http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Novembro 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Inocência




Mais um texto meu (na falta de coisa melhor) e o blog tá de cara nova, o que vocês acharam?


Inocência


Ela era uma pequena menina (e não uma menina pequena) que ainda colocava uma meia em cima da lareira no Natal. Ela ainda seguia as pegadas na Páscoa em busca de seu ninho. Ela ainda colocava seus dentes de leite embaixo do travesseiro para ganhar dinheiro. Ela acreditava que seu primeiro amor ia durar para sempre.

Ela via sua mãe apanhar constantemente de seu marido e acreditava que um dia aquilo ia ter fim. Ela acompanhava os noticiários todo dia e ainda assim acreditava que a paz venceria a guerra e que os políticos corruptos pagariam por tudo que fizeram. Ela acreditava que ia mudar o mundo.

Seu irmão já tinha parado de acreditar há muito tempo. Debochava de suas utopias e não se chocava mais com a realidade. Ele se acostumou. Ele perdeu a capacidade de se revoltar, de chorar, de sorrir, de se alegrar. Tornou-se apenas mais um entre milhares de pessoas que se conformam e que passam pela vida. Vivem sem se deixar viverem.

Ela ainda acreditava que o sol ia nascer no dia seguinte, mesmo com o tempo dublado. Ela ainda acreditava que há um baú de tesouros no final do arco-íris. Ela ainda acreditava que sonhos podem se tornar realidade. Ela ainda acreditava.

Ela era só uma criança.

That's all..

;*

domingo, 20 de novembro de 2011

Os 10 mandamentos de Ozzy Osbourne



Para os mais conservadores já vou avisando, o post a seguir tem muito palavrão, pois reproduzi literalmente alguns trechos do livro do Ozzy.

Confie em mim, eu sou o Dr. Ozzy

Uma figura mitológica do rock dando conselhos sobre os mais variados assuntos me despertou uma imensa curiosidade, então eu comprei o livro. Só na introdução, eu já estava morrendo de rir com as histórias absurdas e reais das quase vezes que Ozzy morreu. Nem ele, nem os médicos conseguem explicar como um cara que já consumiu todos os tipos de drogas possíveis e imagináveis ainda esteja vivo. Com 62 anos, Ozzy hoje leva uma vida "saudável": parou de beber, de fumar, de se drogar e de comer carne porque segundo explica, ele não consegue mais digeri-la - "Finalmente abri mão dela há algumas semanas, depois de sair para comer um bife com o meu amigo Zakk Wylde. Daria na mesma se eu tivesse fechado meu cu com cimento, porque passei uma semana sem conseguir cagar".

Esta é apenas uma amostra do tipo de leitura que lhe espera ao decorrer do livro. Por mais louco e engraçado que o Ozzy seja, pelo incrível que pareça, todos os seus conselhos são coerentes. Por isso, resolvi postar os 10 mandamentos do "Príncipe das Trevas", porque pode muito bem ajudar a você, meu caro leitor.

-Seu médico já viu entrarem pela porta do consultório dele pacientes com o pau verde fluorescente e / ou animais de estimação enfiados no cu. Então, acredite em mim, qualquer coisa de errado que haja com você não é tão constrangedora quanto você pensa.

-Se você acha que o problema é a bebida, é a bebida.

-Ninguém tem uma família perfeita. Preocupe-se com problemas reais, não com o que os outros vão pensar.

-Se você encontrar um caroço - qualquer caroço -, não cutuque com uma agulha, não bata nele com uma marreta, não procure na internet nem pergunte ao Dr. Ozzy se você deve esperar que ele cresça até virar uma segunda cabeça. Vá ao médico verificar isso, agora. (E faça um exame todo ano, também.)

-Seus genes não decidem que você é - você decide. Se o Príncipe das Trevas conseguiu ficar são e sóbrio depois de quarenta anos de excessos, qualquer coisa é possível, porra.

-Pessoas que fazem você se sentir mal consigo mesmo, não são amigas suas de verdade.

-A maioria de nós é lunática pra caralho, de um jeito ou de outro. Alguns simplesmente escondem isso melhor do que os outros.

-Se você escreve para o Dr. Ozzy perguntando se alguma coisa é certa ou errada, já sabe que é errada.

-Todas as drogas são basicamente a mesma coisa - bebida, maconha, cocaína, heroína... o que for. Elas são apenas maneiras diferentes de escapar da vida. Então, antes de perguntar se "um pouquinho dissou ou daquilo é seguro se consumido com moderação, eis a minha resposta: faça o que você quiser, cara, mas não se engane. Você certamente não está enganando mais ninguém.

-Sempre peça uma segunda opinião - mesmo que isso signifique ligar para o seu médico pelo celular, de sete palcos abaixo da terra, para perguntar se ele tem cem por cento de certeza de que você morreu.

Quem diria que Ozzy lhe daria conselhos tão úteis, heim?

Bjocas

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pearl Jam na Apoteose



foto: Roberto Filho / AgNews

Pearl Jam nunca foi uma das minhas bandas preferidas. Aliás, até há uns anos atrás eu só conhecia de ouvir falar, sem nunca ter me interessado em ouvir as músicas. Até o dia que eu ouvi Jeremy no rádio e achei tão boa que me impulsionou a conhecer mais o grupo.

Confesso que estava apreensiva quanto ao show, porque uma das características do grupo é mudar completamente o setlist de um show para o outro. Isto é ótimo para quem conhece TODAS as músicas e é fã incondicional, mas embora eu conheça muitas músicas deles, não devo conhecer nem metade da discografia da banda e estava com medo que certas músicas ficassem de fora como aconteceu em uns outros shows.

Três músicas eu fazia questão de ouvir: Given to fly, Even flow e Black. Não por serem super famosas, mas simplesmente porque eu ADORO elas e me sinto bem sempre que as ouço. Minhas preces foram atendidas e elas foram executadas. Sou suspeita p/ falar, mas tenho certeza que se estas faltassem, as pessoas ficaram frustradas também.

O refrão de Even Flow sendo cantada a plenos pulmões por um Apoteose lotada de "grunges" com camisas de xadrez e/ou camisas da banda e/ou preto em sua maioria, foi indescritível. Aliás, a plateia do Rio foi incrível. Sabiam todas as músicas e mesmo depois que as músicas acabavam, o povo continuava cantando, o que deixou Eddie Vedder claramente emocionado.

Para mim, além das citadas acima, os sucessos que mais empolgaram a galera foram: Daughter, Elderly Woman Behind the Counter in Small Town, I believe in miracles, State of Love & Trust, Ole, Do the Evolution, Better man, Alive, Rockin' in the free world e a linda Yellow Ledbetter que encerrou o show, além de Mother, cover de Roger Waters, executada pelo Pearl Jam pela 1ª vez ao vivo.

Embora eu relute em dizer termos como este, darei o braço a torcer e digo: Eddie Vedder, seu lindo! Ele é extremamente simpático, foi muito bonitinho falando em português, além de dar vinho de sua garrafa p/ galera e ainda levantar a camisa do Brasil e dizer "I prefer this", depois de alguém ter tacado uma bandeira da França (se não me engano) no palco.

Sua voz continua tão boa quanto há 20 anos atrás, cantando perfeitamente todas as músicas sem nunca usar playback. Um artista completo!

Saí da Apoteose exausta, mas muito satisfeita e ainda mais fã do Pearl Jam, pois sabia que tinha acabado de ver um show histórico.

Setlist:

Unthought Known
Last Exit
Blood
Corduroy
Given to Fly
Nothing Man
Faithfull
Even Flow
Daughter
Habit
Immortality
The Fixer
Got Some
Elderly Woman Behind the Counter in Small Tow
Why
Rearviewmirror

bis
Come Back
I Believe in Miracles
State of Love & Trust
Ole
Do the Evolution
Jeremy

bis
Mother
Better Man
Black
Alive
Rockin' in the Free World
Indiference
Yellow Ledbetter

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Viva o pocket book!

Olá,

Mais uma vez o post é literário e não deixa de ser um teste também, pois tenho que fazer uma coluna p/ uma revista da faculdade (a 56ª que eu faço já hahaha) e gostaria que vocês, meus queridos leitores, ficassem a vontade p/ criticar, sugerir mudanças e/ou acréscimos ;D


Uma das coisas pela qual sou grata é o pocket book (livro de bolso). De verdade, além de obviamente pequenos, o que facilita na hora de guardar, são baratos e trazem grandes clássicos com textos na íntegra. São ótimos para ler no ônibus, durante aquela aula chata, no trabalho...

O injusto é que eles ficam relegados naquelas estantes giratórias que tem nos cantinhos das livrarias, não ganhando o destaque que merecem. O foco são os best-sellers como Crepúsculo, A Cabana, algum livro do Augusto Cury, alguma biografia de uma personalidade que acabou de morrer, livros de auto-ajuda e de padres e alguma ficção que está na lista dos mais vendidos do New York Times. Nada contra este tipo de literatura, mas o que me incomoda são essas pessoas que só leem o que está na moda para não ficarem por fora.

Quantas pessoas que você conhece leram "O Segredo" e acharam que a vida delas mudou depois disso? Dentre estas mesmas pessoas, quantas já leram um dos clássicos da literatura pelo simples prazer da leitura? É o apelo comercial, o modismo, que as motivam. Enquanto isso, nomes como Jane Austen, Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle, Charles Dickens, Shakespeare e tantos outros ficam sendo apenas nomes que as pessoas já ouviram falar, mas que nunca tiveram a curiosidade de lê-los.

O pior são aquelas pessoas que dizem que o livro preferido delas é "O Pequeno Príncipe" e para mostrarem que conhecem recitam frases célebres como "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Convenhamos que citar a obra de Saint-Exupéry é resposta de Miss em concurso, tornou-se um clichê. Mas isso já é assunto para uma próxima coluna...

Veja as obras que você pode adquirir por menos de 10 reais:

Histórias Extraordinárias
Edgar Allan Poe

Sinopse: O livro é uma coletânea de contos publicados entre os anos de 1833 e 1845, considerados clássicos da literatura de horror e policial. Há histórias instigantes, como 'Os Crimes da Rua Morgue'; 'Nunca Aposte sua Cabeça com o Diabo'; 'O Coração Denunciador'; 'A Máscara da Morte Rubra'.


O último adeus de Sherlock Holmes
Arthur Conan Doyle

Sinopse: Publicado inicialmente em 1917, o detetive e seu companheiro, Dr Watson, resolvem oito casos muito peculiares, que abrangem desde rapto e assassinato até furto e traição.

Histórias de Fantasmas
Charles Dickens

Sinopse: O grande escritor vitoriano, conhecido pelos romances que abordam a problemática social e retratam as dificuldades da infância, tinha um gosto especial por fenômenos sobrenaturais e histórias de fantasmas, especialmente as natalinas. Treze delas, incluindo "Fantasmas de Natal", estão reunidas nesta edição.

O Mercador de Veneza
William Shakespeare

Sinopse: Escrita provavelmente em 1594, é uma de suas peças mais encenadas e filmadas. Entre seus personagens, há Shylock, o usurário judeu que pretende usar a justiça para uma terrível vingança. A obra foi inspirada em duas fontes: Il Pecorone e Gesta Romanorum, conjuntos de contos antigos traduzidos para o inglês.

That's all for today ;D

Bjins