http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Que venha 2012...



Olá,

último post do ano. E pelo que eu vi, nesse ano eu postei menos, porém espero que menor frequência tenha significado pelo menos um pouquinho mais de qualidade aos posts, mas isso cabe a vocês julgar...

2011 já está acabando e acho que falar que o ano passou voando já virou um clichê, mas para mim ainda é espantoso o quanto passou rápido. Quando estava no colégio, passava tão mais devagar.. Acho que tal velocidade, que é tão relativa, deve-se ao fato de que os anos posteriores ao colégio foram imensamente melhores do que àqueles acordando cedo para ir às aulas. Se essa velocidade que agora noto mais acelerada, é consequência da minha percepção de dias muito mais agradáveis, então é uma coisa positiva.

Espero sinceramente que este ano tenha sido tão bom p/ vocês quanto foi p/ mim e que 2012 seja ainda melhor. Que a ideia de recomeço, que só é determinada por uma mera virada da folha do calendário, sirva para que nos tornemos pessoas melhores e mais tolerantes, pois precisamos mudar a nós mesmos, para podermos realizar as mudanças significativas que ecoem no mundo. Que vocês consigam alcançar suas metas, traçar novas e alcançá-las também, pois esse é o nosso combustível e que sejam felizes sempre!

Como vocês bem sabem que eu adoro frase e pensamentos, encerro o post com algumas citações de ano novo ;D

"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos".
Luís de Camões

"No ano novo, tudo pode se transformar, os desejos são as mais belas obras desse evento anual".
Erasmo Shallkytton

"Entendamos como sinônimo de ano novo, oportunidade nova, e se ela for levada a sério, mudaremos nossos votos de prosperidades no começo do próximo ano, para festejarmos esta prosperidade já concretizada."
Ivan Teorilang

"Que o novo ano não seja como o outono da vida onde as folhas caem deixando apenas lembranças de dias bons e ruins, mas que seja como a primavera da vida que produz frutos e dos frutos sementes onde podem ser plantadas a cada dia e colhidas a cada amanhecer".
Jamesson Junior

"Que melhor resolução poderíamos tomar, na chegada do Ano Novo, do que a de ouvir nossos próprios desejos, que são meros mensageiros e nossas almas, e ter a coragem de obedece-los?"
Dr Bach

"O melhor do Ano Novo é a ignorância: não se faz idéia do que está por suceder". Thainá Mendonça

"Agora eu lhes pergunto, porque nós temos que deixar que se inicie um novo ano para tentar uma nova chance com a nossa vida? Porque precisamos deixar o tempo ditar as nossas regras e o modo pelo qual nós devemos viver?"
Bruno Sérgio Lima

(clique na imagem para ampliá-la)



Achei essas resoluções muito fieis à realidade. (isso foi postado no 9gag.com, que é o melhor site de humor atualmente, recomendo!)

FELIZ ANO NOVO! E QUE VENHA 2012!
Bjs

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Simplesmente Adele



Foi muito por acaso que eu conheci as músicas da britânica que viria a ter seu álbum como o mais vendido do século. Um colega me emprestou seu pen-drive e nele havia muitas músicas de artistas que até então eu não conhecia. Daí, Set fire to the rain, Turning Tables, Chasing Pavements, Rolling in the deep e Someone like you não pararam de tocar na minha playlist.

Tão jovem e tão sofrida. Ao ouvir Someone like you, é impossível não sentir todo o sofrimento de Adele. Ela consegue transmitir tão bem seus sentimentos, que dá vontade de abraçá-la e falar "Tudo vai ficar bem".

E a voz? Indescritível e única. Na minha humilde opinião, a Adele é a maior prova que jovens músicos ainda fazem música de altíssima qualidade e que não só há espaço para eles, como também, reconhecimento. Mesmo com Justin Bieber e coisas do nível, Rolling in the deep e seu álbum, "21", foram os mais vendidos no itunes, em 2011.

Tudo isso por que? Por mais que eu adore as excentricidades de Lady Gaga, Katy Perry e outras cantoras que se destacaram no cenário pop, eu sinto falta de músicas que dizem algo. Com letras bonitas, quase poéticas. Sinto falta de uma música bem cantada, com melodias simples, mas que são muito mais agradáveis aos ouvidos do que àquelas mega elaboradas. E por isso, agradeço à Adele.

//

Se você gosta da Adele, mas só conhece Rolling in the deep e Someone like you, eis àquelas que não viraram singles, mas que são tão boas quanto.

Meu Top 5:

-One and only
-I'll be waiting
-Cold Shoulder
-Right as rain
-Don't you remember

//

Se você não sabe o que vai pedir de Natal, eis uma sugestão: Adele - Live at Royal Albert Hall. O DVD vem com um CD e conta um setlist fantástico, o melhor de ambos CDs. O ponto que eu achei negativo é que ela conversa demais, e isso tira o embalo do show. Porém, os diálogos com o público são descontraídos e contam um pouco da história de cada música.

;*

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Novos seriados que valem a pena acompanhar



Novembro já chegou e já foi embora e com ele, a estreia de novas temporadas e de novas séries (isso só vle p/ quem vê as séries pela TV, e não pela net, o que ironicamente não é o meu caso, mas enfim...). Eu confesso que fico até meio perdida na hora de decidir quais séries serão as minhas novas eleitas e por isso, assisto o piloto de algumas.

Das séries novas, eu não gostei de New Girl. Nem me dei ao trabalho de ver os outros episódios, o que pode ter sido um erro, já que a maioria das séries eu não gosto do piloto, mas ao insistir, eu acabo virando fã. A série fala sobre uma garota esquisita uma que descobre que o namorado a traiu e por isso, precisa arrumar um novo lugar para morar. Ela acaba arrumando um lugar onde moram três homens: Nick, um barman; Schmidt, um conquistador profissional, e Winston, um jogador de basquete. Juntos, os amigos tentam ajudar Jess a aprender sobre o amor, a vida e principalmente sobre si mesma, enquanto ao mesmo tempo, eles aprendem mais sobre si mesmos.

*A série se propõe a ser uma comédia e eu não ri, por isso não passei do primeiro episódio. Achei chata e embora sejam só 20 minutinhos, me pareceu muito mais.

2 broke girls

Também não gostei do piloto, mas ao tuítar sobre isso, me convenceram a continuar que a série ia melhorar, e de fato, melhorou. Max veio de uma família pobre, trabalha como garçonete em uma lanchonete no Brooklyn onde faz amizade com Caroline, jovem que veio de uma família rica, mas que no momento está sem dinheiro. As duas planejam se tornar sócias de seu próprio negócio: uma loja de cupcake.

*Max é mais sombria nop jeito de se vestir, irônica, banca a mal-humorada, mas sabe rir de si mesma e da situação que vive. Interessa-se por caras errados e é apaixonada pelo seu amigo barman. Já Caroline é uma prozac humana, sempre enxergando algum potencial para o negócio de cupcake das duas, é uma empreendedora nata que possui um cavalo, Chestnut, de estimação. Além delas, o ponto alto é o Han Lee, um oriental fofinho, inteligente que quer ser "cool" e sempre tem ideias novas p/ lanchonete que são vetadas por Max. A premissa não é grande coisa, mas a dinâmica e o diálogo dos personagens são os pontos fortes dessa série.


The lying games / Ringer


As duas falam de irmãs gêmeas (uma rica e outra pobre) que trocam de lugar e uma (sempre a pobre que fica no lugar da rica) tenta entender os segredos obscuros da vida da mimada. Ringer é um The lying games p/ adultos e traz a volta de Sarah Michelle Gellar (eterna Buffy) às telas. Embora a atuação de Gellar seja medíocre, a história da série é envolvente e intrigante, tem tudo para ser um sucesso.

Já The Lying Games também é inspirada pelos livros da Sara Shepard (autora de Pretty Little Liars, que também virou série), logo, não tem como ser ruim. Um mocinho lindo e fofo, roupas magníficas e mansões, suspense.. A série é viciante! Tão boa quanto Pretty Little Liars ;D

Grimm

Sinopse: Lembra dos contos de fadas que seus pais contavam quando você era criança? Aqueles contos não eram meras alegorias, eram avisos. Nick Burkhardt (David Giuntoli) achou que estava preparado para a realidade de trabalhar como detetive policial até ele começar a ver coisas inexplicáveis. Tudo fica ainda mais complicado quando ele descobre ser um dos últimos descendentes de um grupo de caçadores sobrenaturais chamados “Grimms”.

*Pode ser que lembre Supernatural (nunca vi essa série a não ser por comercial), mas quem é fã das historinhas dos irmãos Grimm, vai adorar vê-las mais macabras. Os "monstros" são até toscos, mas um policial bonitinho investigando mortes/desaparecimentos causados por essas criaturas é bem interessante.

Bar Karma

Sinopse: Quando uma porta se fecha, outra se abre. E quando a porta abre-se para o bar mais misterioso do universo, coisas estranhas começam a acontecer. Bar Karma, é um boteco místico que viaja no tempo e no espaço, sem se prender ao tempo e espaço. Sua Happy Hour começa quando seus clientes entram. Assim quando eles precisam mais do que uma bebida forte as portas do bar se abrem. Em cada happy hour, os atendentes do Bar Karma servem de guia a uma alma perdida que está numa encruzilhada da vida. Usando visores misteriosos, eles vislumbram o passado, o presente e possíveis futuros. Alguns pensam que é o destino, outros acreditam que o livre arbítrio os levou ao bar. Mas nenhum deles irá passar pelas portas Bar Karma sem estar mudado para sempre.

*Quando eu estou a fim de começar a assistir uma série nova, eu vejo um nome diferente e leio a sinopse, e foi exatamente assim com Bar Karma. A série é extremamente interessante, porque por mais "syfy" que seja, todo mundo tem que fazer escolhas na vida, e a série mostra as escolhas que as pessoas fazem, mostrando a elas várias possbilidades e suas consequências, e a partir de suas escolhas, conseguimos identificar as prioridades na vida delas. Eu diria que tem um "quê" de espiritismo com ficção, e esse é o charme da série.

Espero que essas dicas sirvam p/ vocês curtirem ns férias ;D

Bjins

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Inocência




Mais um texto meu (na falta de coisa melhor) e o blog tá de cara nova, o que vocês acharam?


Inocência


Ela era uma pequena menina (e não uma menina pequena) que ainda colocava uma meia em cima da lareira no Natal. Ela ainda seguia as pegadas na Páscoa em busca de seu ninho. Ela ainda colocava seus dentes de leite embaixo do travesseiro para ganhar dinheiro. Ela acreditava que seu primeiro amor ia durar para sempre.

Ela via sua mãe apanhar constantemente de seu marido e acreditava que um dia aquilo ia ter fim. Ela acompanhava os noticiários todo dia e ainda assim acreditava que a paz venceria a guerra e que os políticos corruptos pagariam por tudo que fizeram. Ela acreditava que ia mudar o mundo.

Seu irmão já tinha parado de acreditar há muito tempo. Debochava de suas utopias e não se chocava mais com a realidade. Ele se acostumou. Ele perdeu a capacidade de se revoltar, de chorar, de sorrir, de se alegrar. Tornou-se apenas mais um entre milhares de pessoas que se conformam e que passam pela vida. Vivem sem se deixar viverem.

Ela ainda acreditava que o sol ia nascer no dia seguinte, mesmo com o tempo dublado. Ela ainda acreditava que há um baú de tesouros no final do arco-íris. Ela ainda acreditava que sonhos podem se tornar realidade. Ela ainda acreditava.

Ela era só uma criança.

That's all..

;*

domingo, 20 de novembro de 2011

Os 10 mandamentos de Ozzy Osbourne



Para os mais conservadores já vou avisando, o post a seguir tem muito palavrão, pois reproduzi literalmente alguns trechos do livro do Ozzy.

Confie em mim, eu sou o Dr. Ozzy

Uma figura mitológica do rock dando conselhos sobre os mais variados assuntos me despertou uma imensa curiosidade, então eu comprei o livro. Só na introdução, eu já estava morrendo de rir com as histórias absurdas e reais das quase vezes que Ozzy morreu. Nem ele, nem os médicos conseguem explicar como um cara que já consumiu todos os tipos de drogas possíveis e imagináveis ainda esteja vivo. Com 62 anos, Ozzy hoje leva uma vida "saudável": parou de beber, de fumar, de se drogar e de comer carne porque segundo explica, ele não consegue mais digeri-la - "Finalmente abri mão dela há algumas semanas, depois de sair para comer um bife com o meu amigo Zakk Wylde. Daria na mesma se eu tivesse fechado meu cu com cimento, porque passei uma semana sem conseguir cagar".

Esta é apenas uma amostra do tipo de leitura que lhe espera ao decorrer do livro. Por mais louco e engraçado que o Ozzy seja, pelo incrível que pareça, todos os seus conselhos são coerentes. Por isso, resolvi postar os 10 mandamentos do "Príncipe das Trevas", porque pode muito bem ajudar a você, meu caro leitor.

-Seu médico já viu entrarem pela porta do consultório dele pacientes com o pau verde fluorescente e / ou animais de estimação enfiados no cu. Então, acredite em mim, qualquer coisa de errado que haja com você não é tão constrangedora quanto você pensa.

-Se você acha que o problema é a bebida, é a bebida.

-Ninguém tem uma família perfeita. Preocupe-se com problemas reais, não com o que os outros vão pensar.

-Se você encontrar um caroço - qualquer caroço -, não cutuque com uma agulha, não bata nele com uma marreta, não procure na internet nem pergunte ao Dr. Ozzy se você deve esperar que ele cresça até virar uma segunda cabeça. Vá ao médico verificar isso, agora. (E faça um exame todo ano, também.)

-Seus genes não decidem que você é - você decide. Se o Príncipe das Trevas conseguiu ficar são e sóbrio depois de quarenta anos de excessos, qualquer coisa é possível, porra.

-Pessoas que fazem você se sentir mal consigo mesmo, não são amigas suas de verdade.

-A maioria de nós é lunática pra caralho, de um jeito ou de outro. Alguns simplesmente escondem isso melhor do que os outros.

-Se você escreve para o Dr. Ozzy perguntando se alguma coisa é certa ou errada, já sabe que é errada.

-Todas as drogas são basicamente a mesma coisa - bebida, maconha, cocaína, heroína... o que for. Elas são apenas maneiras diferentes de escapar da vida. Então, antes de perguntar se "um pouquinho dissou ou daquilo é seguro se consumido com moderação, eis a minha resposta: faça o que você quiser, cara, mas não se engane. Você certamente não está enganando mais ninguém.

-Sempre peça uma segunda opinião - mesmo que isso signifique ligar para o seu médico pelo celular, de sete palcos abaixo da terra, para perguntar se ele tem cem por cento de certeza de que você morreu.

Quem diria que Ozzy lhe daria conselhos tão úteis, heim?

Bjocas

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pearl Jam na Apoteose



foto: Roberto Filho / AgNews

Pearl Jam nunca foi uma das minhas bandas preferidas. Aliás, até há uns anos atrás eu só conhecia de ouvir falar, sem nunca ter me interessado em ouvir as músicas. Até o dia que eu ouvi Jeremy no rádio e achei tão boa que me impulsionou a conhecer mais o grupo.

Confesso que estava apreensiva quanto ao show, porque uma das características do grupo é mudar completamente o setlist de um show para o outro. Isto é ótimo para quem conhece TODAS as músicas e é fã incondicional, mas embora eu conheça muitas músicas deles, não devo conhecer nem metade da discografia da banda e estava com medo que certas músicas ficassem de fora como aconteceu em uns outros shows.

Três músicas eu fazia questão de ouvir: Given to fly, Even flow e Black. Não por serem super famosas, mas simplesmente porque eu ADORO elas e me sinto bem sempre que as ouço. Minhas preces foram atendidas e elas foram executadas. Sou suspeita p/ falar, mas tenho certeza que se estas faltassem, as pessoas ficaram frustradas também.

O refrão de Even Flow sendo cantada a plenos pulmões por um Apoteose lotada de "grunges" com camisas de xadrez e/ou camisas da banda e/ou preto em sua maioria, foi indescritível. Aliás, a plateia do Rio foi incrível. Sabiam todas as músicas e mesmo depois que as músicas acabavam, o povo continuava cantando, o que deixou Eddie Vedder claramente emocionado.

Para mim, além das citadas acima, os sucessos que mais empolgaram a galera foram: Daughter, Elderly Woman Behind the Counter in Small Town, I believe in miracles, State of Love & Trust, Ole, Do the Evolution, Better man, Alive, Rockin' in the free world e a linda Yellow Ledbetter que encerrou o show, além de Mother, cover de Roger Waters, executada pelo Pearl Jam pela 1ª vez ao vivo.

Embora eu relute em dizer termos como este, darei o braço a torcer e digo: Eddie Vedder, seu lindo! Ele é extremamente simpático, foi muito bonitinho falando em português, além de dar vinho de sua garrafa p/ galera e ainda levantar a camisa do Brasil e dizer "I prefer this", depois de alguém ter tacado uma bandeira da França (se não me engano) no palco.

Sua voz continua tão boa quanto há 20 anos atrás, cantando perfeitamente todas as músicas sem nunca usar playback. Um artista completo!

Saí da Apoteose exausta, mas muito satisfeita e ainda mais fã do Pearl Jam, pois sabia que tinha acabado de ver um show histórico.

Setlist:

Unthought Known
Last Exit
Blood
Corduroy
Given to Fly
Nothing Man
Faithfull
Even Flow
Daughter
Habit
Immortality
The Fixer
Got Some
Elderly Woman Behind the Counter in Small Tow
Why
Rearviewmirror

bis
Come Back
I Believe in Miracles
State of Love & Trust
Ole
Do the Evolution
Jeremy

bis
Mother
Better Man
Black
Alive
Rockin' in the Free World
Indiference
Yellow Ledbetter

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Viva o pocket book!

Olá,

Mais uma vez o post é literário e não deixa de ser um teste também, pois tenho que fazer uma coluna p/ uma revista da faculdade (a 56ª que eu faço já hahaha) e gostaria que vocês, meus queridos leitores, ficassem a vontade p/ criticar, sugerir mudanças e/ou acréscimos ;D


Uma das coisas pela qual sou grata é o pocket book (livro de bolso). De verdade, além de obviamente pequenos, o que facilita na hora de guardar, são baratos e trazem grandes clássicos com textos na íntegra. São ótimos para ler no ônibus, durante aquela aula chata, no trabalho...

O injusto é que eles ficam relegados naquelas estantes giratórias que tem nos cantinhos das livrarias, não ganhando o destaque que merecem. O foco são os best-sellers como Crepúsculo, A Cabana, algum livro do Augusto Cury, alguma biografia de uma personalidade que acabou de morrer, livros de auto-ajuda e de padres e alguma ficção que está na lista dos mais vendidos do New York Times. Nada contra este tipo de literatura, mas o que me incomoda são essas pessoas que só leem o que está na moda para não ficarem por fora.

Quantas pessoas que você conhece leram "O Segredo" e acharam que a vida delas mudou depois disso? Dentre estas mesmas pessoas, quantas já leram um dos clássicos da literatura pelo simples prazer da leitura? É o apelo comercial, o modismo, que as motivam. Enquanto isso, nomes como Jane Austen, Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle, Charles Dickens, Shakespeare e tantos outros ficam sendo apenas nomes que as pessoas já ouviram falar, mas que nunca tiveram a curiosidade de lê-los.

O pior são aquelas pessoas que dizem que o livro preferido delas é "O Pequeno Príncipe" e para mostrarem que conhecem recitam frases célebres como "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Convenhamos que citar a obra de Saint-Exupéry é resposta de Miss em concurso, tornou-se um clichê. Mas isso já é assunto para uma próxima coluna...

Veja as obras que você pode adquirir por menos de 10 reais:

Histórias Extraordinárias
Edgar Allan Poe

Sinopse: O livro é uma coletânea de contos publicados entre os anos de 1833 e 1845, considerados clássicos da literatura de horror e policial. Há histórias instigantes, como 'Os Crimes da Rua Morgue'; 'Nunca Aposte sua Cabeça com o Diabo'; 'O Coração Denunciador'; 'A Máscara da Morte Rubra'.


O último adeus de Sherlock Holmes
Arthur Conan Doyle

Sinopse: Publicado inicialmente em 1917, o detetive e seu companheiro, Dr Watson, resolvem oito casos muito peculiares, que abrangem desde rapto e assassinato até furto e traição.

Histórias de Fantasmas
Charles Dickens

Sinopse: O grande escritor vitoriano, conhecido pelos romances que abordam a problemática social e retratam as dificuldades da infância, tinha um gosto especial por fenômenos sobrenaturais e histórias de fantasmas, especialmente as natalinas. Treze delas, incluindo "Fantasmas de Natal", estão reunidas nesta edição.

O Mercador de Veneza
William Shakespeare

Sinopse: Escrita provavelmente em 1594, é uma de suas peças mais encenadas e filmadas. Entre seus personagens, há Shylock, o usurário judeu que pretende usar a justiça para uma terrível vingança. A obra foi inspirada em duas fontes: Il Pecorone e Gesta Romanorum, conjuntos de contos antigos traduzidos para o inglês.

That's all for today ;D

Bjins

sábado, 22 de outubro de 2011

Um pouco de Bukowski, Rubem Alves e Rubem Braga



Não é a primeira vez que me pego matutando sobre o que escrever aqui.. Reavaliando posts muito antigos, vejo o quanto esse blog já funcionou como depósito de abobrinhas e agradeço por ainda ter leitores tão fiéis como vocês. Por isso é melhor atualizar com menos frequência, para quando o fizer, tiver algo de útil (ou não tão imbecil hahahaha) para colocar aqui. Então, por falta do que dizer, dou a palavra (ou melhor, a leitura) a quem tinha muito o que falar e o faziam muito bem...

Hoje eu selecionei 2 textos de "Rubens" (Braga e Alves) que estou começando a conhecer e uns pensamentos de Bukowski, que era um boêmio obsceno, mas era brilhante. Nesta semana eu tive a oportunidade de entrevistar o Fernando Maatz, que é diretor da peça "Buk na rua - teatro noturno para adolescentes insones" onde são interpretados 4 contos do autor. Confira
aqui


Então, algumas frases do autor:

"Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.”

"É este o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia dum copo. Se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer; se acontece algo de bom,bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa".

"A vida me fode, não nos damos bem. Tenho que comê-la pelas beiradas, não tudo de uma vez só. É como engolir baldes de merda".

"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.”

"Bem, todos morrem um dia, é simples matemática. Nada de novo. A espera é que é um problema".

"Um intelectual é um homem que diz uma coisa simples de uma maneira difícil; um artista é um homem que diz uma coisa difícil de uma maneira simples".

"Sou um alcoólatra que virou escritor para poder ficar na cama até meio-dia".

"Quanto mais o tempo passa, menos eu significo pras pessoas e menos elas significam pra mim".

***********************
Rubem Alves - Ostra feliz não faz pérola

"Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores.

Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.

Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas, saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário... Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste... As ostras felizes riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..." Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.

O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.

Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade; era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz..."

Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras,e vale para nós, seres humanos.
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores da alma".

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Rubem Braga - Despedida

"E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo".

Espero que tenham gostado ;D

Bjos

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia das crianças

Para muitos o dia 12 de outubro é só mais um entre os vários feriados que temos, que serve para fazer aquele churrasquinho com os amigos, beber a tarde inteira e dormir no que sobrar do tempo. Pode ser que sim, mas para mim é mais um dia onde eu fico nostálgica.

Começo a recordar da minha infância. As mesinhas coloridas do jardim I, o gosto das guloseimas que já não vendem mais, o cheiro de terra misturado com a ferrugem dos brinquedos de parquinhos, os roxos no joelho, a merendeira vermelha, as professoras que eu chamava de tia, a hora do recreio, as brincadeiras, os amigos que tomaram seus rumos e hoje só são imagens na fotografia e outros que permaneceram e continuam fazendo parte da minha história.

Lembro dos cantinhos onde eu colocava minha toalha da Mônica para merendar com as minhas amigas, comer "Ana Maria" e beber água em alguma garrafinha térmica bonitinha. Depois gastar algum dinheiro comprando bala ou um boneco de farinha e achar que fiz um grande negócio.

Minha maior preocupação era entender fração com denominadores diferentes e manter meu tamagoshi vivo. Minha mesada, eu gastava com figurinhas para algum álbum que eu estava colecionando ou chaveiros ou qualquer acessório de papelaria. Fazíamos coleção de canetas de cheiro. Cheiro de chocolate, de pipoca, de fruta.. Papéis de cartas decorados. Como mandei e enviei cartinhas que tenho guardadas até hoje. Devem ser os dizeres mais sinceros que já recebi.
Jogar bola pelo simples prazer de jogar. Participar de olímpiadas e ganhar medalha ganhando ou perdendo. Apresentações de colégio. Ahh essas eram as melhores. Já dancei Chiquititas (lembram delas?), Britney Spears, Xibom bombom e outros que é melhor deixar p/ lá...

A infância passou e eu nem me dei conta. De repente eu estou na faculdade, lidando com adultos e outras preocupações. As derrotas e as decepções, agora, deixam um gostinho amargo, marcas mais profundas e não passam ao ganhar um chocolate. Mas as lembranças dos bons momentos, ajudam manter a criança que ainda mora dentro de mim. Afinal, como dizia Simone de Beauvoir - "O que é um adulto ? Uma criança de idade".

;*

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sala de aula

Olá,

Gente, não sei se já postei esse texto.. Tava dando uma olhada nos arquivos do blog, e se postei não foi com esse nome, então se é repetido, desculpem a falta de memória!
Como dia 15/10 é dia dos professores, resolvi postar esse texto que escrevi numa aula da faculdade há uns 2 anos já xD

Como vocês vão poder perceber, essa aula me deixava muito entediada..



Sala de aula


Num ambiente com não mais de 40 metros quadrados e mais de cinquenta
pessoas, uma figura solitária se destaca na frente da pequena multidão.

Ela fala, discursa, faz de tudo para fazer com que o olhar de uma pessoa repouse
nela por pelo menos mais de 10 segundos. Em vão.

Pessoas atrasadas e muito atrasadas. Pessoas que se isolam no fundo.
Pessoas que se recostam nos cantos. Pessoas.

Trocas contantes em suas posições. Pernas que cruzam e descruzam.
Bocejos. Gestos que demonstram tédio. O corpo que fala.

Mãos que sustentam cabeças que viajam em seus próprios mundos.
Olhares que a olham tão de perto mas que enxergam muito além. Tão além
que se perdem na imensidão das paredes brancas manchadas e marcadas
pelo mofo.

No ar, se destaca o som de sua voz que as vezes fica abafada pelo som
de muitas outras palavras.
Essas palavras, que são cochichadas em conversas fiadas, são as mesmas
palavras que trocam confidências.

Escuto um som abafado em algum lugar desse pequeno espaço fechado e sem
janelas. É um ronco.
Não sei se é o ronco de um estômago que implora por comida
ou se é o ronco de uma pessoa exaurida.

Faço silenciosas orações para o tempo acelerar os segundos que passam
mais lentamente que uma tartaruga disputando corrida com uma lebre.

A figura solitária não desiste. Continua firme e forte na frente das pessoas
falando, falando, falando e falando mais um pouco.

Suas palavras viram longas senteças, suas sentenças viram textos mais longos
que a própria Bíblia.

Palavras entram. Palavras saem, mas a única que eu assimilo é: a aula acabou.

É isso..

Bjs

domingo, 25 de setembro de 2011

Rock in Rio, eu fui!



Olá,


Post previsível o de hoje, não? Mas é claro que eu não poderia deixar de falar do maio festival de música o qual eu tive a oportunidade de ir ontem. Acho que esse post pode vir a ser esclarecedor p/ quem ainda vai nos outros dias, então vamos lá!

Transporte:

Muitos ônibus saindo de 15 pontos do Rio o tempo todo. Fácil p/ ir. Eles param logo depois da HSBC Arena, então você anda pouco até a Cidade do Rock. Se não souber o caminoh, é só seguir o fluxo que não tem erro.
Comprei o Rio Card Rock in Rio, mas só usei na volta. O que você não usar desse cartão, eles devolvem o dinheiro ou é convertido p/ passe normal, após o término do festival. Este cartão poderá ser recarregado normalmente como os que a gente usa no dia-a-dia. Se você não comprar o cartão, vai ter que andar 2km na volta p/ pegar o ônibus. Com o cartão, você anda 250m e tem mais de 400 ônibus executivos esperando por você. Vale a pena!

Preços:

Obviamente, tudo é um absurdo de caro. As camisetas custam R$ 85,00 lá dentro, os chaveiros e bótons são R$ 15,00. Tem bolsas, bonés (R$ 45,00) e outras coisinhas caras tabmém..
Como vocês podem imaginar, as filas lá são quilométricas para tudo e por causa disso, eu desisti de comer lá. MUITA gente na fila do Bob's, filas confusas e comida cara! O cheeseburger lá é R$ 7,00, o Bob's picanha é R$ 12,00, o Milk-shake de ovomaltine é R$ 7,00 e a cerveja também. A pipoca é R$ 10,00 e a fila também é gigante. Então, tentem ir alimentados p/ lá ou levem biscoitos de casa ;D

Os shows

Cheguei lá por volta das 17h da tarde, então decidimos ir na montanha russa. Ficamos na fila por 2h e pegamos muita chuva (as atrações param com as chuvas e demoram mt p/ voltar a funcionar), mas foi legal. Tem um DJ bom na fila desse brinquedo, então me distraí ouvindo Green Day, Rolling Stones, Foo Fighters, Beatles, etc. Da fila também dava p/ ver o palco Sunset com o Milton Nascimento e a Esperanza Spalding.. Não posso falar desse show pq não prestei atenção, mas parece ter sido uma mistura interessante...

Saí da montanha russa e já estava na hora de começar as atrações no Palco Principal.. Já que estava lá, assisti ao NX Zero. Sabe que não foi tão ruim assim? Não curto as músicas e tal, mas eles são bons músicos e o Di é carismático. A apresentação foi curta, uns 40 minutos e terminou com "Razões e Emoções" que todo mundo conhecia.
Entre um show e outro levava uns 20 minutinhos p/arrumar o palco e tal. Felizmente, todos foram pontuais.

O Stone Sour foi a segunda atração da noite e até que surpreendeu. O rock deles é bem mais pesadinho, mas o vocalista (bonitão hahaha) parecia estar encantado por cantar p/ tanta gente e o povo tava bem animado. Valeu a pena conhecer o trabalho deles ;D

Às 10h da noite começou o show do Capital, e um Dinho desbocado (o normal) entrou muito empolgado cantando "Como se sente" do último álbum da banda. A apresentação só teve 1h, mas foi a mais cantada por todo mundo. Talvez com exceção da 1ª música, que por ser mais recente nem todos conheciam, de resto foi cantoria o tempo todo. Destaco "Que país é esse" que foi dedicada ao Sarney e 100 mil pessoas cantando "É a porra do Brasil" foi incrível. A indignação era geral, mas espero de verdade que não tenha sido só p/ fazer parte do show. 100 mil vozes revoltadas, mas dessas 100 mil, quantas não devem ter contribuído na hora de votar p/ eleger tanta merda?

Outra coisa legal foi o fato do Dinho ter homenageado o Rafael Mascarenhas (filho da Cissa Guimarães, que foi morto num acidente), que era uma grande fã do Red Hot e teria feito aniversário ontem, e dedicou a ele a música "Como devia estar". O fato dele ter dado água p/ pessoal da grade e ter pedido p/ pessoal parar de empurrar, demonstrou preocupação e carinho com a plateia.

O ponto alto do show foram as músicas da época do "Aborto Elétrico" como Música Urbana, Fátima e Veraneio Vascaína. Mas é claro que Primeiros Erros, Natasha, Independência e A sua maneira fizeram a alegria do povo.

Snow Patrol era a segunda banda que eu mais esperava, porque eu conheci o trabalho deles há muito tempo enquanto estava zapeando e parei p/ ver o V Festival em que eles tocaram. Comprei todos os CDs e virei fã da sutileza e "fofura" das músicas. Sim, as músicas são bem paradas e eu notei que foi o show mais desanimado, com gente dormindo, mas mesmo assim foi muito bom. Eles abriram com "You're all that I have" e encerraram com a famosa "Open your eyes" que eles erraram, mas que acordou os dorminhocos e fez um belo coro de encerramento. Eu particularmente gostei muito de Chasing Cars e Chocolate porque são as minhas preferidas há um tempo. A participação da Mariana Aydar em "Set fire to the third bar" também foi linda.

Red Hot Chili Peppers. O que eu posso dizer? Que foi absolutamente f*** demais quando o Anthony Kiedis subiu no palco e começou a cantar Monarchy of the roses? Ou que a galera foi a loucura quando logo depois ele tocou Can's Stop? Eu nem acreditei quando ele cantou Otherside (minha preferida), foi sem dúvidas o coro mais lindo do show.
Throw away your television, Under the bridge, Dani California e Higher Ground foram muuuuuuuuuuuuuuito legais ao vivo. Mas o ponto alto foi definitivamente Californication e By the way. Indescritível!

Antes do bis eu resolvi ir embora porque estava exausta e nem gostava das que eu sabia que ele ia tocar, então de muuuuuuuuuuito longe eu vi a 1ª música do bis (nem vi que ele homenageou o Rafael Mascarenhas, vi agora na net. MUITO legal da parte da banda ter feito essa mega homenagem) e escutei as outras 2. (Muita gente foi embora antes do show acabar p/ pegar o ônibus tranquilamente e não enfrentar um tumulto).

Resumindo: o Rock in Rio é uma experiência muito bacana e diria até obrigatória p/s fãs de música. É exaustivo, mas vale a pena. Se eu voltaria? Não sei, porque eu gosto de VER o show com conforto e nesse caso, eu basicamente ouvi e vi o telão, mas valeu pela energia que é.

Obs: a área VIP é muito afastada do palco, fica atrás de todo mundo, só é mais alto logicamente. Ficaria muito p*** em pagar quase mil reais (R$ 880,00 + um cartão que lhe dá direito a essa compra que custa R$ 79,00 eu acho) p/ isso.

Foi isso...

Bjsss

domingo, 18 de setembro de 2011

Bandas que você tem que conhecer

Olá,

Uow fiquei um tempinho sem atualizar, mas foi por uma boa causa, estava viajando.. Agora estou de volta e resolvi fazer um post musical, já entrando no clima do Rock in Rio (embora nenhuma das bandas citadas esteja na programação do evento).

Hoje falarei de umas bandas não tão conhecidas, mas cujo som vale a pena ouvir porque é bom. Simples assim.

The Kooks

As melhores bandas saem do Reino Unido. Isso é fato. Claro que existem bandas muito boas de outros lugares também, mas é incrível que 90% das que eu amo são de lá e eu não acho que seja coincidência... Esse é o caso dessa banda de indie rock / britpop (nomeiem como quiserem) cujo nome saiu da música “Kooks” de David Bowie.

Atualmente, a banda é formada por Luke Pritchard, Hugh Harris, Peter Denton e Chris Prendergast e já lançaram 4 álbuns, sendo o Junk of the heart o mais recente, lançado esse ano.

P/ quem quer conhecer, recomendo o primeiro álbum deles, o Inside in / Inside Out que traz músicas como Ooh La, Sofá Song e Seaside que são clássicas. Se você gostar dessas, certamente gostará de todas as outras.

Rooney

Um dos melhores exemplos de bandas boas que você conhece assistindo aos seriados adolescentes, no caso The O.C. Fiquei encantada ao ouvir I’m shaking na série, pois era tão animada e as músicas deles são tão agradáveis aos ouvidos... Eu me apaixonei pela banda e sempre recomendo àqueles que nunca ouviram falar. (E sim, caso vocês estejam se perguntando, o vocalista é o Michael Moscovitz do filme O Diário da Princesa)

Rooney é uma banda norte-americana que tem esse nome porque é o nome do diretor da escola do filme “Curtindo a vida adoidado”.

Recomendo o segundo álbum deles, o “Calling the world” que eu acho o melhor deles (mas Rooney e Eureka são ótimos também), pois tem I should’ve been after you e When did your heart go missing? que são excelentes ;D

The Fratellis

Quando eu ouvi Chelsea Dagger e Henreitta eu logo pensei que eram as músicas mais diferentes e até irreverentes que eu já tinha escutado. Dá vontade de levantar e cantar junto.. Em Chelsea então, você se sente no meio de uma grande torcida vibrando junto. Atualmente é uma das minhas bandas preferidas.

Fratellis é uma banda escocesa e seu nome é de origem controversa. Uns afirmam que vem do filme The Goonies, outros dizem que a banda seria originalmente um quarteto para tocar em casamentos. Uma entrevista para o jornal The Sun revelou mais tarde que o nome teria sido tomado do baixista Barry, cujo sobrenome original é Fratelli, e os outros integrantes da banda simplesmente tomaram-no como um pseudônimo. Segundo o Top of the Pops, a banda se formou por meio de anúncios publicados na mesma loja de discos.

Por enquanto a banda tem dois discos lançados, o Costello Music e o Here we stand que tem a minha música preferida deles, que é Acid Jazz Singer. Recomendo ambos porque são bem diferentes e muito muito muito viciantes!

Kaiser Chiefs

Mudando de canal eu vi um hiperativo Ricky Wilson se pendurando nos andaimes do palco p/ cantar The Angry Mob, senão me engano, e parei p/ ver. Gostei muito do que vi e descobri que uma música que eu já gostava, I predict a riot, era deles que eu tinha ouvido quando o McFly fez um cover.

Os membros da banda são torcedores do Leeds United, e resolveram mudar nome da banda (que se chamava Parva) inspirando-se no primeiro clube do então capitão do Leeds Lucas Radebe (Kaizer Chiefs Football Club).

Eu particularmente amo os álbuns Employment e Yours Truly Angry Mob e se eu tivesse que recomendar uma música de cada seriam Everyday I love you less and less e Everything is average nowadays, respectivamente.

Por hoje é só.. Ouçam ;D

bjins

sábado, 3 de setembro de 2011

Apunhalado

Olá,

Estou atualizando o blog hoje, para que ele não fique muito tempo sem atualização e para vocês não pensarem que sou relapsa, já que não estarei on-line (creio eu) nos próximos dias...

O texto de hoje foi o primeiro que eu escrevi (óóóóó) e relendo-o vi que estava uma bosta, então fiz umas adaptações (então imaginem como tava antes!), mas essência é a mesma... Então fiquem a vontade para criticar esse meu lado "pseudo-escritora-de-histórias-'macabras'-infanto-juvenil" ;D

Apunhalado

Ela está sentada na sala de aula, pensando na história que lera e lhe causara arrepios por toda pele. De repente, o que era ficção se torna sua realidade.

Eram 15h de uma tarde de sábado, quando ela tomou coragem para ir falar com Jack. Ele estava no beco, sentado, ouvindo música como sempre, mas algo ali estava diferente. O ambiente não estava mais alegre como sempre acontecia quando ele estava por perto e nem sua cabeça estava se mexendo, como ele o fazia ao som da música.

Jack estava imóvel, com os olhos arregalados e... Sem vida.

Michelle gritou ao constatar que ele havia sido apunhalado. Logo agora que ela finalmente havia tomado coragem... Quem poderia ter matado o cara mais adorável que ela já havia conhecido?

Mortificada e se triste como jamais havia se sentido na vida, Michelle andava pela rua quando se deparou com um panfleto de uma médium. Curiosa, decidiu guardar o papel, pois quem sabe lá ela encontraria o conforto e a solução que para sua angústia.

Desesperada, ela sofria em silêncio cada vez que o estranho desaparecimento de Jack era mencionado. Resolveu então, ir até a tal médium.

O local se chamava “Canal Aberto” e a médium era uma tal de Madame Betina. Ao ser atendida, deparou-se com um verdadeiro clichê: uma senhora muito maquiada, com uma espécie de turbante na cabeça, roupas coloridas e uma cabeluda verruga no queixo. Logo foi tirada de seu devaneio pelo olhar inquisitivo e a pergunta que pairava no ar – “Em que posso ajudar?”.

“Meu amigo foi assassinado e eu queria saber se eu teria como falar como ele...”, respondeu Michelle, se dando conta de como aquelas palavras soavam absurdas quando ditas em voz alta.

Sem dizer nada, a Madame a conduziu a uma sala escura, com paredes vinho e cortinas pesadas de veludo em cor de sangue. Acendeu velas e fez um desenho no centro. O ambiente parecia com um bordel em estilo gótico (se é que isso existe), mas mesmo assim não falou nada. Madame Betina começou a ler um livro antigo em latim, e depois entoou um cântico triste numa língua desconhecida.

As velas se apagaram e uma luz forte surgiu no centro da sala. Aos poucos a luz foi tomando forma humana e lá estava ele. Olhos negros inconfundíveis, que embora ele fosse o espírito ali, ainda assim podiam ver através de sua alma, tez pálida, cabelos desgrenhados, barba por fazer e aquele ar de torturado que só ele tinha.

Madame Betina avisou que ela teria um minuto para falar com ele e se retirou do aposento.

A chance que ela tinha para falar tudo que ela queria era aquela. Queria se desculpar por ter deixado seu corpo no beco e não ter avisado a ninguém, queria prometer que lhe faria justiça, queria dizer aquilo que sempre esteve em seu coração, mas que sua boca nunca ousou dizer. Trinta segundos já haviam se passado, e até agora não falara nada. A enxurrada de lágrimas sufocara sua voz. A luz dele já estava se apagando, mas o breve fitar de olhos entre eles disse muito mais do que qualquer mil palavras poderiam ser capazes de expressar.

A luz apagou e ela soube que ele se fora para sempre.

Abalada, foi ao beco para ver se seu corpo ainda estava lá. Ajoelhou-se sobre ele e nem notou uma sombra que se aproximava por trás dela. Só sentiu uma dor aguda nas costas e tudo ficou preto.

Satisfeito o maníaco saiu do beco, limpando sua faca, sem ser notado. Já matara sua segunda vítima do dia, só faltavam mais duas para o ritual...

Michelle não morreu de imediato. Ainda teve breves segundos de consciência do que havia acontecido e ao olhar o corpo o qual estava abraçada, ficou feliz, pois finalmente se uniria a ele e conseguiria dizer o que a impulsionara a ir ao beco desde antes.

É isso..

Bjss

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"Um dia" - David Nicholls

A literatura hoje em dia é controversa. Todos os dias surgem vários autores novos com milhares de histórias parecidas, um tentando ser mais original que o outro, mas caindo sempre no lugar-comum. Quando um finalmente se destaca, é automaticamente amado e idolatrado por milhões e odiado e julgado por outros milhões. Como foi o caso de Harry Potter da J.K. Rowling que foi alvo das mais diversas injúrias ao atingir o topo, e mais recentemente foi o caso da Sthephenie Meyer e sua saga Crepúsculo.

“Ahhh que coisa ridícula vampiro que brilha”, “Vampiro vegetariano? AFZ” dentre outras exclamações rabugentas... Se você leu e não gostou, tudo bem. Você tem todo o direito. Agora, se você não leu e critica, você só está seguindo a modinha de “odiar Crepúsculo” porque soa tão inteligente e cool falar mal do que a gente não conhece, né?

A essa altura vocês estão pensando que eu sou fã da saga e confesso que gostei muito mesmo. Por que? Ela foi criativa o suficiente para criar um mundo totalmente novo para personagens tão batidos como os vampiros. No mundo DELA, eles conseguem amar, brilhar, não matar, etc. Acho que essa é a beleza da literatura: permitir que cada autor crie o mundo que ele quiser. Dane-se se os vampiros são sanguinários e tarados, no livro dela, ela fez diferente. Se você gosta ou não, aí vai de cada um. É essa (por que não chamar de) audácia e criatividade que eu admiro nos livros dela. Além da narrativa que é muito gostosa. Quando você se dá conta, você já leu mais da metade do livro... E quer mérito maior do que ela e tantas outras autoras tem que é conseguir fazer as crianças se interessarem por literatura? Os pequenos estão lendo livros de mais de 500 páginas por vontade própria e estão criando o gosto por esse universo fascinante. Hoje elas leem Crepúsculo, amanhã elas leem Bram Stoker.

Esse discurso todo é só para mostrar minha indignação quando falam que certos livros não são literatura. SÃO SIM!

E por falar em bons livros, para vocês que sempre me pedem uma recomendação, hoje eu vou falar de “Um dia”, do David Nicholls.

Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Emma levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.

Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Por que ler?

Porque é maravilhoso. Finalmente um romance que mostra o antes, o desenrolar e o depois. Estamos acostumados a ler romances épicos sobre a conquista para um final onde os mocinhos finalmente ficam juntos e “felizes para sempre”, ou seja, esses finais são sempre no momento inicial das relações onde tudo são flores e você realmente acredita que vai se sentir assim para sempre. Nesse livro, você acompanha a vida deles durante 20 anos, como que a vida pessoal e profissional vai mudando, e como o modo de pensar e as ideologias de cada um também. São nesses momentos que o livro nos faz refletir. É engraçado a identificação que rola no início do livro, ambos com vinte e poucos anos (eu tenho 20) e como eles pensam e agem. Quando eu tiver 30, eu provavelmente vou me identificar com a metade do livro, e com 40, com o final. É um livro para se ter e ser relido várias e várias vezes. É clichê, mas você vai rir e se emocionar ;D

Bom gente, é isso..

Bjsss

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Séries que deixaram perguntas no ar

Olá,

Eu não sei o sentido da vida, não sei qual a razão de estarmos aqui e da onde surgiu isso tudo e nem sei se um dia vou saber, mas há algumas perguntas que eu quero muito saber a resposta. Não estou falando de indagações filosóficas, estou falando de questões simples com o destino de alguns personagens. É... vocês acharam que esse post seria “cabeça”, mas não.. Como muitas pessoas, eu também sou viciada em séries, mas acho que sou um pouco pé frio, porque boa parte das séries que eu começo a assistir são canceladas e embora sejam séries que 90% das pessoas nem nunca ouviram falar, seus personagens tinham um público (eu e mais meia dúzia) e acho super injusto deixarem finais em aberto porque a série não deu certo. Poxa, e eu que acompanhei? Eu mereço respostas! Eis algumas que me deixaram com a pulga atrás da orelha até hoje...

Reunion

Sinopse: a história mostra o que ocorreu ao longo de vinte anos na vida dos amigos Samantha, Carla, Craig, Will, Aaron e Jenna. Cada episódio corresponde a um ano de suas vidas, começando a partir do ano de 1986 durante a graduação dos 6 amigos na cidade de Bedford, Nova York. Cada episódio também intercede com os momentos atuais, quando o Detetive Marjorino investiga a morte de um dos amigos no dia da festa de 20 anos de graduação, em 2006. QUEM MATOU A SAMANTHA E POR QUE?

Todo mundo morre de curiosidade p/ saber quem matou fulano (acompanhando ou não a novela). Então p/ vocês saberem como eu me sinto, é mais ou menos como vc acompanhar as novelas e não saber quem matou Odete Roitman, Lineu, Taís e a Norma!

Na wikipedia fala quem teria matado, mas o episódio não foi nem gravado... Não importa o que falem, nunca saberei!



Flash Forward

Sinopse: Um misterioso evento global faz com que todos ao redor do mundo desmaiem simultaneamente por 2 minutos e 17 segundos e muitos enxergam um relance das suas vidas seis meses no futuro a partir daquele momento. Quando todos acordam ficam surpresos com o que aconteceu. Estes "flashforwards" duraram 2 minutos e 17 segundos, enquanto aconteceram muitos morreram em acidentes envolvendo veículos, aviões, outros dispositivos que necessitavam de controle humano, queimados, afogados, entre outros tipos de incidentes.
Um agente do FBI que reside em Los Angeles, Mark Benford (interpretado por Joseph Fiennes) tenta descobrir o que exatamente aconteceu e por que aconteceu, através do Mosaico. Ele cria um banco de dados interpretando os flash forwards das pessoas ao redor do mundo tentando resolver esse mistério.

Além de mil perguntas que ficaram no ar, o Mark morre? O outro Flash Forward mostra um futuro daqui a quantos anos? Vai acontecer de novo?

Gravity

Sinopse: uma dramédia que explora as vidas de pessoas em uma terapia para sobreviventes de suicídio. A série, além de mostrar os problemas enfrentados pela vida, promete trazer esse tema diferente, da segunda chance de viver, literalmente. Estranhas conexões serão formadas quando esse grupo se encontrar, criando desafios e oportunidades enquanto eles tentam viver e amar novamente na cidade de New York.

A série era super diferente, e por ser drama com comédia, muitas vezes o tom cômico era um pouco de humor negro... Bom, no grupo de ajuda as pessoas vão se envolvendo e os protagonistas começam a namorar.

ATENÇÃO SPOILER!

A cena final é alguém dando um tiro e não mostra aonde! Não se sabe se a bala atingiu alguém; se atingiu, em quem foi e se a pessoa atingida morre ou não.


Bom, essas foram as que me frustraram.. Mas com certeza já aconteceu com vocês também.. fiquem a vontade para desabafar hahahaha

Só espero que não cancelem Pretty Little Liars, pq se eu não souber quem é a A e quem matou a Allyson DiLaurentis, eu não vou agüentar! hahahaha (e nem adianta me falar o final do livro, porque como todo mundo já sabe, espero que mudem.. Até pq o final da série foi mt imbecil!)

É isso..

Bjsss

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os piores livros que eu já li

Olá,

primeiramente gostaria de agradecer a todos que participaram da promoção. Vocês lembraram de posts que nem eu lembrava xD A vencedora é a Lê Favero porque eu achei a resposta dela a mais criativa =) simples assim hahahaha Mas meus fieis leitores, não desanimem porque em breve eu posso fazer outra promoção ;D

Agora vamos ao post de hoje...


Não é sempre que a gente acerta a mão ao comprar um livro. Um autor renomado, uma capa atraente e uma sinopse envolvente são capazes de nos atrair tão facilmente (ok, parei de rimar, juro que não foi proposital) que acabamos comprando-os. Nas minhas milhares idas às livrarias, foram poucas as vezes em que fiquei descontente com um livro que parecia ser promissor (por serem best-sellers), porém eis os que me decepcionaram...

Obs: é um exagero falar que esses são os piores livros que eu já li, digamos apenas que não foram tão bons quanto eu esperava...

A estrada da noite – Joe Hill

Sinopse: A estrela de rock de meia-idade Jude Coyne coleciona objetos antigos mórbidos. Assim, ele não pensa duas vezes antes de comprar um paletó assombrado pelo fantasma do dono morto, publicado em um site de leilão online. Só depois que chega, Jude descobre que o paletó pertenceu a Craddock McDermott, o padrasto de uma das fãs descartadas por Coyne, e que o fantasma do velho homem é um espírito maligno determinado a matar Judas por vingança pelo suicídio de sua enteada. Jude e sua namorada caem na estrada numa tentativa de fugir do fantasma e encontrar um jeito de detê-lo.

- A história é parada e não prende tanto a atenção como a sinopse dá a entender. Aliás, tem capítulos dispensáveis. O filho do Stephen King conseguiu se consagrar com esse livro, sem usar o nome do pai e acredito que é um nome que ainda escutaremos muito. Porém, não acho que essa história seja tão boa quanto dizem que é. Só fui eu que achei o fantasma chato? Ele não faz (quase) nada e a justificativa para tal perseguição é fraca. Ao meu ver, o livro todo é uma grande metáfora para falar de fantasmas do passado de Jude que envolvem abusos e agressões, o que na minha opinião é um grande clichê. Não achei muito genial personificar os tormentos do passado de um protagonista autodestrutivo e fazer com que o persiga literalmente. Pelo visto, minha humilde opinião é compartilhada pela minoria, já que devido ao grande sucesso, a história vai virar filme..

Do Joe Hill, recomendo “Fantasmas do século XX” que é muito bom ;D

A conspiração franciscana – John Sack

Sinopse: Em 1230, a Ordem dos Franciscanos dissimulou os estigmas da pele de São Francisco de Assis e escondeu o lugar exato de sua tumba, que só seria descoberta 600 anos depois. Que segredo terrível e ameaçador a Igreja desejava ocultar? Pouco antes de morrer, frei Leo, um grande companheiro de São Francisco, escreve uma carta de despedida para seu amigo Conrad e esconde nos ornamentos do pergaminho uma mensagem que faz referência a acontecimentos misteriosos da vida do santo. Preocupado com as possíveis implicações políticas e religiosas da carta, Conrad abandona seu isolamento nas montanhas e atravessa a Itália para encontrar explicações. Que motivação estaria por trás da atitude de frei Leo? E por que mandara uma mensagem cifrada? Ao buscar respostas, Conrad descobre uma armação de altos membros do clero para proteger um segredo que poderia destruir a Ordem e abalar os alicerces da Igreja Católica, colocando em risco sua vida, seus votos e sua própria fé.

- O que me chamou a atenção na sinopse? Parece coisa do Dan Brown, provavelmente esse e muitos livros foram inspirados em “O código da Vinci”, porém diferente do Código, a Conspiração é longo e chato. O enredo vai se perdendo no meio do caminho e a leitura parece não acabar nunca. Quando finalmente você chega no final, eis um segredo nada satisfatório. Sei lá, estava esperando muito mais, embora o tal segredo faça sentido dentro de tudo que a looooooooooonga história conta. Acho que depois que você lê os livros do Dan Brown, todos os outros que prometem uma história no mesmo estilo vão te desapontar e acredito que foi isso que aconteceu comigo em relação a esse livro...

O guardião de memórias – Kim Edwards

Sinopse: Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar.

- Um dos poucos casos em que o filme é melhor que o livro, e por que? Porque o filme é sucinto e conta o principal e essencial da história, não fica enrolando eternamente com lembranças do passado como o livro faz. O livro é chatíssimo, o que é uma pena porque a história é realmente bonita. Vejam o filme ;D

O vencedor está só – Paulo Coelho

Sinopse: A história se passa nas 24 horas de um dia no Festival de Cannes. Entre os personagens, um costureiro, uma modelo e um serial killer. Um thriller cuja ação se desenvolve em menos de 24 horas, e que se lê de um só fôlego.

-Uma coisa é fazer um livro policial. Outra coisa é fazer um livro mostrando quanto os valores da sociedade atual estão deturpados, e falar do culto às celebridades, do capitalismo, etc. Não coloque ambos no mesmo livro porque você perde o foco e deixa a história chata, como é o caso de “O vencedor está só”.

Escrito nas Estrelas – Sidney Sheldon

Sinopse: Lara Cameron é uma mulher moderna e visionária que, durante toda sua vida, trabalhou arduamente para erguer a Cameron Enterprises, um verdadeiro império no ramo imobiliário. Usando sua grande inteligência e capacidade de identificar as pessoas certas para ajudá-la a ultrapassar cada obstáculo, ela se tornou uma rainha em um universo tradicionalmente dominado por homens, conquistando assim fortuna e renome além de qualquer expectativa. Porém, um presente de glórias e sucesso oculta um passado sombrio e repleto de monstros que ameaçam retornar e destruir tudo que Lara construiu. Alguém planeja uma vingança que, se bem-sucedida, fará com que Lara perca não só sua reputação, como também o controle de seu império, ao qual ela dedicou toda a sua vida e muito de sua própria alma.

-Esse foi o primeiro livro do Sidney Sheldon que eu li, e ainda bem que não me deixei desanimar por ele, porque gosto tanto de suas histórias que já li sua obra toda. Podemos resumir a história em: construir prédios – ganhar dinheiro – perder tudo. Na verdade, os outros livros dele não são muito diferentes disso não, mas a protagonista desse não é tão foda (com o perdão da palavra) quanto às outras... Quem leu “Se houver amanhã”, por exemplo, sabe do que eu estou falando... A narrativa de “Escrito nas Estrelas” chega a ser cansativa algumas vezes, por isso que eu não recomendo porque qualquer outro livro dele é muito melhor ;D

É isso, gente...

Bjs

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Avril in Rio / Promoção Boulevard

Olá,

o Boulevard esteve em mais um show e vai contar p/ vocês como foi a apresentação da Avril Lavigne no Citibank Hall (RJ) e no final do post, tem mais uma promoção p/ vocês ;D



Muita gente não acreditou quando eu falei que ia no show da Avril Lavigne, mas eu fui! E querem saber? Foi bom demais!

Quando eu tinha meus 12 anos (Meu Deus, já faz tanto tempo assim?) uma garota de 17 anos que usava roupas largas e bancava a rebelde me chamou a atenção ao cantar “Sk8r Boy” e “Complicated”. Aliás, seu primeiro álbum, o Let Go, ainda é um dos meus preferidos, porque por mais que músicas sobre o universo adolescente sejam comuns, não há quem não se identifique nessa fase e a Avril (embora tenha cuspido p/ alto), nesta época era diferente de Britney, Christina, justamente pelo seu jeito moleque (não o grupo de pagode) de ser.

Foi nessa época que eu comecei a escutar mais músicas internacionais e abri mais a minha cabeça musicalmente. Eu usava aquele infame cordão de bolinha e usava lápis preto no olho e pensava que Avril Lavigne era rock n’ roll. Como toda pessoa de 12 anos, eu também era sem noção, mas essa é uma fase que a gente tem que passar para depois descobrir o que é música de verdade. Se hoje eu gosto de Aerosmith, Guns, Pink Floyd, Kiss, Bon Jovi e tantas outras bandas, foi porque eu comecei a ter curiosidade para descobrir esse gênero incrível nessa fase. E embora eu saiba que a Avril nunca foi rock (no máximo, pop rock), foi a vendo fazer o cover de Basket Case que eu conheci a minha banda preferida que é o Green Day.

Para relembrar essa fase da minha vida, eu tinha que escutar todas essas músicas que me acompanharam por anos, ao vivo. E quer saber mais? O novo cd dela, Goodbye Lullaby é ótimo! Há vestígios da fase pop dançante dela em “What the hell” e “Smile”, e as baladas “I love you”, “Everybody Hurts” e “Wish you were here” lembram aquela Avril meio “gótica” do Under my skin.

O cenário do show era bem simples, cortinas de veludo vermelho do chão ao teto criando um clima mais íntimo, a banda de apoio e o piano nas baladas como em “When you’re gone”, “Stop standing there” e ainda o cover do Coldplay, “Fix you”.

Avril não tentou falar nenhuma palavra em português, nem ao mesmo “obrigada” ou “olá”. Só falava os batidos “I love you, Rio”, “I love Braziiiiiiil” e esses clichês entre sorrisos forçados e uma simpatia forjada. Não me levem a mal, eu gosto das músicas dela, AMEI o show, mas não a acho nem um pouco carismática, embora seja inegável sua evolução artística no palco desde o início de sua carreira até agora. Quem viu o primeiro dvd dela, o “My World”, sabe bem do que eu tô falando. Eu levei um susto quando a escutei cantar ao vivo, porque era totalmente diferente do cd.. Já hoje, isso mudou.

P/ mim, um dos pontos altos do show foi quando ela cantou “Nobody’s home” que foi tão esperada e pedida pelo público além de “I’m with you”, “Wish you were here”, “Hot”, “When you’re gone”, “Sk8r Boy”, “My happy ending”, “He wasn’t”, “Don’t tell me” e lógico, “Complicated”, que foram as mais esperadas por mim.

Fui, cantei tudo que tinha direito e mais um pouco e me diverti demais. Então podem falar o que quiser, mas o que vale é que eu ADOREI!

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PROMOÇÃO BOULEVARD ;D

Quer ganhar a edição especial da Revista Rolling Stone "The Beatles - as 100 melhores canções" que ainda vem com uma camiseta?

Como a outra pergunta foi muito fácil e a Nathy acertou logo de cara, essa não tem resposta certa. O que vale é a criatividade e a assiduidade nesse blog. Ou seja, meus leitores mais fieis terão mais chances porque a pergunta é:

QUAL O SEU POST PREFERIDO DO BOULEVARD OF IDEAS E POR QUE?

A resposta mais criativa, ganha. Simples assim ;D

No próximo post eu anuncio o vencedor!

Beijinhos e participem ;D

terça-feira, 26 de julho de 2011

"Pracas" pelo Brasil afora..

Olá,

muitas notícias tristes nos últimos dias, não? A tragédia na Noruega, a morte da Amy Winehouse.. Só posso dizer que quanto a esta segunda, não fiquei surpresa.. Infelizmente ela procurou por isso ao ter usado e abusado das drogas, e não a comparem com o Keith Richards, pois cada organismo reage de um jeito e embora ele esteja vivo, ele é a prova que a droga acaba com a pessoa...

Hoje é dia dos avós, então o Acontece em Petrópolis preparou uma matéria especial sobre esse dia.Clique aqui ;D

Bom, eu particularmente adoro ler certas placas, então eis algumas que são digamos.. Peculiares ;D (aumente na foto p/ ampliá-las)









































Bom, é isso.. Se vc quer ler algumas propagandas brilhantes também, clique aqui e aqui

Bjinss