http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: O Morro dos Ventos Uivantes

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Morro dos Ventos Uivantes

Olá,

primeiro de tudo, eu não consigo me conter então que partilhar com todos: GREEN DAY FINALMENTE VAI VIR P/ CÁ EM OUTUBRO!!!! Vocês devem estar pensando "que se dane", mas quem me conhece sabe o quanto eu esperei por isso, quantas vezes eu fiquei esperançosa (desde que eles lançaram o American Idiot em 2004) com rumores e nada se concretizava, mas segundo o http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/21693-green-day-pode-se-apresentar-no-brasil-em-outubro-deste-ano.html : A banda já assinou o contrato que garante os shows no país, mas nenhum outro detalhe, como datas e preços, ainda foi revelado. O mais importante já foi feito, pelo menos =)

Bom, vamos ao tema do post...




Uma vez que eu comecei a ler Shakespeare (um dia eu faço um post dedicado a ele), eu me apaixonei pela literatura inglesa, afinal não é qualquer país que é berço do dramaturgo de Stratford, Jane Austen, J.K. Rowling, Oscar Wilde, Sir Arthur Conan Doyle... e isso é só p/ citar alguns e claro, da brilhante, Emily Brontë (autora de O morro dos ventos uivantes).

Apenas com um livro escrito, Brontë marcou seu nome na literatura inglesa (e mundial também) com o inesquecível romance entre Heathcliff e Catherine. O famoso casal tornou-se a inspiração de vários escritores contemporâneos, incluindo Stephenie Meyer (autora da saga Crepúsculo). Como vocês podem perceber, na capa da edição mais nova desse livro, eles usam a frase "O livro preferido de Edward e Bella da série Crepúsculo" em vermelho e na capa para atrair o público mais jovem. Eu achei isso o cúmulo, pois o livro por si só é incrível e não precisa desse tipo de propaganda para atrair público, mas enfim, vamos a sinopse do livro (p/ quem não conhece):

Sinopse: Toda a história, com poucas exceções, é contada pela testemunha ocular de todos os acontecimentos, uma governanta chamada Ellen Dean, ao locatário da propriedade Thrushcross Grange, também traduzida como Granja da Cruz dos Tordos, em Gimmerton, Yorkshire, Inglaterra, enquanto este se encontrava adoentado.

No início da trama, o patriarca da família Earnshaw resolve fazer uma viagem e traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, porém sua procedência não é revelada em hora alguma da narrativa, ao qual denominam Heathcliff. Toda a afeição que o pai logo demonstra pelo menino enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai para o menino. Sua irmã, Catherine, se afeiçoa por Heathcliff.

Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la que Heathcliff.

Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catherine e despertando ciúmes em seu marido. Catherine tem uma filha de Edgar e morre logo em seguida. Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley.

Primeiro se casa com Isabella, irmã de Edgar. Logo após, Isabella se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o e tem um filho chamado Linton, enquanto está longe de seu marido. Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para ele. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança - mas apesar disso, considera Heathcliff uma pessoa de alta moral, não permitindo que se fale mal de sua pessoa. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catherine e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Pensando já ter se vingado, percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo só em sua loucura e solidão. Como último desejo é enterrado junto com Catherine, seu grande amor. Deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro.

-> O fato de não ser um romance meloso, com final feliz e com protagonistas que destoam do padrão, me chamou muita atenção. A história sendo contada por uma pessoa de fora (a governanta), também ajuda para dar um toque especial a trama. É uma história que mostra que o amor sobrevive a tudo, mesmo que ambos não tenham ficado juntos em vida, se casaram com outras pessoas, eles nunca deixaram de se amar. A morte não os separou, e sim os uniu no final.



Já fizeram váris versões do livro em filmes, mas a que eu assisti é a de 1992, do diretor Peter Kosminsky, com Juliette Binoche e Ralph Fiennes.

É lógico que não vai ser em 1h42 que as pessoas vão poder captar toda a profundidade da obra, pois é tudo mais corrido e há alterações na adaptação. Porém, é um bom filme. Eu o assisti no dia seguinte que eu terminei de ler o livro, então foi bom pq estava td fresco na minha cabeça e deu p/ eu notar as diferenças entre um e outro.
Os cenáriose a trilha sonora são excelentes, mas eu acho que quem não leu o livro, não vai perceber a Catherine o Heathcliff do mesmo jeito, pois eu achei eles até bonzinhos no filme, sendo que quando eu estava lendo eu pensava "Caramba, os dois são mt f*** da p***". Vou procurar outras versões para comparar com essa, pois eu acho mais válido comparar diferentes versões do mesmo filme, do que comparar um filme com o livro.

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Nesse feriadão, eu aproveitei p/ ver muitos filmes, então vou recomendar 3 dos que eu vi. Só p/ constar, eu assisti "Vida de solteiro" que é legalzinho e "Inimigos Públicos", que como quase 80% dos filmes que o Depp faz, é uma bosta! hahahaha



Sinopse: Em pleno século XVII vive Griet (Scarlett Johansson), uma jovem camponesa holandesa. Devido a dificuldades financeiras, Griet é obrigada a trabalhar na casa de Johannes Vermeer (Colin Firth), um renomado pintor de sua época. Aos poucos Johannes começa a prestar atenção na jovem de apenas 17 anos, fazendo dela sua musa inspiradora para um de seus mais famosos trabalhos: a tela "Girl with a Pearl Earring".

-> Adorei esse filme! Muita gente pode achar paradão e chato, mas eu achei ótimo.
A tensão que há entre o pintor e a criada é notável em vários pontos do filme, mas se fosse numa história qualquer, provavelmente os dois "se atracariam igual a dois animais no cio", mas não aqui. O filme é de uma sutileza e delicadeza que encantam.
Os delicados gestos e os toques entre eles são tão doces que deixam a história muito mais bonita.

Eis o quadro "A moça com brinco de pérola" de Johannes Vermeer (não, não é um pintor fictício):





Sinopse: Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

-> MARAVILHOSO! Como não se apaixonar pelo Mr Darcy? As atuações de todo o elenco estão ótimas, as paisagens, as mansões e o figurino também são impecáveis. É um filme gostoso de assistir, é leve, agradável e com uma história muito bonita. Não acho que exista alguém que ao assistí-lo, não se apaixone pela história. Fiquei até com vontade de ler essa grande obra da Jane Austen.




Sinopse: Em virtude da morte do marido, uma viúva e as três filhas passam a enfrentar dificuldades financeiras, pois praticamente toda a herança foi para um filho do primeiro casamento, que ignora a promessa feita no leito de morte de seu pai que ampararia as meias-irmãs. Neste contexto, enquanto uma irmã prática (Emma Thompson), usando a razão como principal forma de conduzir as situações, a outra (Kate Winslet) se mostra emotiva, sem se reprimir nunca com uma sensibilidade a flor da pele.

-> Acho que foi o primeiro filme com a Kate Winslet que eu assisti onde ela não ficou pelada hahahaha (graças a Deus). Não é tão bom quanto "Orgulho e Preconceito", mas é um bom filme também. Só não gostei dos casais, achei que não combinaram nem um pouco, tinha que ter sido invertido...

Bom, essas são minhas sugestões, acho que vale a pena conferir todos eles ;D

Bom fim de semana, meus queridos leitores que eu sei que leem o blog mas que não comentam hahaahha

Bjinss

4 comentários:

  1. [-__-]'

    É.... ok. Mas você tem que admitir que são "Chick Fliks". Né?

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  2. Como vc consegue ler livros tão rápido?
    Aposto meu braço esquerdo que estampar a capa com um "o livro preferido dos personagens do Crepúsculo" vendeu um sem-número de exemplares a mais. Mas enfim, nunca consigo te acompanhar nas leituras e portanto fico só imaginando pela sinopse o que seria o desenrolar da história. É claro que os méritos do Boulevard vão além disso. Ao menos posso estar por dentro dos assuntos dos livros mais pops ou alternativos. E lembrando que o mesmo vale pros filmes. Vi um filme duvidoso com essa atriz de Orgulho & Preconceito e desde então tenho o pé atrás com ela. Mas "fikdik", é sempre bom ter um norte quando se visita uma locadora.

    (caraca, meus comentarios são quase do tamanho dos seus posts, tenho que parar com isso...)

    Beijos!

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  3. Rafael,

    "Moça com brinco de pérola" não é filme "mulherzinha", e embora os filmes baseados nas obras da Jane Austen possam chamar mais a atenção das mulheres, isso não quer dizer que vocês não deveriam assistí-lo, são clássico que vão muito além da distinção de "p/ homem e p/ mulher".

    Vini,

    adoro os seus grandes comentários =)

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  4. Olá!
    Tomara msm q o green day venha pra vc ficar feliz hauhauah se eles naum vierem dessa vez desiste! ahuahua
    O livro parece ser bem interessante...diferente d mt coisa q tem por aih, o filme eh com o Ralph Fiennes??? hmm qualquer dia eu vejo ahuahua
    Tenho quase td certeza q eu ia achar "A moça com brinco de pérola" meio chato ahuahuah naum sei pq... mas dv ter algo interessante tb!
    "Orgulho e Preconceito" dv ser bonitinho sim, "Razão e Sensibilidade" dv ser +/- o msm estilo naum? soh q o 1o dv ser melhor msm como vc disse hauhaua
    excelente post!
    bjus

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