http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: 2012

domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz Ano Velho


Obs 1: essa figura cafona que peguei no google é só p/ ter alguma imagem no post.

Obs 2: o Acontece em Petrópolis foi indicado ao Prêmio Guerra-Peixe na categoria "Comunicação". Já vou treinando os agradecimentos com o shampoo a la Kate Winslet, porque vai que a gente ganha, né? hahahaahhaa Valeu, gente!

Arrancar a folha de dezembro do calendário é um processo significativo na ilusão de um recomeço. É necessário para nosso equilíbrio interno: recarregar as energias, fazer novos planos, traçar novas metas e ter novas atitudes. Pena que insistimos em esperar até o ano seguinte para fazer esse balanço de nossas vidas. O ideal é que fosse um exercício diário.

Mesmo sendo extremamente pessimista, quando o relógio bate meia-noite e ouço os fogos, permito-me sentir revigorada para um novo ano que se inicia e que consigo traz 365 novas oportunidades. Que sejamos sábios para reconhecê-las e corajosos para aproveitá-las.

Que zeremos as frustrações e desafetos. Que esqueçamos quem saiu de nossas vidas (uns não deviam nem ter entrado) e saibamos apreciar aqueles que desde que surgiram, estão sempre presentes. Que venha 2013!

Obs 3: ok, sem mais palavras de auto-ajuda clichês de final de ano. Mas meus votos para um ano maneiríssimo para todos que eu gosto e que me leem são sinceros =D

Obs 4: Eu sei que tô longe de ser Marcelo Rubens Paiva, mas é que acho esse título "Feliz ano velho" genial e inspirou o humilde texto que se segue.

O texto... Esse não é o título, é p/ vocês entenderem que o abaixo segue o texto. Não, não tô subestimando sua capacidade para entender isso, anyway...

Branco pelo simbolismo e tradição, mas o que desejo mesmo é dinheiro para poder fazer todas as coisas que quero e que me dão alegria. Não vou ser hipócrita, então irei de amarelo. É um bom começo: não começar o ano mentindo para mim mesma.

Antes de sair de casa, faço uma lista com todas as coisas que não pretendo cumprir. Mas por um momento, sinto-me revigorada para fazê-la e sinto minhas energias recarregadas para enfrentar o mundo e alcançar tudo que desejo. Novo ano, portanto, 365 novas oportunidades que provavelmente não vou saber aproveitar, mas só vou me tocar disso em dezembro ao fazer o balanço interno anual...

Chego na casa de parentes. A TV já está ligada no Show da Virada. Sinto minha energia vital se esvair aos poucos enquanto vejo aqueles cantores que eu não gosto nem remotamente naquela falsa alegria de um show gravado bem antes do réveillon.

Os ponteiros estão quase se encontrando. Começa a contagem regressiva. 10,9,8...

Já preparam a sidra e os copos.

7,6,5...

Alguns fogos que só fazem barulho já começam na vizinhança com relógio adiantado.

4,3,2,1...

Vejo pela TV o céu de Copacabana explodir em diferentes cores e formas.

00:00.

Feliz ano velho!

Até 2013 ;*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Aquilo que fica


Faltando quase uma semana para acabar o mundo, o Boulevard está em clima apocalíptico e traz um texto para acalentar suas almas aflitas. Na verdade, sou só eu pensando sobre a vida, a morte, etc.

Aquilo que fica

A cada ano o pó se acumula mais e mais debaixo da terra. Milhares de pessoas surgem. Dos mais diferentes tipos, tamanhos e raças, mas todos com algo em comum: a busca. Todos buscam algo. Ou alguém. Um sentido. Uma pergunta. Uma resposta. Buscam pelo simples ato de buscar.

Livros são escritos. Árvores são plantadas. Nomes são gravados no cimento. Todos buscam deixar sua marca.

Esperança.

Fantasmas de uma época que não vivemos, mas que nos assombra. Saudades do que não fomos. Saudades do que já não somos mais. Saudades dos que já se foram. Nostalgia que nos prende ao passado e nos impede de viver o presente.

Saudosismo.

Crenças diferentes. Santos. Divindades. Deus(es). Não há uma verdade absoluta. Ao olhar para o céu, cada um vê uma coisa. Um enxerga desenho em nuvens, o outro vê o infinito e um outro admira as estrelas.

Estrelas que já não existem, mas que ainda brilham.

Assim como nós, que mesmo ao deixar de existirmos, continuaremos brilhando.

Dentro daqueles que ficam.

Perduramos, então.

Até a próxima! (ou não)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Madonna in Rio


No último domingo (1), like a virgin fui até o parque dos atletas para ver a rainha do pop pela primeira vez.


Consegui vê-la de perto, sem maquiagem, trajando um boné, lenço, luva e todos os acessórios que ela encontrou pela frente descontraída e perguntando ao público: "sou cadela? sou perigueti?", após ser chamada de gostosa pelos fãs, que estavam eufóricos por ver a Rainha do Pop tão de perto.

Depois de uma longa espera, às 23h o palco se converte numa igreja com direito a canto gregoriano anunciando a entrada da cantora, que suspensa num confessionário começa a cantar "Oh my God,I'm heartly sorry for having offended Thee", abrindo assim, com Girl Gone Wild de seu último álbum, MDNA.

Revolver e Gang Bang vem na sequência, com direito à lutas e tiros. Então, a famosa introdução de "Papa don't preach" começa e o público se empolga ao relembrar um sucesso antigo, mas para tristeza coletiva, a música é editada para vir Hung Up logo em seguida, num Medley. Fiquei CHATIADA. Essa primeira parte do show é concluída com "I don't give A" e enquanto muda de roupa, os bailarinos dançam ao som de Best Friend.


Vestida como uma paquita, Madonna chega com Express Yourself, onde aproveita para dar uma alfinetada em Lady Gaga ao cantar o refrão de Born this way, seguida de She's not me. Com uma banda suspensa no ar e no melhor estilo 'desfile de 7 de setembro', é a vez do primeiro single de seu último trabalho, Give me all your luvin'.

Após Turn up the radio, é o momento 'latino' do show onde a cantora começa a arranhar um portunhol e manda um 'Estan listos?'. P***, Madonna! Mesmo tendo namorado um brasileiro, você manda uma dessas? Logo ela se corrige e pede para que o público cante com ela Open your heart. Com um arranjo diferente, o público se empolga mais uma vez e levanta balões em formato de coração, os quais ela agradece depois.

Depois de um discurso meia-boca sobre a paz e "que para mudar o mundo, devemos começar mudando nós mesmos" e a totalmente dispensável Sagarra Jo, ela canta Masterpiece e encerra o "segundo ato".


Novamente, os dançarinos ocupam o palco ao som de Justify my love enquanto ela se prepara para Vogue, um dos pontos altos do show que é seguida de Candy Shop e Human Nature.

Um piano surge no palco, Madonna se deita "sensualizando" e interagindo com o público que estava perto das passarelas e assassina canta Like a virgin, que muita gente demorou a reconhecer, já que estava num versão "recitada sexualmente". Com dinheiro pendurado em seu top, um de seus dançarinos aperta seu colete quase quebrando suas costelas enquanto ela canta Love spent. Fim do terceiro ato.

Madonna volta com I'm addicted, I'm a sinner e a melhor de seu repertório, a que mais empolgou os presentes (não falo só pór mim, mas foi nítido isso): Like a prayer. Felizmente, em versão original com direito ao coral e tudo, foi sem dúvidas a melhor música da noite, seguida por Celebration, que encerra o espetáculo.

Não restam dúvidas de quem é rainha, nunca perde a majestade. Isso foi breeeega, mas é a verdade!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Morte Súbita, o novo romance de J.K. Rowling


Não importa quanto tempo passe, a primeira coisa que virá a mente de qualquer pessoa ao se falar em J. K. Rowling será Harry Potter.

Eu imagino que deva ser extremamente difícil para um autor emplacar um novo sucesso depois de um fenômeno como esse, mas posso afirmar que ainda não foi dessa vez que J.K. conseguiu produzir algo tão bom.

Morte Súbita, ou The Casual Vacancy, é a antítese de Harry Potter: é um livro adulto, cheio de personagens fdps (nenhum cativante), capítulos curtos e fala sobre relacionamentos conflituosos entre pais e filhos, professores e alunos, adolescentes, etc.

Se os fãs da autora sonhavam em ir p/ Hogwarts, tenho certeza que nenhum vai ficar com vontade de se mudar p/ Pagford, cidade fictícia onde a história é ambientada.

Tudo começa quando Barry Fairbrother, membro do "conselho da paróquia" local, morre e seu lugar fica vago (daí o título do livro) para ser disputado por Miles, Cubby e Simon.

Conhecendo os personagens, dá p/ se ter uma ideia melhor da história:

Miles é filho de Howard (líder do conselho, obeso que sofre de problemas cardíacos e que tem um caso com Maureen) e Shirley (esposa devotada.. Até descobrir o affair do marido). Casado com Samantha, que é a típica esposa entediada que tá de saco cheio da vida dela com o marido, e desenvolve uma paixonite por Jake, que é membro de uma boyband que a filha dela é fã, além de beijar Andrew Price, amigo da sua filha de 16 anos.

Simon é casado com Ruth e é pai de Andrew e Paul. Ele agride a todos os membros da família com insultos e pancadas.

Colin "Cubby" Wall é o diretor da escola e sofre de TOC (transtorno obsessivo e compulsivo). É casado com Tessa, a 'psicóloga' da escola, com quem adotou Stuart "Fats" Wall, que é o típico babaquinha revoltado que faz bullying com a menina indiana da escola (Sukhvinder Jawanda) e se envolve com Krystal Weedon.

Krystal é filha de uma mãe viciada em heroína e cuida do seu irmão mais novo, Robbie.

Há mais personagens, mas esses são os principais.. Acho que já deu p/ perceber que esse livro poderia ser adaptado perfeitamente para uma novela das 21h, não?

Tem estupro, sexo no cemitério, overdose, mortes trágicas, filhos tentando ferrar seus pais postando coisas maldosas na internet, mas mesmo com todos esses exageros, o livro não te prende, não te faz perguntar 'e agora, o que acontece?'. Não tem clímax.

Desconfio que se não carregasse o nome da autora na capa, não entraria nem para a lista dos mais vendidos...

Pode ser que eu esteja equivocada, mas Morte Súbita me pareceu uma medida desesperada de Rowling para provar que saber abordar assuntos pertinentes da atualidade, e que não é 'só a autora de HP' (o que ao meu ver, já e coisa para caramba!).

Enfim, leiam e tirem suas próprias conclusões.

Hasta!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Kiss in Rio


Os caras-pintadas do Kiss se apresentaram no último domingo na HSBC Arena do Rio de Janeiro e lá estava eu para conferir aquele circo dos horrores, no bom sentido da palavra.

Tinha desde crianças até 'jovens há mais tempo', que já passaram dos 50 anos, maquiados para conferir a banda mais trash e carismática de todas.

O quarteto abriu com Detroit Rock City, mas não antes sem uma entrada triunfal com direito a cortina caindo e eles descendo do alto do palco, além de muitas, muitas explosões o tempo todo.

Com músicas muito parecidas, todas escolhidas a dedo para serem cantadas em coro, estiveram no setlist sucessos como: Shout it out loud (mentalmente você provavelmente já está cantando SHOUT IT SHOUT IT SHOUT IT OUT LOOOOOUD), Calling Dr Love, Hell or Hallelujah e Wall of Sound, do último álbum Monsters.

Na sequência, Gene Simmons cospe fogo e começa o famoso Hey hey hey, yeah! de I love it loud, seguida do momento de destaque de Eric Singer e Tommy que soltam fogos enquanto são 'elevados', após Outta this world.

Quando você acha que já viu todas as artimanhas deles para entreter o público, eis que surge o tiozão mais figura de todos Gene Simmons cuspindo sangue (Kesha, aprenda como se faz!) e voando para acima dos refletores.


Do alto, Simmons canta God of Thunder e de volta ao palco, o Kiss canta Psycho Circus e War Machine. Em Love Gun, é a vez de Paul Stanley voar sobre o público até uma plataforma do outro lado da arena (exatamente em frente da onde fiquei).


A primeira parte é encerrada com Black Diamond.

Com mais fogos, eles voltam para cantar Lick it up, I was made for lovin' you e a tão esperada Rock n' roll all night que encheu a arena com uma tempestade de papeis e lógico, mais fogos e explosões antes do fim de mais uma passagem do Kiss pelo Brasil.

Quem é fã amou, as crianças que acompanharam os pais se encantaram e até aqueles que estavam lá para fazer cia, com certeza, riram e se divertiram bastante.



MAS faltaram as minhas músicas preferidas: Forever e God gave rock n' roll to you que tocou enquanto o povo ia embora. Custava ter cantado essa ao vivo?

E agora? Que venha a Madonna para encerrar o ciclo de shows de 2012!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Deus a abençoe

Olá,

é, resolvi mudar o visual do blog de novo porque o outro demorava p/ carregar... O que acharam?

Achei esse texto que fiz há um tempinho e não sei porque cargas d'água resolvi postar agora, provavelmente porque estou sem criativade para pensar num post.

Só p/ não acharem que é só mais um texto meu ruim, uma breve contextualização: aqui em Petrópolis, tem um quiosque de café numa galeria e é só você sentar ali, que vem sempre alguma criança pedindo para você comprar uma bala. Por mais que todo mundo ache isso uma encheção de saco e é, eu sempre fico incomodada não só pela situação em si, mas porque dar ou não um real, ou seja lá qual for o valor ínfimo cobrado, não vai fazer diferença nenhuma na vida daquela pessoa. Talvez só te ajude a dormir melhor a noite achando que fez uma boa ação, ou nem isso..

Enfim, como isso aqui não é nenhum divã, vamos ao texto:

(a imagem é meramente ilustrativa, peguei no google e nem sei aonde é. Se 'fere' os direitos autorais de alguém, desculpa ae)

Deus a abençoe

Um café.

Mulheres com seus casacos quentes e botas de couro de cano alto bebericam seus cappuccinos fumegantes enquanto tagarelam sobre futilidades. Riem, divertem-se.

Homens de paletós, com suas pastas negras, discutem acaloradamente questões de seus negócios enquanto engolem o café preto, sem ao menos sentir seu gosto, pois estão atrasados para alguma reunião.

Adolescentes que acabaram de sair das aulas se reúnem ao redor de uma única mesa pequena, gargalham e comem pão de queijo.

Uma criança maltrapilha timidamente se aproxima e pergunta: “Moça, compra uma bala?”.
Numa fração de segundos ocorre o choque entre dois mundos. Enquanto a criança me fita com aquele olhar triste, esperando uma resposta, mil coisas se passam pela minha cabeça.

Comprar uma bala poderia ser o sustento de uma alcoolatra que obriga esta criança a trabalhar para fomentar seu vício. Ou aquele dinheiro pode ser a única renda de uma família que depende da caridade alheia para sobreviver dia após dia. Ou ainda aquela moeda de 1 real pode ser o estímulo que aquela criança precisa para se acostumar a mendigar e nunca sair da inércia, pois seu olhar triste e a aparência desleixada comovem.

1 real passa a ter um valor imensurável e cabe a mim pagar o preço ou não. Quero eu pagar o preço de uma vida?

Aqueles olhos de infância perdida continuam me encarando. Minha hesitação lhe consome seu tempo. Tempo é dinheiro.

Compro a bala.

“Deus a abençoe”, ela fala.

Sorrio e a observo partir para a próxima mesa, seguindo resignada com as consecutivas negativas que recebe.

Diante de tal cena, ateia que sou, faço uma prece silenciosa quando vou embora.

Que Deus a abençoe!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia Nacional do Livro

Olá,

como hoje é o dia nacional do livro, vou aproveitar o tema para atualizar essa budega falando mais uma vez deste tema que eu adoro =D

Já falei aqui:

- de autores que eu adoro como as irmãs Brönte, Shakespeare e Allan Poe;

- de livros que você deveria ler, indo de Gatsby a The Walking Dead;

- do sucesso da trilogia de Jogos Vorazes;

- da minha paixão por Pocket book;

- de Um Dia do David Nichols;

- dos piores livros que já li;

- do que um beatlemaníaco gosta de ler;

- de literatura em quadrinhos;

- de autores como Kate Morton, Heather Gudenkauf, Amy Mackinnon, David Comfort, Brunonia Barry e James Dashner;

- sobre a Trilogia Millenium;

- sobre A Hospedeira, o outro livro da Stephenie Meyer, autora de Crepúsculo.

Mas ainda não falei (aliás, já até falei nos primórdios desse blog e provavelmente ninguém leu ou lembra) de livros que marcaram minha infância, e que foram de suma importância, pois foram graças a eles que a literatura se tornou a minha grande paixão.

Menina Nina - Duas razões para não chorar

Mesmo dando duas razões para não chorar, não tem uma vez que eu não chore ao ler esse livro. Ziraldo o escreveu para sua neta, quando sua mulher morreu, então este é de longe a obra mais emotiva do autor de O menino maluquinho.

"Portanto, não chore mais e vá dormir, minha querida. Dos dois jeitos desse adeus é que a gente inventa a vida".

Para se ler incontáveis vezes ao longo da vida, lindo livro!

A marca de uma lágrima

Pedro Bandeira é fantástico. Sério. Nunca li um livro dele que fosse ruim. Neste, Isabel testemunha a morte da diretora da sua escola e se sente ameaçada. Foi um dos primeiros livros que me instigou, pois não consegui parar de ler enquanto não descobri o assassino e além desse 'suspense', Isabel nos cativa por ser apaixonada por Cristiano, namorado de sua melhor amiga, e escrever poesias para ajudar no namoro dos dois. Uma gracinha!

Rumpelstiltskin

Nada de Branca de Neve e Cinderela, meu conto preferido dos irmãos Grimm é Rumpelstiltskin, que pelo nome quase impronunciável, foi a história que mais me chamou a atenção. Se você não conhece, eis a sinopse do skoob:

Para impressionar o Rei , com o objetivo de fazer o príncipe casar com a sua filha, um moleiro bastante pobre mente e diz que ela é capaz de fiar palha e transforma-la em ouro. O Rei chama a moça, fecha-a numa torre com palha e uma roda de fiar, e exige-lhe que ela transforme a palha em ouro até de manhã, durante três noites, ou será executada. Algumas versões dizem que, se ela falhasse, seria empalada e depois cortada em pedaços como um porco, enquanto outras não são tão gráficas e dizem que a moça ficaria fechada na torre para sempre. Ela já tinha perdido toda a esperança, quando aparece um duende no quarto e transforma toda a palha em ouro em troca do seu colar; na noite seguinte, pede-lhe o seu anel. Na terceira noite, quando ela não tinha nada para lhe dar, o duende cumpre a sua função em troca do primeiro filho que a moça desse à luz...

O protagonista da história é o vilão, então a história foge um pouco da chatice repetitiva que são os 'contos de fada'. Vale muito a pena ler ;D

Bom, agora digam vocês, quais livros marcaram sua infância?



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A sabedoria nas tirinhas de Peanuts

Hello,

a minha intenção era de que o meu próximo post (ou seja, este) fosse sobre The Casual Vacancy, o novo livro da J. K. Rowling, mas ainda não cheguei nem na metade. Infelizmente, ele não prende a atenção como o nosso queridinho Harry Potter. Aliás, vou tentar evitar comparações, porque as histórias são totalmente opostas e pode ser que esta melhore muito ainda, mas por enquanto não é mais do que 'ok'.

Por outo lado, li A vida segundo Peanuts em 15 minutinhos e quis compartilhar com vocês algumas sabedorias presentes no livro =D

Embora, creio eu, todos saibam isso, Peanuts era uma tira de jornal escrita e desenhada por Charles Schulz que foi publicada durante 50 anos e, ainda hoje é republicada em milhares de publicações no mundo todo.

Personagens como Snoopy, Charlie Brown, Linus e Lucy acabaram 'caindo nas graças' do público com suas falas espirituosas e porque não filosóficas e são um sucesso até hoje vide milhares de compartilhamentos no facebook diariamente.

Na verdade, acho que muitas não passam de lugares-comuns com personagens fofos, mas vamos lá:

"Dizem que, se você se tornar uma pessoa melhor, vai ter uma vida melhor..." - Charlie Brown

Não necessariamente né, a vida também ensina que bonzinho só se f***

"Melhor viver um dia como leão do que uma década como ovelha" - Snoopy

"Se todos concordassem comigo, todos teriam razão!" - Lucy

"'Tudo está bem'... Essa é a minha filosofia..." - Sally

"Se você quer uma coisa bem feita, faça você mesmo!" - Snoopy

"Ora, daqui p/ frente, Linus, pense por si só... Não aceite conselhos de ninguém!" - Charlie Brown

O velho clichê de que se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia..

"Quem se importa com o que os outros pensam?" - Sally

"Não se dá p/ acreditar em tudo o que se ouve por aí, sabe..." - Schroeder

"Quando você recebe um elogio, tudo o que precisa dizer é 'obrigado'". - resposta de uma colega de classe a Rerun

"Tentar evitar as coisa ruins da vida é um grande erro... Mas eu estou começando a pensar a respeito..." - Charlie Brown

"Não faz sentido latir tanto se na verdade você não tem nada a dizer" - Snoopy

"Eu percebi que, quando você tenta bater em alguém, existe a tendência de essa pessoa batr em você de volta" - Charlie Brown

"Nunca aceite um conselho que você seja capaz de entender... Não tem como ser coisa boa!" - Lucy

"É incrível como a pessoa fica idiota quando está apaixonada..." - Lucy

"Amar é não saber do que você está falando" - Lucy

"Um cachorro-quente não tem o mesmo gosto sem um jogo de beisebol na frente!" - Charlie Brown

"A vida tem dias de sol e de chuva, senhor... Dias e noites... Picos e vales..." - Marcie

E p/ encerrar...

"O livro da vida não tem respostas no final!" - Charlie Brown



domingo, 7 de outubro de 2012

Evanescence in Rio



Olá,

como de costume, nesse mês fui a mais um show na HSBC Arena, dessa vez fui ver o Evanescence, com abertura do The Used.

The Used p/ quem não lembra, foi uma das primeiras bandas emo/screamo sei lá a nomenclatura que usam, ou seja, caras que abusam do lápis de olho, com cabelo comprido e cara de maluco tipo Ozzy, mas com voz de Pierrer Bouvier (do Simple Plan)a surgir em 2001.

Eu não lembrava deles até ouvir The taste of ink que era a única que eu conhecia, o resto eu fiquei na dúvida porque eram todas iguais.

Embora tivesse uma galerinha pulando e dando uma moral para uma banda decadente, a pose do vocalista não ajudava. Na boa, beber água e ficar cuspindo na galera é nojento e nada mais. Não é 'atitude rock n' roll', é uma pose escrota que recebeu umas vaias bem merecidas (mas não sei se o vocalista chegou a ouvir). Felizmente o show foi curto, menos de 1h.


Eu tinha 13/14 anos quando o Evanescence lançou Fallen e conquistou a fama mundial. Como toda jovem confusa que se deixa fascinar facilmente por qualquer coisa diferente, no caso, uma banda muito diferente do que eu estava acostumada a ouvir até então, achei incrível uma mulher liderar uma banda de metal alternativo (?) e ser tão afinada. Desde então, ouvia direto Going under, Bring me to life, Everybody's Fool e My immortal.

Logo, ir ao show de uma banda que vc escuta desde a adolescência, não deixa de ter uma 'carga nostálgica' muito grande, o que só torna o show mais especial (pelo menos comigo é assim).

Particularmente, o último álbum da banda eu achei o melhor e ter visto a performance deles no Rock in Rio pela TV só aumentou minha vontade de vê-los ao vivo.

A essa altura, você já deve estar pensando 'Ninguém se importa. Cala a boca e fala logo sobre o show'.

Como de costume, Amy Lee abriu o show com What you want, com Going under, The other side, Weight of the world e Made of stone na sequência.

Depois ela se senta ao piano para cantar Lithium, Lost in Paradise e My heart is broken. O mais impressionante é que ao vivo ela é tão afinada quanto nas gravações, e quem conhece a banda sabe que cada música exige um baita fôlego, mas ela tira de letra e sai muito naturalmente.

Continuando, Amy canta Oceans, The Change, Lacrymosa, Call Me When You're Sober, Imaginary e a queridinha Bring Me to Life.

No bis, Amy Lee fala que como o Brasil sempre foi um grande público desde o início da carreira, não haveria lugar melhor no mundo para tocar uma música inédita. Eu acho que o artista realmente pensa que os fãs vão se sentir presenteados por isso, mas na boa, quando ela disse isso eu pensei "ahhhh pqp, aposto que ela vai deixar de tocar uma que eu adoro, logo p/ cantar essa que ninguém conhece ¬¬" e não deu outra. Ela deixou de cantar Disappear p/ cantar If you don't mind. Logo depois ela se senta ao piano para encerrar com a música mais bonita e mais cantada, My immortal que teve direito a chuva de prata quando a banda entra p/ tocar com ela. Foi muito bonito.

O show foi muito bom, mas como ela deixa de cantar Sweet Sacrifice!?!?! Podia ter cantado essa no lugar de Whisper, mas como não existe setlist 100% perfeito p/ quem é fã, sempre fica faltando alguma, mas valeu do mesmo jeito.


Que venha o Kiss agora!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Flor que desabrochou na terra seca

Olá,

(antes de mais nada, a Revoltadinha voltou a destilar o seu veneno...)

depois de quase 2 meses sem escrever algo mais literário(?), minha prisão de ventre mental passou resolvi sentar p/ escrever algo que não fosse monografia e saiu o texto a seguir...

Depreciações minhas à parte, porque parece que é pedir elogio, deixo os comentários p/ vocês...



A Flor que desabrochou na terra seca

Foi onde o Sol nascia todos os dias e parecia esquecer de se pôr; além dos quilômetros da última estrada de terra, numa região tão seca quanto os olhos dos habitantes que choravam sem lágrimas, de sede, que nasceu Maria Flor.

Desde que deu seus primeiros gritos desesperados ao avistar a primeira luz ofuscante de sua vida, a menina já estava destinada a uma vida braçal junto de seu primo Agenor, que segundo as vontades da família, seria seu futuro marido. Pois embora a terra não desse frutos, os úteros das mulheres do povoado se mostravam tão férteis quanto as planícies do Nilo e era importante que continuasse assim.

Quando o destino é traçado no momento em que a mãe se descobre grávida, é difícil ter sonhos ou ambições, principalmente quando não se conhece uma outra realidade. Assim era a vida lá: crescia-se, casava-se, procriava-se, ensinava a cria a sobreviver e morria-se. Com sorte, a sensação de vazio permanente no interior sem ser a fome, era preenchida com o tempo.

Quando Maria Flor completou seu décimo terceiro aniversário, a família decidiu de que já estava mais do que na hora de se casar com Agenor e assim foi feito. Uma vez desconhecido o conceito de amor, podia-se dizer que tinham um bom casamento.

Maria Flor era lavadeira. Agenor trabalhava na pedreira e foi lá que conheceu Adamastor, seu melhor amigo. Adamastor era um rapaz de dezoito anos e para estranhamento de todos da região, ainda não havia se casado. Ninguém sabia o porquê.

Adamastor ia frequentemente à casa do casal. Sempre muito educado, levava uma flor para a anfitriã, elogiava sua comida e oferecia ajuda para retirar a mesa. Que rapaz estranho!, pensava Maria Flor. Não estava acostumada com gentileza e a ideia de que um homem, melhor amigo de seu marido e ainda por cima tão bem apessoado, pudesse ser tão atencioso a atordoava. Ainda mais atordoante era saber que gostava disso.

As visitas de Adamastor eram cada vez mais frequentes e as flores cada vez mais bonitas. Num dia, suas mãos acidentalmente se tocaram. Propositalmente ali permaneceram. Era bom sentir em sua pele um calor diferente do que o sol lhe proporcionava diariamente. Era bom. Era muito bom.

Não se sabe ao certo quando, mas de repente, não mais do que de repente, tudo estava diferente. A presença de Agenor tornara-se incômoda e sua pele mais áspera do que o normal.

O sono já não vinha mais fácil e dividir um teto com outra pessoa tornara-se mais pesado e mais doído que as bacias que carregava na cabeça.


Foi num curto espaço de tempo. Foi quando olhou p/ trás e viu o quê ficou pelo caminho. Após muitas lágrimas terem sido derramadas. Após muitas noites desperta ponderando.

Foi dessa dor e dessa incerteza que nasceu esse amor.

*******

Outros contos/histórias/divagações:

Criação

Permanência

Despertada

Mudança de Estação

Sala de aula

Era uma vez

domingo, 16 de setembro de 2012

Pandas

Olá,

Mais uma vez estava eu a matutar sobre o quê postar aqui. Olhei para o meu fundo de tela e depois para o que eu mais compartilho no fundo e me dei conta de que nunca fiz um post sobre pandas! Logo os animais mais lindos, amáveis e fofos e owwwwn, mas que infelizmente correm risco de extinção =(

Um dos principais motivos é a devastação das florestas asiáticas que estão os deixando sem território para viver. Por isso que eu acho que deveriam deixar os pandas serem animais de estimação que eu compro uma casa e adoto um monte *---------* Além disso, a caça acabou com populações inteiras e o bambu, cujo broto é a fonte de alimento deles, demora muito tempo para 'se reproduzir' e está presente em poucas vegetações, sendo assim, muitos morrem de fome.

Além disso tudo, segundo o Planeta Sustentável, a gestação da panda pode durar de onze semanas a quase um ano e permanecer indetectável até o nascimento do filhote. Os bebês nascem em dupla e muito frágeis, com 90 a 130 gramas cada um. Um adulto pesa entre 100 e 150 quilos. A mãe carece de leite e energia para cuidar de dois filhotes ao mesmo tempo e tende a dar atenção a apenas um deles. O Chengdu de Pesquisas de Criação de Pandas cuida de incubar o bebê rejeitado e de trocá-lo, de tempos em tempos, com o irmão adotado pela mãe. Dessa forma, ambos são criados da mesma maneira. Para fazer a troca, os pesquisadores se vestem com fantasias de pelúcia que simulam um urso panda. Viram como essa fantasia não serve apenas para sequestrá-lo?



Curiosidade: Em chinês, os pandas são chamados de "Da xiong mao", que, traduzindo, significa "urso-gato"

Não é curiosidade, mas se você ainda não viu, veja o melhor vídeo do youtube *-*


Este pequeno texto foi só p/ post ter algum valor informativo, porque o objetivo mesmo é fazer com que vocês vomitem arco-íris com as fotos (algumas são do 9gag, mas a grande maioria eu não lembro) abaixo:







Por hoje é só ;*




terça-feira, 4 de setembro de 2012

O mito da "friendzone"

É grande o número de posts sobre ‘friendzone’, principalmente no 9gag (site do qual sou assídua frequentadora), e acho que os anos que passei assistindo a Marcia Goldsmith, Eliana e Gugu me dão algum gabarito para falar de relacionamentos. Então vamos esclarecer alguns pontos:


Que mulher nunca usou o famoso “só gosto de você como amigo” que atire o primeiro salto! Na grande maioria das vezes, esse é apenas o modo mais gentil que encontramos para dizer “não me sinto atraída por você”.

Porém, há vezes em que realmente gostamos do cara só como amigo. E qual o problema? É melhor ser amigo da garota que você está afim do que ela nem saber da sua existência, não?



Não existe relacionamento sem amizade e, portanto, cara alma desolada, se você já é amigo dela, pode-se considerar meio caminho andado. Pode ser que um dia você consiga ou não o que tanto deseja.



Já li muito por aqui “a garota que eu gosto só sai com idiotas. Ela só escolhe os caras errados”. Recalque, não? Idiotas ou não, o que é muito relativo, ela está sempre saindo com alguém e você está aí, sempre chupando dedo, né? Talvez quem esteja escolhendo errado seja você.

E desculpe te informar, mas ela não é uma piranha, nem uma vadia e nem a pior pessoa do mundo porque não te quer. Assim como você também tem todo o direito de não querer ficar com uma menina, sem ser gay. Direitos iguais! Ser legal com alguém não te dá o direito de cobrar nada. Tem pessoas que são legais e ponto. Elas não estão te iludindo nem nada parecido. Se você se sente usado, porque a pessoa não correspondeu as expectativas que você criou, A CULPA É SUA!

Ainda há a possibilidade da garota não ter a mínima ideia que você é afim dela e por isso as coisas não saem da inércia. Se este é o caso, fale com ela. Na pior das hipóteses, o que ela vai falar é o que você já esperava, aí você finalmente vai poder parar de mimimi e partir para outra.

Em suma, Friendzone é um termo criado por caras que foram incapazes de ficar com as meninas que queriam.

Mas fique de olho e FUJA, caso:

- você tenha deixado claro que está afim e ela finge que não sabe só para te manter por perto, porque isso faz bem p/ ego dela.

-ela te chame p/ sair e peça p/ você chamar uns amigos. Ela só está te usando p/ se aproximar do cara que ela está afim.

-você a conheça tempo suficiente para perceber que não se encaixa no padrão (todo mundo tem um) dela. Por mais legal, divertido, fofo que você seja, não é o tipo dela. Conforme-se.


- ela seja ‘legal’ demais para dizer não, e vá te enrolar até que você se toque sozinho.

- ela fale de outros caras com você.



E vocês, acrescentariam o quê à lista?


domingo, 26 de agosto de 2012

Keane e Maroon 5 no Rio

Olá,

como disse no último post, hoje contarei como foi o show do Keane e do Maroon 5 que rolou ontem na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

Faltando uma hora para o horário marcado no ingresso (21h30), chegamos na HSBC com aquela fila gigantesca do lado de fora, como de costume. Até entrarmos, fazer um pipi stop com filas imensas só nos banheiros femininos as usual estávamos escutando alguém no palco, e eu nem sabia que o Javier Colon who? ia se apresentar também.

Cheguei na última música, quando ele fez um cover de Fix you do ColdplayZzzZ. A Arena inteira cantando o refrão com ele ficou muito bonito e esse cara (que participou do The Voice, salve google!) realmente tem uma voz belíssima.

Meia hora depois, entra o Tom Chaplin com todo seu formoso sotaque britânico segurando a bandeira do Brasil que mesmo sendo clichê, eu sempre acho bonitinho cantando You are young para a minha alegria, já que sou mais fã do Keane do que do Maroon 5...

Logo depois eles tocam Everybody's changing para o deleite de todos, seguida de Bend and Break, Nothing in my way, Spiralling, Silenced by the night, a animada Is it any wonder?, a baladinha We Might as Well Be Strangers, a melhor do novo cd Sovereign Light Café, a lindinha This is the last time, a aguardada e mais cantada Somewhere only we know, Crystal Ball e, para minha tristeza, a última música, mas para minha alegria, minha preferida: a linda, maravilhosa, encantadora BEDSHAPED *-*


Acho meio nonsense embora eu faça isso direto atribuir o adjetivo fofo para pessoas que eu sequer conheço, mas acho que fofos, neste caso, define não só o show do Keane como o Chaplin também. Eles estavam realmente satisfeitos com o público, e deixa eu ser clichezona agora: a energia estava ótima =D (trocar energia por 'vibe' é mais ou menos tosco?)

Já tendo ficado imensamente satisfeita com o primeiro show, que podia ter sido um pouco maior, era a vez do tão aguardado momento. Adam Levine e sua voz de gás hélio, que só nele isso é sexy e marca registrada entra no palco com Payphone.

A gritaria e a empolgação continua com Makes me Wonder, Lucky Strike e a primeira canção de Songs about Jane, Sunday Morning.

If I Never See Your Face Again, Wipe Your Eyes e Harder to breathe antecedem a melhor música deles (para mim, obviamente): Won't go home without you.

Wake Up Call, One More Night com meia hora de oh yeah, Hands All Over, Misery, a com coraçõezinhos This Love, Seven Nation Army com o Adam se exibindo na bateria e a versão acústica prefiro a original! e cantada como hino, She Will Be Loved antecedem o bis.

Ainda com camisa para tristeza das fãs, Adam volta para terminar com Stereo Hearts; a preferida dele, Daylights; mais um cover, Don't you want me (The human legaue cover); a só assim p/ ficar boa Sexy back (do Justin Timberlake) e a dançante, Moves like Jagger.

Keane e Maroon 5 no mesmo dia não poderia ter sido mais perfeito. Valeu cada centavo gasto, inclusive a dor nas juntas que nem velho e até o o salsichão suspeito que eu comi no desespero da fome enquanto esperava por quase 1h meu pai no trânsito infernal da saída do show...

Que venham os próximos!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As irmãs Brontë, Shakespeare, Allan Poe e algumas curiosidades

Hello,

embora já tenha mencionado A vida secreta dos grandes autores neste post resolvi aproveitar a brecha para falar um pouco mais de algumas curiosidades de determinados autores ou seja, meus preferidos e recomendar suas obras porque já percebi que vocês gostam dos posts literários afinal, são os que me rendem mais acessos.

William Shakespeare

Longe de querer bancar a intelectual ou qualquer coisa do tipo, eu realmente gosto de suas histórias. Seja lá quem tenha sido Shakespeare (saiba mais aqui), ele era brilhante e bem safadjeeenho também.

Dizem (pelo menos é o que eu li no livro já mencionado acima) que o bardo furou o olho de seu companheiro de palco, Richard Burbage ao entreouvir seu colega marcando um encontro com uma dama que morava perto do teatro. A moça em questão, disse ao ator: "Anuncie-se como Ricardo III", então o safadjenho chegou primeiro, forneceu a senha e aproveitou. Quando Richard apareceu pouco tempo depois, o bardo tinha deixado um recado p/ amigo: "William, o Conquistador, chegou antes de Ricardo III". Trollagem do século or what?

Há quem acredite que o bardo jogava nos dois times também. Alguns acadêmicos que acreditam nessa hipótese apontam que 126 sonetos foram dedicados a um homem, conhecido apenas como Belo Jovem (Fair Youth) ou Belo Senhor (Fair Lord). A única edição dos sonetos publicadas durante o seu tempo é dedicada ao misterioso "Sr. W.H." e em seus testamento, deixou quantias em dinheiro aos seus amigos John Heminges, Richard Burbage e Henry Condell para que comprassem aneis memoriais para comemorar a sua estreita amizade. Hmmmm significa?

O que ler?

Embora suas comédias sejam excelentes, suas obras mais renomadas são as tragédias, então recomendo Otelo que tem o vilão mais fdp pior de todos, o Iago. Mas todos os livros dele são bons ;D

As irmãs Brontë

Charlotte, Emily e Anne eram filhas do pastor evangélico Patrick Brunty, que mudou o sobrenome da família em homenagem ao heroi da marinha britânica Lord Nelson, aka Duque de Brontë. O chefe da família era meio 'pancado' e constantemente deixava seus seis filhos por conta própria, como não tinham muito o que fazer, divertiam-se inventando histórias.

Das três irmãs, Emily era considerada a mais bonita pelos padrões da época, e Anne também era atraente. Já Charlotte era o 'patinho feio', como comentou um jovem que foi apresentado a ela numa festa - "Conheci a srta. Brontë esta noite e devo dizer que ela deveria ser duas vezes mais bonita para ser considerada feia". Isso que eu chamaria de uma baita fora sem perder a classe, não?

Embora fosse a mais bonita, Emily também era a mais excêntrica, famosa por ficar parada na janela durante horas. Uma vez, Charlotte a apanhou olhando pela janela e presumiu que estivesse observando as charnecas, mas só depois que notou que as venezianas estavam fechadas. Emily havia ficado parada durante seis horas observando as persianas brancas da janela.

Acton Bell, Ellis e Currer foram os pseudônimos adotados por Anne, Emily e Charlotte, respectivamente.

O que ler?

Senão me engano, Emily só escreveu O morro dos ventos uivantes que é um dos meus livros preferidos, e já teve um post só para ele.

Além de A Inquilina de Wildfell Hall, Anne escreveu Agnes Grey também, mas só li o primeiro e não gostei o suficiente para ler o outro...

Já Charlotte é autora de "O Professor" e "Villete", mas só me interessou ler o aclamado Jane Eyre (leia-se Jane Ér), que embora seja um pouco cansativo, é uma bela história.

Edgar Allan Poe

O 'pai da ficção macabra' tinha medo do escuro. É verdade, uma vez ele confessou a um amigo que acreditava que os demônios se aproveitavam da noite para enganar os incautos (imprudentes). Não é de se admirar tal fobia, já que foi educado em um cemitério, literalmente. Seu professor de matemática instruía cada criança a escolher um túmulo e, depois, a descobrir a idade do falecido fazendo a subtração do ano do nascimento e o ano da morte.

Acreditem se quiser, mas as aulas de ginástica também eram lá. No primeiro dia de ala, cada aluno recebia uma pá de madeira e eram enviados para escavar uma cova, quando um dos membros da paróquia morria.

O famoso corvo de Poe foi inspirado pela ave de estimação de ninguém mais ninguém menos que Charles Dickens, que aparece em seu romance Barnaby Rudge, o qual Poe resenhou. Quando os dois autores se encontraram, Dickens contou que seu corvo havia morrido (aparentemente, a ave bebeu a tinta de um tinteiro que Dickens havia deixado aberto) e Poe, voltou para a casa naquela noite e inseriu o personagem no já existente poema chamado To Lenore, que ele havia abandonado. "Lenore" rimava perfeitamente com "Never more", que se tornou o famoso mantra do corvo de seu poema.

O que ler?

Os livros que li de Poe, na verdade são compilações de seus contos, então vou recomendar os contos que eu acho mais interessantes:

- O Poço e o Pêndulo (para mim, é o melhor de todos)
- Ligeia
- Berenice
- Os fatos que envolveram o caso de Mr Valdemar (é a história é sobre a hipnose de um moribundo, sensacional!)

Você encontra esses contos em A carta roubada e Assassinatos na Rua Morgue.


Por hojé é só..

No próximo post, conto como foi o show do Maroon 5 e do Keane no Rio ;D

See ya ;*





domingo, 29 de julho de 2012

Criação

Olá,

bom, como estou sem ideia para pensar no tema da minha monografia, imagine para uma postagem para esse blog, então o texto de hoje é apenas mais uma criação das minhas horas de ócio e reflexão.


Criação

Deus criou a luz. Luz esta que de tão clara não ilumina, e quando forte, ofusca. Mas não acabou com a escuridão. Continua sendo mais escuro antes do amanhecer.

Houve separação entre águas e águas. Mas não do joio e do trigo.

Por que?

Criou o dia e a noite. Criou as estações. Criou os animais. Criou as pessoas.

Para que?

No sétimo dia, Ele descansou. O tempo é relativo.

Estaria Ele ainda descansando?

Ao pensar no sentido da vida, o mais perto de uma resposta que consigo é a definição de um dicionário – “Vida: espaço de tempo compreendido entre o nascimento e a morte”.

O que não é nem um pouco esclarecedor, então procuro por morte - cessação definitiva da vida.

Frustrante, não? Duas palavras tão fortes e tão cheias de significado resumidas a isso, mas talvez seja simples assim. Talvez não haja respostas para as grandes questões, nem um sentido divino.

Somos e simplesmente estamos.

Mas quem sou eu para questionar isso tudo? Logo um eu, com letra minúscula diante dEle.

Ele, O criador. eu, criatura.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A insustentável leveza do ser

Confesso que há não muito tempo, para mim, Milan Kundera era apenas mais um nome do pensador.uol com frases brilhantes. Um belo dia me recomendaram a leitura de "A insustentável leveza do ser", título este que sempre me intrigou, e o li há uns 4 meses e hoje vi o filme.

Surpreendentemente, por não ser o tipo de leitura o qual estava habituada, amei o livro!

Estamos acostumados com aqueles romances ideais, onde a traição põe fim aos relacionamentos e depois de sofrerem muito, as protagonistas sempre acham um homem que as coloque num pedestal, as ame incondicionalmente e que sejam fieis.

Kundera não. Todos os seus personagens são adúlteros e não por isso, amam menos ou o seu amor, não tem valor.

Abordando conceitos que vão do 'eterno retorno' de Nietzche, o último movimento do último quarteto de Beethoven, acasos, Édipo, Parmênides, o conceito de kitsch até a merda como problema teológico, Milan nos leva à reflexões profundas sobre o ser, sobre como conduzimos a nossa vida e o que nos motiva a agir de certa forma, através de Tomas, Tereza, Sabina e Franz. Isso soou petulante, mas enfim...

Tereza e Tomas são o exemplo de um dos casais mais imperfeitos que já li, mas com um amor infinito. Com eles aprendemos (por que não?) que a felicidade, para ambos, era estarem juntos - "A tristeza era a forma, e a felicidade o conteúdo. A felicidade preenchia o espaço da tristeza" e que "o amor é o desejo dessa metade perdida de nós mesmos".

Percebemos que com a traição vem a compaixão e que esse é o sentimento mais pesado para se sentir - "Não existe nada mais pesado que a compaixão. Mesmo nossa própria dor não é tão pesada quanto a dor co-sentida com outro, por outro, no lugar de outro, multiplicada pela imaginação, prolongada por centenas de ecos".

O que eu mais gostei foi poder mergulhar na vida dos quatro personagens e através deles, ser conduzida (convidada?) a pensar sobre assuntos que até então teriam passado batidos por mim. Muito delicado e muito bonito ;D

Já o filme...

Difícil adaptar uma história como essa, até porque o melhor dela está justamente na parte filosófica, nas referências.. Já no filme, isso se perde um pouco e acaba se tornando uma história sobre Tomas pegando geral e seus vários relacionamentos amorosos.

Se eu não tivesse lido o livro, provavelmente não teria gostado do filme. Teria achado longo demais, cansativo e chato. Não gostei da Juliette Binoche como Teresa, achei que ela fez papel de retardada, sinceramente. Os outros atores mandaram bem, só o Franz que teve uma participação muito secundária, poderia ter sido melhor aproveitado... Mas eu não entendo nada de adaptação p/ cinema...


Enfim, se for p/ comparar os dois, o filme ficou muito superficial.. Mas só vendo e lendo p/ saber, certo? Então, aproveitem as férias p/ isso ;D

That's all, folks :*

segunda-feira, 9 de julho de 2012

The Newsroom e Os imperfeccionistas

Não sou a primeira e nem serei a última pessoa do planeta a questionar completamente escolhas que fazemos da vida, principalmente quando se refere ao futuro profissional. Fiz a escolha certa? Combina comigo? Tenho talento para tal? Vou ganhar dinheiro? e a principal para mim: vai me fazer feliz?

Dalai Lama uma vez disse (frase batida de internet, nem sei se foi creditada corretamente, mas enfim) que o que mais lhe surpreendia na humanidade eram os homens "porque perdem a saúde para juntar dinheiro. Depois perdem dinheiro para recuperar a saúde e por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... E morrem como se nunca tivessem vivido."

Independência financeira e sucesso profissional parecem ser as prioridades do homem moderno (desculpem-me pelo pedantismo), mas isso tudo só me faz questionar 'p/ quê'? Vou acabar apelando p/ clichê que a realização pessoal não tem preço e dinheiro é consequência, e talvez eu prefira acreditar mesmo nisso já que escolhi me formar em jornalismo.

Decisão esta que constantemente questiono e tenho uma relação de amor e ódio que não consigo explicar. Ser formador de opinião é uma grande responsabilidade e é tão bonito, né? Servir de intermediário entre o poder público e o povo, denunciar e a maior ambição de todos nós: fazer a diferença. Mas chega de idiossincrasias por aqui, hoje vou recomendar um livro e uma série que pelo menos p/ mim, mostram bem os sentimentos descritos acima ao falarem da rotina de jornalistas em diferentes setores de suas respectivas redações.


Sinopse: Acompanhe os bastidores de um canal de notícias a cabo ficcional na nova série de Aaron Sorkin (The West Wing). Jeff Daniels é Will, o âncora das notícias, personagem que precisa juntamente com sua equipe, colocar no ar todos os dias os acontecimentos do mundo. Além de conviver com os obstáculos corporativos e comerciais, a equipe também deve lidar com os dilemas da vida pessoal de cada um.

-> Após a exibição de 2 episódios, a série já foi renovada para 2ª temporada, demonstrando que agradou até aqueles que não são da área, porque de fato é boa. Por enquanto só assisti ao primeiro episódio e achei excelente, pois já de cara aborda a repercussão de um jornalista (que até então nunca tinha dado sua opinião publicamente sobre nada) que resolve falar o que realmente pensa quando entrevistado num programa; a prioridade que se dá às notícias; apuração; rivalidade na redação; fontes e tudo aquilo que engloba a profissão. Vale a pena assistir ;D


Os Imperfeccionistas - Tom Rachman

Sinopse do Skoob: Numa redação em Roma, reúnem-se um freelancer em fim de carreira repleto de problemas familiares, uma editora paranóica que odeia seu trabalho, um jornalista mais preocupado com seu cachorro do que com o jornal, uma temperamental editora-chefe que acabou de descobrir que o marido é infiel... Estes e muitos outros precisam conciliar suas vidas particulares com a agitada rotina do trabalho. Com a Guerra no Afeganistão e Iraque, o colapso no clima e o paradeiro de Bin Laden ainda desconhecido, a equipe tem muito com o que se ocupar. Mas para os funcionários desta redação, a melhor manchete são suas vidas privadas. Este grupo imperfeito faz de Os imperfeccionistas mostra como de forma divertida e crua os bastidores do mundo das notícias. E seus arautos — a consciência moral de uma era —, os novos jornalistas.


-> Problemas financeiros, competição, entrevistas, revisão, editorias relegadas e relacionamento com fontes são alguns dos temas abordados em histórias que não só falam da rotina profissional de cada um, como também abordam como isso os afetam em suas relações pessoais. Entre um capítulo e outro, ele ainda conta a história da fundação do jornal e sua transformação através dos anos.

É interessante pois ele foca nos personagens e em suas vidas pessoais, tendo o jornal apenas como a única ligação entre todos eles. Deveria ser leitura obrigatória de tão bom que é! LEIAM!

E vocês, me recomendam algo?

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Famosos na infância

"As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental", já dizia Vinícius de Moraes e hipocrisias à parte, ele estava certíssimo. Não adianta vir com aquele papinho de beleza interior, porque na sociedade em que vivemos, beleza é o 'cartão de visita', é o que vai te impulsionar a conhecer alguém que você nunca tinha visto até então, e aí sim concluir se a pessoa é babaca, legal, etc.

Felizmente, o conceito de beleza é muito relativo, então não se desespere, mesmo que a sociedade não te ache um exemplo de beleza, sempre vai ter um maluco quem ache.

O post de hoje então, acaba tendo um objetivo motivacional na verdade, eu tô absolutamente sem criatividade alguma e achei isse num e-mail velho e de entretenimento, porque todo mundo tem um lado Sônia Abrão que adora saber da vida dos famosos e se regozijam quando percebem que eles são humanos como nós.

Já vimos alguns famosos na adolescência, então vejamos alguns outros na infância...


Angelina Jolie - tem cara de boneca desde pequena e não vou bancar a recalcada falando que ela tá magra demais e ficou com a cabeça desproporcional ao corpo, porque ela continua sendo a Angelina Jolie, casada com o Brad Pitt. Any other argument is invalid.


Jean Claude Van Damme - alguém poderia imaginar que com essa carinha de criança prodígio ele se tornaria um bam bam bam em artes marciais e acabaria fazendo filmes ridículos de ação?


Drew Barrymore - parecia um menininho travesso, e tirando a cara de garoto, pode-se dizer que travessa ela continuou, né? Tsk tsk tsk...


Michael Jordan - essa carinha de menino que engraxava os sapatos para ir a missa acabou se tornando o melhor jogador de basquete de todos os tempos.


Halle Berry - olhando esse rostinho de atriz de Carrossel, ninguém imaginaria que futuramente ela faria cenas tão sacanas quanto em A última ceia, não?


Eminem - com essa carinha de retardado, provavelmente sofreu bullying no colégio, revoltou-se, então resolveu exercitar os bíceps e cantar rap. Deu certo.


Julia Roberts - aposto que ninguém imaginaria que essa carinha de insuportável capeta se tornaria uma linda mulher, heim?


Keanu Reeves aka o cara que toda mulher quer levar para casa p/ cuidar - LINDO! (sem mais)


Leonardo DiCaprio - loirinho de olhos claros, rostinho angelical desde pequeno que cresceu e continuou com essa cara de bom moço, de 'genro que mamãe queria'. Booooooooooring!


Ricky Martin - esse menino fofo não se reprime mais e hoje vive la vida loca. Azar para as mulheres que poderiam ter alguma chance com ele not us, sorte p/s bofes né?


Mick Jagger - eu sei que é difícil imaginar que o dinossauro do rock já foi novo algum dia, mas o legal da internet é que a gente acha até fotos da era paleozoica, entãos eis a prova.


Freddie Mercury - impossível não reconhecer os dentões =D


Demi Moore - essa é a prova de que nem tudo está perdido!


Marilyn Manson - não sei se foi falta de Jesus no coração ou de porrada em casa que o deixou assim. MEDO Oo"


Jennifer Lopez - cara de criança deduro e que belisca os amiguinhos por debaixo da mesa, mas que quer pagar de meiga p/s mais velhos, sabe? Do tipo mais irritante mesmo... É, mas ela cresceu e hoje tá dando uns pegas no Rodrigo Santoro. Tem o meu respeito.


Tom Hanks - essa carinha de Cauby Peixoto não é que melhorou, mas recuperou a dignidade ao envelhecer...


George Clooney - ele é bonito. Fato. Charmoso. Óbvio. Sua mãe acha ele tudo de bom. Sua avó também. Você também acha. Embora não seja nenhum Johnny Depp, ou Hugh Jackman ou insira aqui seu sonho de consumo, ele continua sendo um dos caras mais cobiçados de Hollywood parece até que ele tem o poder de fazer mulher na menopausa voltar a ovular.

Meus leitores que me desculpem, por esse post absolutamente inútil e wannabe funny #Fail. Favor sugerir nos comentários sobre o que vocês gostariam que eu escrevesse =D

Hasta!