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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Memórias de uma fã

Olá,

ao conversar com uma grande amiga minha, recordamos sobre vários momentos, inclusive uma fase que foi bem marcante para nós: a fase "B5". Lembro de tudo como se fosse hoje, e vou compartilhar alguns miquinhos com vocês.

Memórias de uma fã

“Parece que foi ontem, que tudo terminou, e todo tempo é pouco, nada modificou...”
(Só mais uma vez – B5)

Parece que foi ontem que eu era uma menina de 11 anos fã da banda B5. Ao conversar com minhas amigas daquela época, eu lembrei de vários momentos dessa fase. Vou contar algumas, mas tenham em mente que éramos pré-adolescentes fanáticas.

Como tudo começou:

Tínhamos aulas de história com o professor Aloysio, que era pai de um dos guitarristas. Até então, nunca tínhamos ouvido falar naqueles caras que eram da nossa escola e tinham uma banda. Um belo dia, o professor ao invés de dar aula, levou o clipe de “matemática” (que foi gravado no colégio e a Stephanie Brito – mulher do Pato tinha participado) para a gente ver. Ficamos encantadas com aqueles cinco garotos que até poucos minutos atrás a gente nem sabia que existiam. E foi assim que tudo começou.

A partir de então, em todas as aulas de história, o professor só falava deles e o nosso “encantamento” só aumentava.

Eles estudavam de manhã, e nós, à tarde. Então começamos a chegar mais cedo no colégio, só para vê-los. Chegamos ao cúmulo de chegar a pedir autógrafo e mandar cartas de mais de um metro. Fomos suas fãs mais fieis, e eles reconheciam isso. A partir de então, eles falavam “oi” com a gente, e nós derretíamos.

Quantos micos pagamos por causa deles...

A mãe dos três irmãos da banda (Edu, Bê e Lucas) dirigia uma picape prata, cabine dupla com o logo da banda que era uma mão escrita B5. A picape chegava no colégio, e sabíamos que era hora deles irem embora. Então sentávamos num gramado perto da cancela “casualmente” só para eles darem tchau, toda vez que iam embora. Parece idiota (e até era mesmo), mas na época era um máximo!

Conforme eles ficavam mais populares, pessoas de outros colégios iam lá para vê-los, outras pediam para nós pegarmos autógrafos deles. Lembro-me que nessa época, fizemos amizades com as amigas deles, e elas contavam histórias de como eles eram, com quem eles ficavam, etc. Os professores também, falavam se eles eram bons alunos, quem era mais bagunceiro... Sabíamos tudo sobre eles.

O Eduardo, vocalista e guitarrista da banda, era o mais velho e tinha aulas a tarde toda 5ª feira. Na hora que nosso recreio acabava, o dele começava. Quantas vezes enrolamos para subir para aula só para vê-lo e ele sempre simpático, falava com a gente. Uma vez, chegamos ao cúmulo de pedir para o inspetor levar ele na nossa sala, e o inspetor levou. Estávamos na quinta-série e ele apareceu na porta. Cada uma das minhas amigas foi abraçá-lo e eu, morrendo de vergonha, (pois ele era meu preferido) fiquei sentada. Uma amiga minha até chorou, e olha que ele nem era o preferido dela...


O preferido dela era o Léo, que era o baixista e vocalista da banda. Lembro como se fosse hoje o dia que nós o conhecemos.

Toda sexta-feira, tínhamos educação física de manhã, e quando saíamos da aula, almoçávamos no colégio (não dava tempo de almoçar em casa, e assim os víamos por mais tempo). Um dia, depois de ter almoçado no Mix, sabíamos que o Léo iria até lá falar com a gente. A minha amiga surtou. Eu fui ao banheiro e ela foi até lá e berrou “ahhhhhhhhh, ele tá chegando”, levei um susto tão grande com o berro que até pulei da privada. Fui lavar as mãos e ela me apreçava e puxava ansiosa. Sentamos e ele ainda não havia chegado.

Quando ele chegou, foi uma cena que eu só posso descrever como bizarra. Minha amiga começou a chorar e se “escondeu” de baixo da mesa. Esconder não é bem a palavra porque a mesa era daquelas de lanchonete onde o suporte é no meio, ou seja, não tem quatro pés. E só dá p/ se esconder debaixo de mesas quando essas tem uma toalha comprida o suficiente para ir até o chão, mas isso não vem ao caso.

Sabe quando você vê uma coisa grotesca e você sente vergonha pelos outros? Foi exatamente aquilo que eu senti. O Léo não esperava aquela reação dela, mas foi super simpático, o que só fez ela chorar e se derreter ainda mais.

É incrível a que ponto a gente pode chegar. Teve uma outra ocasião, que uma outra amiga minha, pegou a lata de coca-cola do Bê (baterista) para guardar de recordação (sim, isso é nojento), entre outras coisas...

Uma colega nossa, tinha um irmão que era muito amigo dos meninos e de vez em quando eles dormiam lá. Ela chegou ao ponto, de pegar o guardanapo sujo de suco de uva do Léo, para guardar de recordação.

A essa altura vocês devem estar pensando “Afz, que meninas ridículas”, mas volto a repetir que éramos meninas na puberdade, cujos ídolos (que nessa época tem um grande significado) estavam próximos de nós e falavam com a gente.

Na época, eles tiveram certa notoriedade. Saíram em algumas revistas (como atrevida e revistas teens do tipo) e jornais. Nem preciso dizer, que mesmo que só houvesse uma foto deles no pé da página, nós comprávamos do mesmo jeito.

Eles foram a uns programas de tv como “Mtv, fica comigo”, onde houve um certo conflito entre o Bê e o Leandro do KLB, pois o Leandro criticou o fato do Bê não ter ficado com a menina “em respeito as fãs” chamando-o de imbecil (ou algo do tipo). Foram no “Disney Channel Zapping Zone”, e o Robson que apresentava foi até o nosso colégio para fazer a matéria. Apresentaram-se no “Criança Esperança”, tiveram seus clipes na MTV e foram em outros programas. Abriram o show do “Simple Plan” e do “Rouge” (nesse show eu fui e não sabia que eles abririam, imagina a minha reação quando eu os vi lá). Acompanhamos tudo isso fielmente.


De tanto sermos fãs, uma mãe de uma amiga minha se tornou amiga da mãe dos irmãos da banda, e nos convidou para ir ao ensaio na casa deles. Nem preciso dizer o quanto ficamos eufóricas.

O Lucas (percussionista) havia esquecido seu casaco no colégio e uma minha amiga achou e esperou para entregar no dia em que fomos lá. Era um dia chuvoso e fomos todas no mesmo carro. Chegando lá, na afobação de sair do carro, minha amiga tropeça e deixa cair o casaco dele na poça. Ela fica muito envergonhada, mas a Adriana (mãe deles) ri do fato e agradece por ela ter achado e devolvido.

Entramos na casa. No caminho do estúdio, há vários cds no chão debaixo de um vidro e um muro branco onde os amigos deles deixaram mensagens.

Assistimos ao ensaio que foi basicamente um show particular, tiramos fotos e saímos com um sorriso de orelha a orelha como se tivéssemos dormido com um cabide na boca.

Até em um dos aniversários dos gêmeos (Bê e Lucas) nós fomos, pois a mãe deles “tinha” um lugar chamado “Estúdio Alternativo” onde havia tipo uma boate aos domingos à tarde, e um dos aniversários deles foi lá. Conseguimos comprar os convites para ir, afinal sempre que podíamos nós íamos lá.


Logicamente, como boas fãs, estávamos presentes no primeiro show deles. Lembro-me que foi no dia 28 de setembro, só não lembro o ano exatamente. A data me marcou, pois foi o dia do casamento do meu avô o qual eu faltei só para ir ao show. Tínhamos uns 11,12 anos e fomos sozinhas (ou seja, os pais levavam e buscavam, mas não ficavam no recinto). Ficamos grudadas no palco, se esticássemos a mão, tocaríamos neles. Acabei com o filme da máquina durante o show. Depois do show, fizeram uma fila para todas as pessoas irem ao camarim. Fomos as últimas da fila, ficamos lá até tarde só para entrar e falar com os caras que a gente via basicamente todo dia. Na hora da foto coletiva, como meu filme já tinha acabado, ficamos sem.

Depois desse, ainda fui em mais uns quatro shows. Um deles na agropecuária, onde eles se apresentaram depois dos Paralamas do Sucesso, e quem já foi a shows lá sabe o quanto demora para começar. Demorou um tempão para começar o show dos Paralamas, aí aguentei duas horas e meia de show aproximadamente, depois mais uma hora para arrumarem o palco para eles entrarem. No fim das contas, cheguei às 5h da manhã em casa exausta, pois havia acordado às 6 horas naquele dia porque tinha tido aula.

Lendo isso tudo, parece loucura o que fizemos e pode até ser que tenha sido, mas eu não me arrependo em nenhum momento, pois isso me marcou. Foi uma fase extremamente divertida e que só me trás recordações boas. Pagamos muitos micos, fizemos certos “sacrifícios” mas no final das contas, tudo valeu a pena.




foto do 1º show no Petrô (naquela época não tinha máquina digital, mt menos zoom)





eles abrindo o show do Rouge

Repararam que desde pequena que eu adoro show né? hahahaha

Bom fds gente ;)

Bjss

3 comentários:

  1. B5! Me lembro muito bem. As meninas eram loucas por eles e os meninos, invejosos, detestavam todo esse "exibicionismo". É engraçado isso. Mas realmente os moleques foram longe, shows importantes, participações importantes... Agora eu não sabia de todos esse micos e sacrifícios hahahahahaha! Nem que vcs tinham acompanhado tão de perto. E tampouco que eles tinham feito a abertura do Simple Plan! Muito legal. Mas o que aconteceu com eles?

    Beijos!

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  2. Olá, eu só cheguei a conhecer umas músicas do B5 na epoca e tal mas nunca gostei mt naum.
    Mas digamos q tem coisa mt pior por aih!ahuaha
    Eh vcs eram super fãs msm, e nessa idade eh mt normal ficar super fã d algum artista.
    Mas foram mts micos msm, mas pelo menos vcs conseguiam o que queriam neh, q era estar perto deles auahuha
    Pow legais as fts! huahua
    Vc adora show??? imaginaaaa hauhauhaa

    Mt bom o post d como sempre,
    bjuss

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  3. wow, nem lembrava que o B5 era daqui! haha
    achava eles legais na época, mas acabou passando. meu grande crush foi com os backstreet boys, e tenha certeza que se estudasse na mesma escola que eles (tipo, eu na pré-escola e eles no ensino médio, né? haiuhaiuhuia) eu faria o mesmo que você, pagaria todos esses micos! hauihauihia e é bom mesmo não se arrepender, essas coisas fazem parte da vida de toda menina e é um momento muito bom. beijos!

    www.floresnajanela.com

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