http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Setembro 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Rock in Rio, eu fui!



Olá,


Post previsível o de hoje, não? Mas é claro que eu não poderia deixar de falar do maio festival de música o qual eu tive a oportunidade de ir ontem. Acho que esse post pode vir a ser esclarecedor p/ quem ainda vai nos outros dias, então vamos lá!

Transporte:

Muitos ônibus saindo de 15 pontos do Rio o tempo todo. Fácil p/ ir. Eles param logo depois da HSBC Arena, então você anda pouco até a Cidade do Rock. Se não souber o caminoh, é só seguir o fluxo que não tem erro.
Comprei o Rio Card Rock in Rio, mas só usei na volta. O que você não usar desse cartão, eles devolvem o dinheiro ou é convertido p/ passe normal, após o término do festival. Este cartão poderá ser recarregado normalmente como os que a gente usa no dia-a-dia. Se você não comprar o cartão, vai ter que andar 2km na volta p/ pegar o ônibus. Com o cartão, você anda 250m e tem mais de 400 ônibus executivos esperando por você. Vale a pena!

Preços:

Obviamente, tudo é um absurdo de caro. As camisetas custam R$ 85,00 lá dentro, os chaveiros e bótons são R$ 15,00. Tem bolsas, bonés (R$ 45,00) e outras coisinhas caras tabmém..
Como vocês podem imaginar, as filas lá são quilométricas para tudo e por causa disso, eu desisti de comer lá. MUITA gente na fila do Bob's, filas confusas e comida cara! O cheeseburger lá é R$ 7,00, o Bob's picanha é R$ 12,00, o Milk-shake de ovomaltine é R$ 7,00 e a cerveja também. A pipoca é R$ 10,00 e a fila também é gigante. Então, tentem ir alimentados p/ lá ou levem biscoitos de casa ;D

Os shows

Cheguei lá por volta das 17h da tarde, então decidimos ir na montanha russa. Ficamos na fila por 2h e pegamos muita chuva (as atrações param com as chuvas e demoram mt p/ voltar a funcionar), mas foi legal. Tem um DJ bom na fila desse brinquedo, então me distraí ouvindo Green Day, Rolling Stones, Foo Fighters, Beatles, etc. Da fila também dava p/ ver o palco Sunset com o Milton Nascimento e a Esperanza Spalding.. Não posso falar desse show pq não prestei atenção, mas parece ter sido uma mistura interessante...

Saí da montanha russa e já estava na hora de começar as atrações no Palco Principal.. Já que estava lá, assisti ao NX Zero. Sabe que não foi tão ruim assim? Não curto as músicas e tal, mas eles são bons músicos e o Di é carismático. A apresentação foi curta, uns 40 minutos e terminou com "Razões e Emoções" que todo mundo conhecia.
Entre um show e outro levava uns 20 minutinhos p/arrumar o palco e tal. Felizmente, todos foram pontuais.

O Stone Sour foi a segunda atração da noite e até que surpreendeu. O rock deles é bem mais pesadinho, mas o vocalista (bonitão hahaha) parecia estar encantado por cantar p/ tanta gente e o povo tava bem animado. Valeu a pena conhecer o trabalho deles ;D

Às 10h da noite começou o show do Capital, e um Dinho desbocado (o normal) entrou muito empolgado cantando "Como se sente" do último álbum da banda. A apresentação só teve 1h, mas foi a mais cantada por todo mundo. Talvez com exceção da 1ª música, que por ser mais recente nem todos conheciam, de resto foi cantoria o tempo todo. Destaco "Que país é esse" que foi dedicada ao Sarney e 100 mil pessoas cantando "É a porra do Brasil" foi incrível. A indignação era geral, mas espero de verdade que não tenha sido só p/ fazer parte do show. 100 mil vozes revoltadas, mas dessas 100 mil, quantas não devem ter contribuído na hora de votar p/ eleger tanta merda?

Outra coisa legal foi o fato do Dinho ter homenageado o Rafael Mascarenhas (filho da Cissa Guimarães, que foi morto num acidente), que era uma grande fã do Red Hot e teria feito aniversário ontem, e dedicou a ele a música "Como devia estar". O fato dele ter dado água p/ pessoal da grade e ter pedido p/ pessoal parar de empurrar, demonstrou preocupação e carinho com a plateia.

O ponto alto do show foram as músicas da época do "Aborto Elétrico" como Música Urbana, Fátima e Veraneio Vascaína. Mas é claro que Primeiros Erros, Natasha, Independência e A sua maneira fizeram a alegria do povo.

Snow Patrol era a segunda banda que eu mais esperava, porque eu conheci o trabalho deles há muito tempo enquanto estava zapeando e parei p/ ver o V Festival em que eles tocaram. Comprei todos os CDs e virei fã da sutileza e "fofura" das músicas. Sim, as músicas são bem paradas e eu notei que foi o show mais desanimado, com gente dormindo, mas mesmo assim foi muito bom. Eles abriram com "You're all that I have" e encerraram com a famosa "Open your eyes" que eles erraram, mas que acordou os dorminhocos e fez um belo coro de encerramento. Eu particularmente gostei muito de Chasing Cars e Chocolate porque são as minhas preferidas há um tempo. A participação da Mariana Aydar em "Set fire to the third bar" também foi linda.

Red Hot Chili Peppers. O que eu posso dizer? Que foi absolutamente f*** demais quando o Anthony Kiedis subiu no palco e começou a cantar Monarchy of the roses? Ou que a galera foi a loucura quando logo depois ele tocou Can's Stop? Eu nem acreditei quando ele cantou Otherside (minha preferida), foi sem dúvidas o coro mais lindo do show.
Throw away your television, Under the bridge, Dani California e Higher Ground foram muuuuuuuuuuuuuuito legais ao vivo. Mas o ponto alto foi definitivamente Californication e By the way. Indescritível!

Antes do bis eu resolvi ir embora porque estava exausta e nem gostava das que eu sabia que ele ia tocar, então de muuuuuuuuuuito longe eu vi a 1ª música do bis (nem vi que ele homenageou o Rafael Mascarenhas, vi agora na net. MUITO legal da parte da banda ter feito essa mega homenagem) e escutei as outras 2. (Muita gente foi embora antes do show acabar p/ pegar o ônibus tranquilamente e não enfrentar um tumulto).

Resumindo: o Rock in Rio é uma experiência muito bacana e diria até obrigatória p/s fãs de música. É exaustivo, mas vale a pena. Se eu voltaria? Não sei, porque eu gosto de VER o show com conforto e nesse caso, eu basicamente ouvi e vi o telão, mas valeu pela energia que é.

Obs: a área VIP é muito afastada do palco, fica atrás de todo mundo, só é mais alto logicamente. Ficaria muito p*** em pagar quase mil reais (R$ 880,00 + um cartão que lhe dá direito a essa compra que custa R$ 79,00 eu acho) p/ isso.

Foi isso...

Bjsss

domingo, 18 de setembro de 2011

Bandas que você tem que conhecer

Olá,

Uow fiquei um tempinho sem atualizar, mas foi por uma boa causa, estava viajando.. Agora estou de volta e resolvi fazer um post musical, já entrando no clima do Rock in Rio (embora nenhuma das bandas citadas esteja na programação do evento).

Hoje falarei de umas bandas não tão conhecidas, mas cujo som vale a pena ouvir porque é bom. Simples assim.

The Kooks

As melhores bandas saem do Reino Unido. Isso é fato. Claro que existem bandas muito boas de outros lugares também, mas é incrível que 90% das que eu amo são de lá e eu não acho que seja coincidência... Esse é o caso dessa banda de indie rock / britpop (nomeiem como quiserem) cujo nome saiu da música “Kooks” de David Bowie.

Atualmente, a banda é formada por Luke Pritchard, Hugh Harris, Peter Denton e Chris Prendergast e já lançaram 4 álbuns, sendo o Junk of the heart o mais recente, lançado esse ano.

P/ quem quer conhecer, recomendo o primeiro álbum deles, o Inside in / Inside Out que traz músicas como Ooh La, Sofá Song e Seaside que são clássicas. Se você gostar dessas, certamente gostará de todas as outras.

Rooney

Um dos melhores exemplos de bandas boas que você conhece assistindo aos seriados adolescentes, no caso The O.C. Fiquei encantada ao ouvir I’m shaking na série, pois era tão animada e as músicas deles são tão agradáveis aos ouvidos... Eu me apaixonei pela banda e sempre recomendo àqueles que nunca ouviram falar. (E sim, caso vocês estejam se perguntando, o vocalista é o Michael Moscovitz do filme O Diário da Princesa)

Rooney é uma banda norte-americana que tem esse nome porque é o nome do diretor da escola do filme “Curtindo a vida adoidado”.

Recomendo o segundo álbum deles, o “Calling the world” que eu acho o melhor deles (mas Rooney e Eureka são ótimos também), pois tem I should’ve been after you e When did your heart go missing? que são excelentes ;D

The Fratellis

Quando eu ouvi Chelsea Dagger e Henreitta eu logo pensei que eram as músicas mais diferentes e até irreverentes que eu já tinha escutado. Dá vontade de levantar e cantar junto.. Em Chelsea então, você se sente no meio de uma grande torcida vibrando junto. Atualmente é uma das minhas bandas preferidas.

Fratellis é uma banda escocesa e seu nome é de origem controversa. Uns afirmam que vem do filme The Goonies, outros dizem que a banda seria originalmente um quarteto para tocar em casamentos. Uma entrevista para o jornal The Sun revelou mais tarde que o nome teria sido tomado do baixista Barry, cujo sobrenome original é Fratelli, e os outros integrantes da banda simplesmente tomaram-no como um pseudônimo. Segundo o Top of the Pops, a banda se formou por meio de anúncios publicados na mesma loja de discos.

Por enquanto a banda tem dois discos lançados, o Costello Music e o Here we stand que tem a minha música preferida deles, que é Acid Jazz Singer. Recomendo ambos porque são bem diferentes e muito muito muito viciantes!

Kaiser Chiefs

Mudando de canal eu vi um hiperativo Ricky Wilson se pendurando nos andaimes do palco p/ cantar The Angry Mob, senão me engano, e parei p/ ver. Gostei muito do que vi e descobri que uma música que eu já gostava, I predict a riot, era deles que eu tinha ouvido quando o McFly fez um cover.

Os membros da banda são torcedores do Leeds United, e resolveram mudar nome da banda (que se chamava Parva) inspirando-se no primeiro clube do então capitão do Leeds Lucas Radebe (Kaizer Chiefs Football Club).

Eu particularmente amo os álbuns Employment e Yours Truly Angry Mob e se eu tivesse que recomendar uma música de cada seriam Everyday I love you less and less e Everything is average nowadays, respectivamente.

Por hoje é só.. Ouçam ;D

bjins

sábado, 3 de setembro de 2011

Apunhalado

Olá,

Estou atualizando o blog hoje, para que ele não fique muito tempo sem atualização e para vocês não pensarem que sou relapsa, já que não estarei on-line (creio eu) nos próximos dias...

O texto de hoje foi o primeiro que eu escrevi (óóóóó) e relendo-o vi que estava uma bosta, então fiz umas adaptações (então imaginem como tava antes!), mas essência é a mesma... Então fiquem a vontade para criticar esse meu lado "pseudo-escritora-de-histórias-'macabras'-infanto-juvenil" ;D

Apunhalado

Ela está sentada na sala de aula, pensando na história que lera e lhe causara arrepios por toda pele. De repente, o que era ficção se torna sua realidade.

Eram 15h de uma tarde de sábado, quando ela tomou coragem para ir falar com Jack. Ele estava no beco, sentado, ouvindo música como sempre, mas algo ali estava diferente. O ambiente não estava mais alegre como sempre acontecia quando ele estava por perto e nem sua cabeça estava se mexendo, como ele o fazia ao som da música.

Jack estava imóvel, com os olhos arregalados e... Sem vida.

Michelle gritou ao constatar que ele havia sido apunhalado. Logo agora que ela finalmente havia tomado coragem... Quem poderia ter matado o cara mais adorável que ela já havia conhecido?

Mortificada e se triste como jamais havia se sentido na vida, Michelle andava pela rua quando se deparou com um panfleto de uma médium. Curiosa, decidiu guardar o papel, pois quem sabe lá ela encontraria o conforto e a solução que para sua angústia.

Desesperada, ela sofria em silêncio cada vez que o estranho desaparecimento de Jack era mencionado. Resolveu então, ir até a tal médium.

O local se chamava “Canal Aberto” e a médium era uma tal de Madame Betina. Ao ser atendida, deparou-se com um verdadeiro clichê: uma senhora muito maquiada, com uma espécie de turbante na cabeça, roupas coloridas e uma cabeluda verruga no queixo. Logo foi tirada de seu devaneio pelo olhar inquisitivo e a pergunta que pairava no ar – “Em que posso ajudar?”.

“Meu amigo foi assassinado e eu queria saber se eu teria como falar como ele...”, respondeu Michelle, se dando conta de como aquelas palavras soavam absurdas quando ditas em voz alta.

Sem dizer nada, a Madame a conduziu a uma sala escura, com paredes vinho e cortinas pesadas de veludo em cor de sangue. Acendeu velas e fez um desenho no centro. O ambiente parecia com um bordel em estilo gótico (se é que isso existe), mas mesmo assim não falou nada. Madame Betina começou a ler um livro antigo em latim, e depois entoou um cântico triste numa língua desconhecida.

As velas se apagaram e uma luz forte surgiu no centro da sala. Aos poucos a luz foi tomando forma humana e lá estava ele. Olhos negros inconfundíveis, que embora ele fosse o espírito ali, ainda assim podiam ver através de sua alma, tez pálida, cabelos desgrenhados, barba por fazer e aquele ar de torturado que só ele tinha.

Madame Betina avisou que ela teria um minuto para falar com ele e se retirou do aposento.

A chance que ela tinha para falar tudo que ela queria era aquela. Queria se desculpar por ter deixado seu corpo no beco e não ter avisado a ninguém, queria prometer que lhe faria justiça, queria dizer aquilo que sempre esteve em seu coração, mas que sua boca nunca ousou dizer. Trinta segundos já haviam se passado, e até agora não falara nada. A enxurrada de lágrimas sufocara sua voz. A luz dele já estava se apagando, mas o breve fitar de olhos entre eles disse muito mais do que qualquer mil palavras poderiam ser capazes de expressar.

A luz apagou e ela soube que ele se fora para sempre.

Abalada, foi ao beco para ver se seu corpo ainda estava lá. Ajoelhou-se sobre ele e nem notou uma sombra que se aproximava por trás dela. Só sentiu uma dor aguda nas costas e tudo ficou preto.

Satisfeito o maníaco saiu do beco, limpando sua faca, sem ser notado. Já matara sua segunda vítima do dia, só faltavam mais duas para o ritual...

Michelle não morreu de imediato. Ainda teve breves segundos de consciência do que havia acontecido e ao olhar o corpo o qual estava abraçada, ficou feliz, pois finalmente se uniria a ele e conseguiria dizer o que a impulsionara a ir ao beco desde antes.

É isso..

Bjss