que uma pessoa fica em pé atrás de você e ambas as bundas se encostam. Tem coisa mais constrangedora que isso? E o pior é que não há p/ onde fugir! Não vou nem falar do trânsito e da prova de resistência que é ficar hoooooras em pé, sendo espremida com dor nas costas e nos braços. Porque o pior de tudo mesmo, é que sempre vai ter um sem noção que resolve cantar do meu lado ou o fdp com funk nas alturas sem o fone de ouvido.

Poderia falar das pessoas que só vão p/ cinema p/ comer e atormentar os outros com o barulho de sacos abrindo e com a luz de celular, poderia falar também daquelas que adoram bancar as diferentes em seus gostos, opiniões e indumentária e desdenham do gosto alheio se achando superiores, poderia falar até daquelas que postam frases do Caio Fernando Abreu e se acham as pessoas mais profundas do mundo, mas isso eu deixo p/ vocês.

Agora, diz aí: o que te irrita? (Vale dizer eu, esse blog e pessoas que usam mesóclise ;D)

sábado, 14 de abril de 2012

3 Doors Down no Rio



Acho que nunca tinha ido a um show tão vazio, do tipo que tiveram que colocar cortinas negras no fundo para diminuir o espaço, mas o ânimo do público carioca e principalmente de Brad Arnold era tão grande que fez com isso fosse apenas um pequeno detalhe. (E foi até bom porque deu p/ ficar MUITO perto)

Não importa o show que você vá, não há nada como aqueles segundos que antecedem a entrada da banda no palco. As luzes apagando, a introdução, os músicos de apoio e o sorriso do vocalista ao cantar a primeira música, que no caso foi Time of my life.

Eu confesso que conheci a banda com Let me go, que por favor me corrijam se eu estiver errada, mas tocava em alguma temporada de Malhação. Depois "Here without you" estourou também e eu não conseguia parar de ouvir essa música, que convenhamos, é a preferida de 90% do público que estava lá pelo menos.

Mas eu acabei descobrindo que 3 Doors Down não era só essas músicas, eles tinham muita coisa boa, e algumas p/ mim se tornaram especiais como Heaven e When you're young.

Acho que se as pessoas procurassem ouvir mais coisas deles, iam gostar, porque é um rock com refrões maneiros e um ritmo que não é nem barulhento, nem mt pop.. É na medida certa.

Bom, os pontos altos do show, além das músicas já citadas foram: Away from the sun, Citizen/Soldier, Let me go a cappella e Kryptonite, ao meu ver.

Destaque p/ Brad indo p/ meio da galera e pelas dezenas de palhetas que foram jogadas ao longo do show, que foram quase disputadas a tapa.

No meio do show, Brad falou que a principal razão do 3 Doors Down ter vindo ao Brasil foi um cara (que ele apontou e apertou a mão) que sempre deixava recados no twitter pedindo para que eles viessem p/ cá, e deu certo! Fica aí a dica p/s fãs de bandas que dificilmente vão vir, a não ser por muita insistência de nossa parte.



Confira o setlist do show no Rio:
Time of My Life
Duck and Run
The Better Life
Away From the Sun
It's Not Me
What's Left
Citizen/Soldier
Changes
When You're Young
Loser
Round and Round
Behind Those Eyes
Heaven
Here Without You
It's Not My Time

Encore:

Let Me Go (A cappella)
Kryptonite
Believer
When I'm Gone

domingo, 1 de abril de 2012

Roger Waters - The Wall




Sendo mega fã ou não, a experiência de conferir uma lenda do rock ao vivo é sempre excitante e logicamente com o Roger Waters, não foi diferente.

Se eu conheço Pink Floyd, agradeço ao meu pai que sempre foi fã e sempre me incentivou a ouvir, mesmo eu achando chato (calma, não joguem pedras ainda!). Ouvir Pink Floyd é uma experiência um tanto única. Aquele psicodelismo característico do som deles vai te levando numa viagem que só quem já ouviu um álbum todo da banda sabe do que eu tô falando (não, não tô falando de tomar LSD nem nenhum outro tipo de drogas!).

Diferente da maioria dos shows, cujo objetivo é deixar os fãs roucos de tanto cantar, The Wall é um espetáculo visual, e para os frágeis, eu diria até um pouco indigesto. Ditadura, opressão, desigualdade, violência, genocídio, fome e tantos outros males da civilização são retratados no muro ao longo do show, com imagens tocantes e extremamente bem selecionadas para casarem com os efeitos incríveis.



Fogos de artifício não é nenhuma novidade em shows, já que funcionam perfeitamente para deixar a plateia em êxtase (vide Live and Let Die no show do Paul), mas no show de Waters foi ainda mais incrível, já que um avião cruza o Engenhão, ‘batendo’ no muro, o que vai originar uma explosão, e os consequentes fogos. Embora eu já tivesse visto na TV e já soubesse que o show começava assim, foi incrível ver ao vivo. Pais e filhos estavam com o mesmo brilhinho nos olhos de encantamento, digamos.



Evidente que um dos pontos altos foi “Another brick in the wall” com as crianças da Escola de Música da Rocinha. Na boa, tem refrão mais foda (legal não chega nem perto de descrever, só foda mesmo) que:

“We don't need no education
We don’t need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall” ?
Logo depois, Roger canta “Mother” (que eu já tinha ouvido ao vivo com o Eddie Vedder, mas nada como o original) e aí pronto, já estava vidrada.

Falar em português e homenagear Jean Charles pode até parecer forçação de barra, mas casa perfeitamente com o conceito do álbum e do show. Acredito que tenha sido uma das homenagens mais bonitas que já vi um artista fazer, porque tocou num ponto frágil. É fácil vestir a camisa da seleção e falar ‘eu te amo’, difícil é reconhecer que uma grande injustiça aconteceu em seu país e trazer isso à tona na frente do país da vítima. Ou esse é só o modo como eu vejo as coisas, whatever...



Outro ponto alto foi “Comfortably Numb” e a julgar pelos gritinhos (não gritinho de fã histérica, mas demonstração de euforia normal) no Engenhão, acho que a maioria há de concordar comigo. The music speaks for itself, por isso, sem demais comentários.

Mais do que um espetáculo visual com músicas boas, acredito que é impossível sair do show sem ficar pensativa com tudo que foi mostrado. Afinal, será que realmente somos só mais um tijolo no muro? Ou pior, será que com tanta merda que a gente vê por aí, ficamos confortavelmente entorpecidos?