http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: Abril 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Viva às novas regras! Viva?

Olá,

as novas regras gramaticais já estão aí há pouco mais de um ano, mas a gnt ainda não se acostumou com elas, né? Então nesse post, vcs vão conhecer um pouco dessas novas regras (prestem atenção no início do texto) e um pouco do vocabulário lusitano ;D



O contrarregra é contra as novas regras do português. A menina agora usa minissaia. Meu benquerer não gostou das mudanças. O mandachuva não ficou tranquilo ao pular de paraquedas, sentiu enjoos, pois não se sente confortável em voos. A feiura ficou mais feia sem o acento. O gênio pode ser génio assim como o fato pode ser facto, e o cocô pode ser cocó, mas não o meu. Há algo muito estranho em cinquenta pinguins comendo linguiça tranquilamente. Em um ato heroico, salvaram o paranoico de ser atacado pela jiboia...

O novo acordo ortográfico foi firmado entre Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil. Para quê?
Pesquisando sobre isso, achei a seguinte justificativa: “(...) a reforma trará maior integração aos países que falam o Português. Até mesmo o comércio é prejudicado pela variedade de regras de país para país. Um simples livro não pode ser comercializado em qualquer parte do ‘mundo português’ por causa das diferenças, o que poderá ser feito a partir de 2010, pelo menos no Brasil”.

As diferenças continuarão existindo, principalmente por causa do vocabulário que continua bem distinto. Por mais que a grafia possa diferir de um país para o outro, a compreensão do texto não fica comprometida por isso. A mensagem é entendida.

Embora, caso você decida ir p/ Portugal, possa haver umas confusões... Por exemplo: se te chamarem de “Betinha”, você não vai entender. Se te chamarem de galinha então, você vai ficar ofendida. Comer “pastilha plástica” e “carcaça” então seria algo estranho.

Torço para que o vocabulário não seja unificado, pois jamais me adaptaria a ir à farmácia quando “estiver com histórias” p/ comprar “penso higiênico”, tomar uma “pica”, entrar na “bicha” para comprar “cacete”, ver “canalhas” e “putos” na rua, “fufas” e “paneleiros” entre tantas outras divergências.

Padronizar a língua entre países que nós nem sabíamos que existia será bem rentável.
É só olhar nas prateleiras das livrarias e ver quantos livros ensinando as novas regras já foram lançados. Além de novos dicionários e gramáticas também.

O método mais eficaz para se escrever corretamente é o hábito da leitura, pois de tanto lermos as palavras, o nosso cérebro acaba decorando a grafia correta com a memória visual. Não vejo como isso irá facilitar a vida das pessoas, pois se essas já tinham dificuldade em escrever corretamente com as antigas regras, quiçá com as novas.

A vida era mais fácil quando farmácia era com ph e “ele” tinha acento circunflexo...

“Andei a apanhar papéis” nesse texto, então minhas “bacoradas” ficam por aqui. Quem não gostou, “desamparam-me a loja”.

Vocabulário:

Betinha = patricinha
Andar a apanhar papéis = viajar na maionese
Galinha = tagarela
Cacete = bisnaga (pão)
Carcaça = pão francês
Vigiar = ficar de olho
Pica = injeção
Canalhas = grupo de crianças
Putos = adolescentes
Penso higiênico = absorvente feminino
Bicha = fila
Estar com histórias = estar menstruada
Fufa = sapatão
Paneleiro = homossexual
Pastilha plástica = chiclete
Bacoradas = o que não tem nada a ver
Desamparam-me a loja = vai catar coquinhos!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Musas inspiradoras



Um poema, uma serenata na varanda e grandes gestos de amor parecem coisa de cinema e de fato são, mas que garota nunca imaginou ser a musa inspiradora de alguém?

Algumas mulheres inspiraram grandes músicas, mas quem são elas? O que fizeram para arrebatar esses homens e se tornarem protagonistas das mais belas canções de amor? É isso que vamos descobrir...

“Layla” é mundialmente conhecida na voz de “Derek and the Dominos”, mas foi Eric Clapton quem a escreveu pensando no seu amor não-correspondido por Pattie Boyd, a então esposa do seu melhor amigo, George Harrison. A eterna busca espiritual e a infidelidade de George fez com que o casal se separasse em 1974 e ela acabou se casando com Eric cinco anos depois.

Clapton acabou dedicando outras músicas à amada como “Wonderful Tonight", “Pretty Blue Eyes", "Golden Ring", "Never Make You Cry", "Pretty Girl" e inúmeras outras canções, mas devido à violência, o alcoolismo e uma série de casos e filhos ilegítimos, eles acabaram se divorciando em 1988.

Já foi afirmado que John Lennon e Mick Jagger também flertaram com Pattie, sendo que este último admitiu que tentou seduzi-la por anos, mas falhou. Quem conseguiu foi seu colega de banda, Ronnie Wood que teve um caso com ela, após seu divórcio com Harrison.
Porém, a musa inspiradora de tantos cantores acabou partindo o coração de Ron e daí ele compôs “Breathe on me”.

Um dos maiores sucessos de Michael Jackson também foi inspirado nas mulheres, só que dessa vez eram as fãs. “Billie Jean”, segundo Jackson, foi baseado nas groupies que ele e seus irmãos encontraram quando faziam parte do The Jackson 5. Já seu biógrafo, J. Randy Taraborrelli, diz que a música veio de uma experiência do cantor ao receber uma carta de uma fã informando-o que ele era o pai de um de seus gêmeos. Acostumado a receber várias cartas do tipo, ele a ignorou, mas continuou a receber mais cartas dela até que um dia recebeu um pacote com a foto de uma fã, uma carta e um revólver pedindo que ele se matasse em um determinado dia e em um momento específico. A fã faria a mesma coisa uma vez que ela tinha matado seu bebê. Ela escreveu que, se eles não poderiam estar juntos nesta vida, então estariam na próxima. Mais tarde, os Jacksons descobriram que a fã havia sido mandada para um hospital psiquiátrico.

Rod Stewart canta sobre a primeira mulher com quem teve relações sexuais em “Maggie May” que foi seu primeiro sucesso significativo como artista solo. Já Adam Levine do Maroon 5 canta histórias sobre sua ex-namorada em “Songs about Jane”, o primeiro álbum da banda.



A primeira atriz a receber 10 indicações ao Oscar, Bette Davis, acabou inspirando Donna Weiss e Jackie DeShannon a escreverem “Bette Davis Eyes”, mas a música ficou conhecida na voz da cantora Kim Carnes. Madonna também homenageia a atriz em seu hit “Vogue”, ao falar de várias estrelas do cinema e seu nome também é citado em “Desolation Row” de Bob Dylan.

Obviamente não poderia deixar de citar as famosas músicas do quarteto de Liverpool, como “Dear Prudence” que foi inspirada na irmã da atriz Mia Farrow, a Prudence Farrow. Ela não participava das atividades com as outras pessoas do grupo de meditação transcendental com o Maharishi Mahesh Yogi, ficando enclausurada em seu quarto o tempo todo. John
tentou alegrá-la cantando canções dos Beatles e fazendo suas palhaçadas. Resolveu então, fazer esta música para que ela abandonasse a sua solidão e viesse participar das outras atividades do campo ("to come out to play"). Durante essa visita a Índia, Lennon também compôs “Julia” para sua mãe que morreu atropelada quando ele tinha apenas 17 anos.

Já Paul dedica música até para sua cachorra em “Martha my dear” e em “Lovely Rita”, ele fala de uma mulher guarda de trânsito e do afeto do narrador por ela. Não se iludam com “Michelle” que nada mais é que uma palavra que Paul encontrou para a música que ele já tinha escrito com palavras em francês, mas provavelmente foi inspirada em Jane Asher que era sua namorada da época.

Camilas, Danis, Natashas, Fátimas, Anna Julias, Carlas são nomes de musas inspiradoras ou personagens, ou simplesmente o que combinava com a música e com o tempo, mas não fique chateada se você nunca foi musa inspiradora de alguém, afinal isso é muito melhor que ter coisa do tipo “Musa do verão” dedicada a você.

É isso...

Feliz Páscoa e muitos cholatinhos p/ todos vocês ;D

bjs

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Roxette in Rio



Há alguns anos atrás, uma possível volta do Roxette seria praticamente impossível, uma vez que a vocalista Marie Fredriksson teve câncer no cérebro e os médicos só deram 20% de chance a ela na época. Mas graças a Deus ela se recuperou, e a dupla voltou com tudo em seu novo cd Charm School e animaram o público do RJ com seu setlist cheio de revivals.

A banda de abertura foi a Rajá que é muito boa. Gostei das músicas próprias, e o cover de “Use somebody” do Kings of Leon foi ótimo também. Recomendo ;D

Deve ter sido a primeira vez que eu fui a um show e não saí com aquela impressão “putz, faltou tal música”, pois eles tocaram todas que eu queria ouvir.

Abriram o show com “Dressed for success”, seguida de “Sleeping in my car” e “The big L” animando bem a galera. Embora a Marie não consiga mais atingir as notas mais altas, ela não fica nada a dever a antigamente.

As baladas da dupla sem dúvida foram as mais cantadas e esperadas como “It must have been love”, “Spending my time” e a que nem estava no setlist, mas que as pessoas pediram e foram atendidas: “Listen to your heart” que teve uma falha no som, mas o público cantando junto amenizou o problema.

As surpresas que o público preparou, realmente os deixou bem felizes. Foi bem legal as bexigas em How do you do! e Dangerous. Os confetes em outras músicas e a cantoria do início ao fim fez com que a apresentação fosse memorável tanto p/ nós quanto para eles.

Ps: Gostaria de destacar o solo de guitarra de “Garota de Ipanema” e do Hino Brasileiro que foi lindo também.

Confira o setlist:

• Dressed for Success
• Sleeping in My Car
• The Big L.
• Wish I Could Fly
• Only When I Dream
• She's Got Nothing On (But the Radio)
• Perfect Day
• Things Will Never Be the Same
• It Must Have Been Love
• Opportunity Nox
• 7Twenty7
• Fading Like a Flower (Every Time You Leave)
• Stars
• How Do You Do!
• Dangerous
• Garota de Ipanema (guitar)
• Joyride

• Encore:
• Watercolours in the Rain
• Spending my Time
• The Look

• Encore 2:
• Way Out
• Listen to Your Heart
• Church of Your Heart

É isso, gente

Bjs

segunda-feira, 11 de abril de 2011

E agora, Drummond?

Olá,

Gostaria de começar esse post pedindo um favor a vocês. Meu amigo Julian está participando do Music for the Earth e precisa que você façam o download de sua música para que ele vença esse consurso internacional. Não é porque o cara é meu amigo que eu estou divulgando, mas é porque ele é muito talentoso. Ao ouvir sua música, The Green World parecia que eu estava ouvindo uma canção do Bob Dylan, sério.

Então a todos vocês que apreciam uma boa música e querem conhcer (e ajudar) um talento, por favor façam o download e divulguem ;D É só clicar aqui =D



Já vou avisando que o texto é longo, mas gostaria que vocês lessem até o final e comentassem dizendo o que acharam. Faço alusões a vários textos do poeta, enfim, essa é só uma tentativa de homenagear um dos meus autores preferidos ;D

E agora, Drummond?

Em 31 de outubro de 1902, um anjo torto envia Carlos para ser gauche na vida. Nasce um poeta em Itabira. Em Itabira, nasce um poeta. Filho de Carlos de Paula e Dona Julieta Augusta, Drummond sai de uma cidadezinha qualquer e vai estudar em Belo Horizonte.

Depois de ter estudado no Colégio Arnaldo da Congregação do Verbo Divino, muda-se para Nova Friburgo onde será aluno do Colégio Anchieta da Companhia de Jesus. É expulso por “insubordinação mental” e tal episódio influenciou sua vida, fazendo com que, segundo ele, perdesse a fé, tempo e a confiança na justiça daqueles que o julgaram. Nem os jesuítas poderiam imaginar que expulsariam um futuro grande poeta, cronista e contista. “Êta vida besta, meu Deus!”.

Para ter um diploma, formou-se em Farmácia, mas nunca chegou a exercer a profissão para “preservar a saúde dos outros”. Como redator-chefe do “Diário de Minas”, publicou seus primeiros trabalhos na seção “Sociais” e mais tarde, fundou com outros escritores, “A Revista”, que teve três edições e firmou o modernismo em Minas. Casou-se com Dolores Dutra de Morais e com ela teve sua filha, Maria Julieta que foi sua grande companheira ao longo de sua vida. Drummond morreu 12 dias depois de sua filha.

O homem das sete faces expressou os grandes acontecimentos do mundo e sentimentos humanos como ninguém. Em “Mãos Dadas”, por exemplo, Drummond nega as atitudes que o tirariam de viver a realidade presente como o sentimentalismo, as drogas, a solidão, o suicídio... Ele enfatiza a importância de viver o aqui e o agora, juntos, de mãos dadas. Já em “Quadrilha”, ele fala sobre desencontros amorosos com uma ironia que lhe é tão característica e que ao mesmo tempo descreve tão fielmente o que acontece na vida.

“E agora, José?” e “A morte do leiteiro” falam da realidade dos brasileiros. No primeiro, o José representa cada brasileiro (“e agora, José? / e agora, você?”) que vem resistindo à conjuntura da época e está sem rumo, mas que mesmo assim continua lutando diariamente para sobreviver. A presença constante das perguntas representa uma dúvida existencial de como continuar vivendo nas atuais condições. O texto foi publicado na época do Estado Novo (1942), ou seja, a sociedade dessa época foi marcada pela repressão política, más condições de trabalho, modernização industrial, aumento das desigualdades sociais entre a classe opressora e a oprimida. No segundo, é ressaltado o clima de violência e medo em que vivemos, através da morte de um trabalhador honesto (o leiteiro), por ter sido confundido com um ladrão. Infelizmente, no Brasil é assim: primeiro mata, para depois se saber em quem foi, e o proprietário egoísta de má índole é exatamente assim.

O tenso momento histórico, no caso a Segunda Guerra Mundial, desperta em Drummond uma indagação filosófica sobre o sentido da vida, e nesse questionamento ele só encontra respostas pessimistas, mas ele chega a conclusão que o ser humano está sempre lutando para sair do isolamento, da solidão. É aí que ele começa a questionar a existência de Deus.

Além da guerra, Drummond fala também do desenvolvimento industrial, crise social e política, a mecanização do homem, o sistema capitalista a qual ele denomina “Grande Máquina”, que automatiza o homem e não resolve problemas como a fome em “Elegia 1938”. Elegia significa uma composição poética de cunho triste, com tema ligado à morte e o ano de 1938 foi um período de grande desenvolvimento industrial e crises que seriam precursoras da Segunda Guerra.

Futebol é paixão nacional e devia ser uma paixão do poeta também. Em “A prece do brasileiro”, Drummond começa rezando de um jeito bem formal pelo Nordeste, pedindo para que Deus dê um jeito na fome e nas secas que assolam a região e matam tantas pessoas e animais. No decorrer do texto, ele troca o pronome de tratamento e passa a usar o “você”, pois já se sente mais próximo de Deus, e aí começa um tratamento amigável, bem típico de brasileiro. É um diálogo que mesmo abordando questões sérias mantém um certo humor entre ambos, mas no final, ele acaba mudando para um assunto “mais sério, mais urgente” e pede para que o Brasil vença mais uma Copa (o texto é de 1970), já que independente de qualquer coisa, a vitória na Copa deixaria uma nação inteira feliz mesmo com todos os problemas sérios que a população enfrenta durante uma vida inteira. A prece de Drummond foi atendida e fomos tricampeões nesse ano.

A tranquilidade no cotidiano de uma cidade do interior é retratada em “Cidadezinha qualquer” com uma simplicidade textual que dá exatamente o ritmo de uma cidade interiorana e as saudades deixadas por sua pequena terra natal, são expressas em “Confidência do Itabirano” onde ele fala do que ele carrega consigo de sua terra e que “Como dói!” o fato de Itabira ser só uma foto na parede pare ele.
Um poema que mostra suas angústias e seu pessimismo é “Os ombros suportam o mundo”, onde ele fala da sua desilusão com a vida (“As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda”.) e que não há mais amor, que a vida apenas segue e as pessoas estão apáticas, pois seus corações estão secos e seus olhos já não choram.
O poeta encontra um consolo ao fazer uma flor brotar do asfalto em “A flor e a náusea” que representa o fim da opressão da realidade. É como se ele estivesse reprimindo coisas ruins por muito tempo e a flor nascendo no asfalto fosse uma libertação, ele respirando e mostrando ao mundo que ainda há esperança.
Em seus primeiros livros, o itabirano tratava o amor com ironia e mais tarde, tentando capturar a verdadeira essência desse controverso sentimento, ele vai passar a retratá-lo como desejo, paixão beirando ao erotismo, como nos poemas de “O amor natural”.

Amar e não ser correspondido é a temática de “Memórias” e em “As sem-razões do amor”, Drummond chega à conclusão que simplesmente não há razão para que amemos uma pessoa, “Eu te amo porque te amo” e isso basta. Nesses poemas o amor é “cantado” de uma forma tão sutil e delicada que contrasta com “Amor – pois que é a palavra essencial”, por exemplo, onde o autor já começa a falar do amor de uma forma erótica e sensual, como nos versos “Amor, guie o meu verso, e enquanto o guia, reúna alma e desejo, membro e vulva”.

Drummond era pornográfico, mas docemente pornográfico.

Já em “Resíduo”, ele fala das coisas que permanecem mesmo depois que morremos. “Fica um pouco de teu queixo no queixo da tua filha”, fazendo menção à hereditariedade, pois de tudo fica um pouco e como ele disse tão bem em “Ausência”, “Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim”.

Os ombros de Drummond suportaram 85 anos nesse mundo, mas embora ele não esteja mais aqui fisicamente, ele ficou. Pois de tudo fica um pouco. E o homem que se recusava a ser o poeta de um mundo caduco, deixou suas palavras findas e lindas que já estão eternizadas.


Beijos para quem leu até aqui e comentou ;D

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia do Jornalista



Eu sempre tive a ambição de ganhar dinheiro, mas contraditoriamente eu acabei escolhendo o jornalismo. Acho que o fascínio e o glamour das comédias românticas (reparem que em 90% desses tipos de filme a protagonista normalmente é jornalista) me estimularam a procurar saber mais um pouco sobre a profissão e acabei me identificando, afinal falta de rotina e escrever são duas coisas bem atraentes num trabalho (pelo menos para mim).

Trabalha-se muito e se ganha pouco. Enfrentamos todos os tipos de perrengue para fazer uma matéria e vocês não sabem como é difícil fazer um texto bom e diferente daqueles que vão sair em todos os outros lugares num tempo tão curto. São desafios diários, mas é uma carreira viciante. Você sabe que provavelmente nunca vai ficar rico trabalhando numa redação, mas dificilmente você vai querer fazer outra coisa uma vez que experimenta essa “cachaça”, como dizem.

Hoje é o nosso dia! Para homenagear os profissionais dessa área, separei umas frases clássicas do jornalismo que eu achei no tumbrl do @Eloy_Vieira. São geniais ;D

“Ser assessor de imprensa vale a pena quando a grana não é pequena” (Fernando Pessoa)

“Tinha uma pauta no meio do caminho” (Carlos Drummond de Andrade)

“Os preguiçosos que me perdoem, mas checar informação é fundamental” (Vinícius de Moraes)

“Há mais coisas entre os donos de jornal e os políticos do que sonha a nossa vã filosofia” (William Shakespeare)

“Pauta que nasce torta nunca se endireita” (Compadre Washington)

“Eduquem os focas e não será preciso castigar os leitores” (Pitágoras)

“Deadline é fogo que arde sem se ver” (Luís de Camões)

“A folga é uma das principais representações de prazer do jornalista” (Sigmund Freud)

“Penso no salário, logo desisto” (René Descartes)

“Ai, que penúria” (Narcisa Tamborindeguy)

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria dos jornalistas apenas trabalha” (Oscar Wilde)

“Dê uma chance aos estagiários” (John Lennon)

“Ser jornalista e não ser louco é uma contradição genética” (Che Guevara)

“Fodeu” (Jornalista desconhecido)

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, eu não consigo terminar esta maldita matéria” (Clarice Lispector)

É isso,

Bjss