http-equiv=’refresh’ content=’0; Boulevard of Ideas: A Evoluçao (ou não) da música

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Evoluçao (ou não) da música

Olá pessoas,

primeiramente gostaria de dar novamente, os parabéns a meu querido amigo/leitor/futuro parceiro em projetos, Vinicius! Desejo-te toda felicidade desse mundo, que você consiga realizar todos os seus sonhos/projetos/metas, e tenho certeza que irá, pois estou p/ conhecer alguém mais talentoso que você ;D (puxo o saco msm, sou fã dele haha)

Hoje irei postar um texto que escrevi no auge da minha revolta ao ouvir um sem noção escutar funk no último volume. Aquela velha frase "meu ouvido não é penico" simplesmente traduz tudo (principalmente quando o Flamengo ganha, aí sr, coloque seu cd de rock no último volume p/ tentar abafar aqueles gemidos que chamam de "música").

A Evolução (ou não) da música

Segundo a Universidade da Califórnia, o jazz, o pop e a música clássica diminuem o estresse, sendo a última, a mais eficaz. Ou seja, quando estamos fazendo uma tarefa chata, a música exerce esse poder sobre nós.

Frank Sinatra, Diana Krall e Ray Charles. Madonna, Michael Jackson e Cher. Mozart, Beethoven e Bach. Escutá-los acalma. Agora como podemos ficar calmos ouvindo barulho de buzina o dia inteiro, enquanto estamos parados naquele trânsito infernal, e quando finalmente chegamos em casa para relaxar e ouvir aquele seu cd preferido no banho, o vizinho coloca Mc Créu no último volume. Não há sinfonia no mundo, que possa te acalmar quando isso ocorre.

Eis o que eu não entendo: com tantos nomes incríveis da música (como os citados acima e muitos outros) e uma vasta variedade, como um ser humano escuta uma batucada que repete a mesma “palavra” várias vezes e em diferentes velocidades? Como chamar isso de música? Isso não só mata os neurônios, como faz também com que a pessoa ao escutar tal coisa, entre numa espécie de transe e antes que ela perceba, estará remexendo o corpo como se estivesse incorporando, no ritmo da “música”.

Se eu resolver batucar panela e falar baixaria, então estarei fazendo música?

Os primatas se comunicavam através de grunhidos, pois a fala ainda não havia sido desenvolvida naquela época. Com o passar do tempo a fala surgiu, o ser humano se desenvolveu, a música apareceu. Letras lindas apareceram e melodias maravilhosas também. Mas hoje o processo é inverso. Não só na música, mas na fala também, estamos cada vez mais “monossilábicos” (vide o “Vossa mercê” que hoje é o “você”, que está se tornando “cê”, e que mais tarde será apenas um gemido).

Independente do que eu ache, novas batidas e novos “gêneros” continuarão surgindo todos os dias e serão chamados de música. Por mais medíocres que sejam, sempre haverá aqueles que gostarão e se identificarão. A música tem que te passar alguma coisa boa, te fazer pensar, sorrir, lembrar ou até mesmo esquecer. Se há pessoas que compram um cd do Furacão 2000 e vão ao show, não cabe a mim julgá-las; mas cabe a nós pensarmos se essas coisas que surgem todos os dias é a música evoluindo e atingindo cada vez mais outros patamares ou se é apenas a prova que com um equipamento e uma mente não muito genial, se faz qualquer som. Cabe a nós escolher o que vamos ouvir.

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Recebi um email sobre "revistas que ainda veremos nas bancas" postadas no blog euhein.blogspot.com, e as achei geniais, por isso estou postando-as aqui também:
















Por hoje, that's all ;)

Beijinhos ^^

6 comentários:

  1. ohh acho que a Gisele ia adorar essas capas! haha
    adorei seu texto. infelizmente, 'créu' hoje é considerado música - é a evolução das coisas, dizem. pra mim, pessoalmente, não dá pra ouvir, mas é isso mesmo, cada um cuida do que ouve. hoje, principalmente, em que a oferta é tanta. que Deus nos livre das porcarias! hehe

    www.floresnajanela.com

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  2. Que honra receber parabéns pelo Boulevard! Muito obrigado mesmo, Mari! Saiba a srta que a admiração é recíproca. E, sim, espero muito mesmo um dia trabalhar com vc; que todos nós consigamos realizar nossos sonhos.

    Coincidência! No dia que o Flamengo ganhou eu voltei pra casa no mesmo ônibus que um monte de flamenguistas exaltados portando celulares repletos de funk. E, neste dia, pensei em escrever no Café com Saturno alguma coisa a respeito disso. Mas ainda não o fiz porque estou repensando em mudanças para meu humilde blog.
    O que eu ia dizer tem afinidade com tudo que a srta escreveu. Como diz meu professor de violão, "eu respeito quem gosta, mas música pra mim é aquilo que reúne letra, melodia e harmonia. Funk não". Enfim, o que a gente pode fazer é aceitar que algumas pessoas gostem mesmo de Créu, ainda que com aquele velho papo de "é bom pra dançar". Cada um faz (e ouve) o que quer. Só acho um saco obrigar os vizinhos a ouvirem tbm, mas enfim... não se pode ter tudo, não é mesmo?

    Hahahahahaha, eu nunca recebo e-mails bons assim! As capas são geniais, muito criativas mesmo.

    Gostei muito do post de hoje.

    Beijão.

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  3. Ola,
    Parabens pro vinicius!
    Obaa um texto seu aki! =)
    Mt bom o texto, eh bem verdade isso, apesar d gostar d mt musica ruim, tenho q admitir q antigamente as musicas eram beeem melhores.
    (mas funk ninguem merce ahuahuah)
    Adorei as capas de revistas ahuhauhauah

    Mt bom como sempre!
    bjuss

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  4. Eu fico me perguntando o que diriam os gênios compositores da música erudita sobre os norte-americanozinhos e os brasileirinhos copiadores do American Way Of Life que acham o Rock a melhor música do mundo. Acho que eles não diriam nada, porque mesmo sendo geniais como foram, não entendiam nada sobre o nosso modelo moderno de sociedade, até porque nem existia ainda. Mas a questão é que quem não conhece a realidade do outro não pode discutir sobre tal coisa. Funk não é coisa de flamenguista. Funk é uma evolução de ritmos negros, ritmos esses que também deram origem ao rock. Então, o rock branco, roubado dos negros, tem a mesma raiz do funk. É tudo música moderna, tudo uma merda comparada às sinfonias de antigamente. Não dá pra comparar nem julgar. Imagina se Shakespeare que tanto adoramos olhasse esses nossos blogues... ele também diria algo como "A evolução (ou não) da escrita".

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  5. Edu,
    falo no texto do funk carioca, não aquele desenvolvido pelo James Brown, por exemplo. São funks de origens diferentes, como você sabe.

    E não importa o que falem, p/ mim "créu" e derivados não é música, é um insulto p/ verdadeiros músicos, classificar esse barulho como tal.

    Lógico que não dá p/ comparar com as sinfonias e nem julgar, como eu disse no texto, "não cabe a mim julgá-las". Só foi um desabafo ;D

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  6. amei tudo! :D haha

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