http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Março 2012

sábado, 24 de março de 2012

Nó mental: mais alguns filmes com essa capacidade

Olá,

Há pouco mais de um ano, fiz um post sobre os filmes mais confusos que eu já vi e como desde então, assisti a outros filmes do tipo (para não dizer mind-blowing total) e lembrei de outros que não havia mencionado, eis mais um post sobre isso.

Obs: peguei as sinopses no Filmow, que é uma rede social para cinéfilos. É bem legal, para os interessados, recomendo ;D (Assim como recomendo o Skoob, para leitores vorazes)

Fonte da Vida - Darren Aronofsky
Sinopse: Na Espanha do século 16, o navegador Tomas Creo parte para o Novo Mundo em busca da lendária árvore da vida. Nos tempos atuais a mulher do pesquisador Tommy Creo está morrendo de câncer, mas ele busca desesperadamente a cura que pode salvá-la. Uma terceira história une as duas primeiras: no século 26, o astronauta Tom finalmente consegue a resposta para as questões fundamentais da existência.

O que me levou a ver o filme? O Hugh Jackman. Estava naquela fase em que você fica obsessiva com um ator e resolve ver todos os filmes que encontrar dele, sabe? (Ou sou só eu que assisto a vários filmes que sei que não vou gostar por isso?). Anyway, também lembro que citei esse filme numa aula de filosofia (porque ele tem um lado filosófico) e minha professora que assistiu falou que não entendeu e ainda fez um comentário do tipo “As pessoas pensam que filme confusos são filosóficos”. Não necessariamente, mas que filmes filosóficos normalmente são confusos...

Divagações à parte, vamos ao filme! O que pode torná-lo confuso é a fusão de três histórias, que para um espectador desatento podem parecer não ter relação, e a não-linearidade da sequência de cenas. Mas uma vez que você capta a essência do filme, você percebe o quanto ele é bonito, e porque não dizer, poético? Não vou me alongar mais, senão acabo contando a história, mas digamos apenas que transcendentalismo é uma palavra-chave p/ esse filme.

Darren Aronofsky ganhou minha simpatia com “A Fonte da Vida” e me conquistou completamente em “Cisne Negro”.


O espião que sabia demais - Tomas Alfredson
Sinopse: A história é ambientada durante os anos finais do conflito velado e acompanha George Smiley, um dos cinco ocupantes dos postos mais altos dentro do Circus e do Serviço Secreto Inglês, encarregado de descobrir quem, ali no meio dos cinco, é um agente duplo que por anos trabalhou para os soviéticos.

Lendo a sinopse você não imagina que vá ser um filme complicado de se entender, mas eles conseguiram complicar ao máximo. Acredite! São muitos personagens, muitos ‘rolos’ e se você perde uma cena, é bem provável que perca o filme inteiro. Fui ver pelo elenco que traz o meu queridinho, Colin Firth, e o eterno Sirius Black, Gary Oldman, que concorreu ao Oscar com esse longa. Por terem complicado demais uma história de espionagem, o filme se torna muito cansativo e a única coisa que me impediu de dormir durante a sessão, foi minha vontade de entender o filme, mas até agora não sei se consegui muito bem.

A árvore da vida – Terrence Malick
Sinopse: "A Árvore da Vida" aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.

Acredito que tenha visto esse filme numa ‘vibe’ errada. Era domingo à tarde e eu só queria me distrair, não tinha ideia do que me aguardava. No final eu só conseguia pensar “Poha, Malick! Que filme é esse? Tá descontando todas as suas dúvidas existenciais na gente?”. É o tipo de filme que demora um bom tempo para digerir e faz uma viagem tão longa que é difícil trazer a sua atenção de volta. Ele vai do Big Bang, fala da evolução e vai contando a história da vida (com uma fotografia maravilhosa, reconheço) forçando muito a barra para ser profundo. Do início ao fim, ele é totalmente filosófico, convidando o espectador a ter as mesmas reflexões de vida que os personagens, como: Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? Por que tive que passar por isso?, etc. Depois de tantas perguntas, logicamente não há respostas para tais questionamentos, mas é bonito ver como os personagens resolvem encarar o que aconteceu com eles e seguir em frente.

Pretendo revê-lo um dia, preparada com o que está por vir, quem sabe assim eu acabe gostando.


Cidade dos Sonhos – David Lynch
Sinopse: Um acidente automobilístico na estrada Mulholland Drive, em Los Angeles, dá início a uma complexa trama que envolve diversos personagens. Rita (Laura Harring) escapa da colisão, mas perde a memória e sai do local rastejando para se esconder em um edifício residencial que é administrado por Coco (Ann Miller). É nesse mesmo prédio que vai morar Betty (Naomi Watts), uma aspirante a atriz recém-chegada à cidade que conhece Rita e tenta ajudar a nova amiga a descobrir sua identidade. Em outra parte da cidade o cineasta Adam Kesher (Justin Theroux), após ser espancado pelo amante da esposa, é roubado pelos sinistros irmãos Castigliane.

Eu gosto de filme confuso, mas tudo tem limite e “Cidade dos Sonhos” ultrapassa qualquer um. Tudo bem que sonhos costumam ser sem sentido, mas se não for explicar o porquê de todos os personagens, não os coloque lá! O filme é cheio de simbolismos, obviamente não segue uma ordem cronológica e acaba deixando aquele grande “WTF?” no final. A única coisa que entendi nos 147 minutos de filme: Mulher recalcada é um perigo!

Sinédoque, Nova York - Charlie Kaufman
Sinopse: Caden (Philip Seymour Hoffman) é um dramaturgo angustiado que tem problemas com as diversas mulheres de sua vida, incluindo sua ex-mulher Adele (Catherine Keener), uma pintora famosa que o trocou por um artista alemão, sua filha Olive (Sadie Goldstein) e a atual esposa Lucy (Michelle Williams).

Nem nunca tinha ouvido falar desse filme até o dia que me foi recomendado e muito elogiado. Curiosa, peguei p/ ver. O filme pode parecer confuso, mas basta você entender o que é sinédoque (Lembra das figuras de linguagem? Metonímia? Então..), que você vai sacar que é essa figura de linguagem que o Kaufman usa para contar a história de seus personagens e falar de suas tristezas, de como algumas pessoas simplesmente se prendem às suas desgraças e deixam que isso tome conta de suas vidas a um ponto que as deixem na completa inércia.

O que eu mais gostei, foi um dos diálogos finais que coloco aqui para vocês ficarem com vontade de assisti-lo:

Tudo é mais complicado do que você pensa.
Você vê apenas um décimo do que é verdade.
Há um milhão de pequenos textos anexados a cada escolha que você faz.
Você pode destruir sua vida, cada vez que você escolher, mas talvez você nao saberá por 20 anos.
E você talvez nunca, jamais localize a fonte.
E você tem apenas uma chance pra jogar isto fora.
Basta tentar e descobrir seu próprio divórcio.
E eles dizem que não existe destino, mas existe. é o que você cria.
e mesmo que o mundo continue por eras e eras
você está aqui apenas por uma fração de uma fração de segundo.
A maior parte do seu tempo é gasto sendo morto ou ainda não nascido
mas enquanto está vivo, você espera em vão
desperdiçando anos por um telefonema, uma carta ou um olhar de alguem
ou alguma coisa para fazer tudo certo.
E isso nunca vem ou parece vir mas não vem realmente.
Então você passa seu tempo em vago arrependimento ou vaga esperança que alguma coisa boa virá adiante.
Algo pra fazer você se sentir conectado.
Algo pra fazer você se sentir inteiro.
Algo pra fazer você se sentir amado.
E a verdade é..eu sinto tanta raiva!
E a verdade é que eu sinto a maldita tristeza!
e a verdade é , eu tenho me sentido fudidamente magoado por muito toempo!
e por muito tempo eu venho fingindo que estou bem apenas pra seguir adiante, apenas para..
Eu nao sei porque.
talvez porque ninguem queira ouvir sobre meu sofrimento.
Porque eles tenham os seus próprios...
Fodam-se todos. Amém.

Obs: Ainda pretendo assistir a Donnie Darko, que foi uma recomendação de um dos meus leitores, assim como Cidade dos Sonhos ;D

Até a próxima,
;*

segunda-feira, 19 de março de 2012

Plágio

Olá,

recentemente um leitor me alertou que um dos meus posts havia sido plagiado. Ele pode perceber isso pela data da publicação que foi bem depois da minha, pelo fato da pessoa não ter mudado uma vírgula do que eu escrevi e ainda usasr as mesmas imagens ilustrativas com a mesma diagramação.

Fui visitar o tal blog do cidadão, o tal de X-Tudo.net, e encontrei mais de 20 plágios descarados.

De certa forma é lisonjeiro, sinal que a pessoa é minha fã e leitora assídua do blog, o que eu agradeço, mas publicar textos que não são seus sem dar o crédito, é crime.

Imagens que ilustram "A história dos Beatles contada pelo Meia Hora" e "Capas de revistas sinceras" não são minhas, mas foram devidamente creditadas e eu ainda adicionei textos pessoais que foram copiados descaradamente.

"Nessa vida nada se cria, tudo se copia", não façam dessa uma premissa para suas vidas. Todos nós somos capazes de criar coisas incríveis, basta se esforçar e não ir pelo caminho mais fácil (copiar o trabalho alheio e levar créditos por isso).

Abaixo segue a lista de todos os meus posts que eu encontrei nesse site:


A história dos Beatles contada pelo Meia Hora

Os piores livros que já li

Capas de revistas sinceras

10 coisas que você pensa mas que ficaria chato falar

Antes e depois de alguns ícones da música I

Antes e depois de alguns ícones da música II

Plásticas muito mal feitas

Lady Gaga

+ propagandas incríveis

Troféu Gambiarra

"Pracas" pelo Brasil afora

Curiosidades 2

Guia de como ser um mala

O que um beatlemaníaco lê

Os 5 filmes mais confusos que eu já vi

Friends

Revistas que veremos futuramente nas bancas

Nomes de bandas de rock

Nomes de bandas II

Rock? in Rio

Ode a Lennon

LennonxMcCartney

A evolução (ou não) da música

RECUSEM IMITAÇÃO, O QUE É POSTADO AQUI É AUTÊNTICO E ORIGINAL! ;D

sábado, 10 de março de 2012

Jogos Vorazes



Prometendo ser o novo Harry Potter e repetir o sucesso de bilheteria da Saga Crepúsculo, Jogos Vorazes ainda nem estreou, mas já tem dado o que falar com o trailer que não para de passar nos cinemas.

Confesso que o trailer não me disse nada e achei que seria mais um filme que nem é tão bom assim, mas que devido à publicidade massiva, tornaria-se uma febre. Como vocês, também estou na espera do filme, mas pelo que li posso dizer que a trilogia realmente tem tudo para estourar.

Se Harry Potter aborda o amor maternal, Crepúsculo, o amor 'carnal' (hahaha ok, isso foi irônico, mas vocês entenderam), Jogos Vorazes fala sobre o amor fraternal. Harry, Rony e Hermione; Bella, Edward e Jacob e agora: Katniss, Peeta e Gale protagonizam a história que se passa num país chamado Panem, dividido em 12 distritos onde a cada ano, cada distrito sorteia 2 tributos para participarem dos Jogos Vorazes.

Prim, irmã de Katniss, é sorteada e ela prontamente se oferece para ir no lugar da irmã. Peeta é o outro sorteado e juntos são enviados para a Capital para participar dos jogos, onde só um pode sobreviver.

Conforme eles entram na arena e os jogos começam, não dá p/ largar o livro. A luta para sobreviver, se esconder, achar água, comida, fugir de incêndios e bichos programados para matá-los é muito maneiro. Não é um livro infantil e bobo, como vocês podem estar pensando.

"Em Chamas" e "A Esperança" mantêm a adrenalina do primeiro, além de apresentar outros personagens e tornar algumas mortes mais dolorosas.

Longe de ter um final convencional, é só no último volume que descobrimos quem é o verdadeiro amor de Katniss: Gale ou Peeta?

Não posso falar mais sem contar spoilers dos outros livros, portanto, LEIAM antes de verem o filme, se possível. Porque é muito mais legal você imaginar as coisas e depois vê como que ficaram nas telonas, né?

E vocês que leram, o que acharam da trilogia?